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Há alguns anos atrás, assisti a um “pesado” filme estrelado por Nicolas Cage, onde ele interpreta o investigador particular e perito “Tom Welles”.
O filme é conhecido como “Oito Milímetros” e trata sobre a história de uma milionária viúva que encontrou entre os pertences de seu falecido marido um pequeno rolo de filme que continha cenas do assassinato de uma jovem por um mascarado.
Este tipo de filme é conhecido como um “filme snuff”, gênero do cinema que mostra a morte ou assassinato real de uma pessoa ou pessoas, sem a ajuda de efeitos especiais.
Para muitos, apesar das mortes terem sido capturadas em filme, este tipo de película é geralmente definida como uma “lenda urbana”.
Toco neste filme e neste tema, fazendo um paralelo ao caso que está assombrando o Brasil, envolvendo o agora ex-goleiro do Clube de Regatas Flamengo, Bruno de Souza, e o frio e cruel assassinato de sua ex-amante Eliza Samúdio.
Todos os indícios, pelo menos até agora, apontam que Eliza foi cruelmente assassinada a mando de Bruno, que inclusive estaria presente no local.
A violência de filmes como “Oito Milímetros” era coisa de ficção. Nós, seres humanos e mortais, não conseguimos entender como alguém pode ser capaz de tal violência e frieza.
O fato é que a ficção sai do papel e das telas e tomou as ruas, ficando cada vez mais próxima de nós.
Quantas outras “Elizas” não tiveram o mesmo fim?
Quando ouço que querem relaxar ainda mais as penas em nosso país, começo a ficar cada vez mais preocupado com o que vai acontecer com os homens de bem como nós.
Se a sociedade não se impuser com regras e leis mais rígidas e punições exemplares, o que vai restar para nossos filhos e netos?
A impunidade é a “LEI” que impera na sociedade brasileira, onde os mais poderosos, que possuem mais recursos e bons advogados, escapam das garras da lei. E mesmo os mais pobres, sem os mesmos recursos dos “ricos”, donos deste país, conseguem o mesmo por conta de movimentos que defendem o “direito” dos bandidos e não o das vítimas.
Tom Welles, interpretado pelo excelente Nicolas Cage na trama dirigida por Joel Schumacher, acaba fazendo justiça com as próprias mãos. Será isso que querem que façamos?