Hugo Brener Munhoz de Macedo Tenho que, com as multinacionas automobilísticas financiadas e com regalias, aliado a falta de estrutura física - leia-se ruas e estradas, transporte público - e educação no trânsito, não pode respond (continua...)
Carlos Vejo com uma certa perplexidade, noticias na imprensa sobre 3 anos do acidente da Tam sem respostas, sera que não sabem que a culpa é dos gestores públicos, que permitem que um aeroporto funcione dent (continua...)
Clovis Dias Costa, ex-apresentador da Rádio Continental
Clovis Dias Costa, ex-apresentador da Rádio Continental nos fala sobre a história do programa "Ritmo 20". 09/06/2008 | 00:00
Conosco agora uma das vozes do rádio. Um homem que foi também precursor antes da nova rádio Continental, antes da Superquente ele já estava lá e fez a transição e criou um ícone. Criou talvez o programa que ficou mais tempo no ar na história do rádio AM e até do rádio FM brasileiro levando música, informação e cultura numa época de rádio AM no Brasil. Ritmo 20, com Clovis Dias Costa. E aí, CDC, o Clovis Dias Costa. Como é que foi essa história na Continental?
A história foi assim. Cheguei na Continental em 1969. Em 1969 tava acontecendo uma revolução musical. Era o Woodstock que tava acontecendo, era Creedence Clearwater Revival que tava chegando, era Donovan, era Janis Joplin, era tudo junto. A Continental nessa época tocava Nelson Ned, Moacir Franco, Tangos & Boleros, então eu não pude colocar o programa na hora que eu queria colocar, que era à noite. À noite era Tangos & Boleros. O Marcus Aurélio, o Judeu não tava lá ainda. Então eu coloquei de tarde, coloquei, aliás, de manhã, 10h da manhã. Depois do “Parabéns a Você” apresentado pelo Antônio Carlos Niederauer. Curti né. Give Peace a Chance, Plastic Ono Band. E a partir daí a coisa não parou mais. Toda a década de 70 na Continental, a década de 80 na Universal FM com o “Ritmo 20”, da década de 90 na TV Guaíba com o “Tele Ritmo” que era, na verdade o “Tele Ritmo” era o “Ritmo 20” na televisão. E agora na Net, no canal 20. E é isso.
Tu fizesse uma marca na noite. A noite de Porto Alegre, os bares, as boates, o pessoal de guiava para comprar a música. O pessoal tinha para todos os públicos né. O pessoal mais jovem, o magrinho, a magrinhagem tava lá com o Cascalho. O pessoal, num determinado momento, o pessoal mais soul, mais black, tava com o Mister Lee, o Julio Fürst, Mister Lee, não Julius Brown. Depois o pessoal mais country, mais música regional quando ele era Mister Lee e tu estava no meio de tudo isso com Carpenters, Elton John, Beatles, Jim Coast, tantos outros aí. Tu fizesse a minha cabeça, eu sou eclético na música por causa do Clovis Dias Costa que tocava de tudo mas tava ali no meio de todo esse tiroteio de música jovem da época. Como é que tu te sente fazendo isso aí?
Como é que eu me sentia, tu quer dizer? Ah eu me sentia...A proposta era o seguinte, do “Ritmo 20”, exatamente esta que tu colocou. Música e informação. Aliás eu acho que essa é a proposta do rádio. Música e informação, só isso. Tu pode ver que, programação ao vivo. Tu pode ver que as rádios de hoje, as mais ouvidas AM e FM são todas ao vivo. Não tem nenhuma emissora com programação gravada que esteja no primeiro lugar do Ibope, porque o público quer essa interação, quer informação. Só dizer o nome da música, temperatura e hora certa, qualquer um faz. Eu queria informar, eu queria, pô, tua fala muito, posso até falar.
Mas cinema, teatro, era contigo?
Falava, falava, informava e isso fez com que marcasse realmente essa época, esse programa, essa história. Depois veio o “Top Jovem” ainda, aonde o amigo presenciou e curtiu muitas festas do tipo SAPI em Imbé, enfim, todo o Rio Grande do Sul. O “Top Jovem” foi outra festa que viajou pelo Rio Grande do Sul durante vinte anos. Quer dizer que, tudo isso hoje, vendo esse pessoal tudo aqui, que é a nossa turma, tudo isso que nós fizemos Ricardo, eu só chego a uma conclusão. Valeu, só isso. Valeu.
Valeu e como valeu Clovis Dias Costa. Obrigado por falar aqui no Ricardo Orlandini.net.
Tá bom, prazer meu em te rever e vamos ver se a gente se encontra mais seguido que para reunir essa turma só num evento assim né.
Eu vou propor que a gente faça a Confraria da Continental e se reúna de vez em quando.