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Alguém por perto!

Álvaro L. Teixeira

01.11.2015

Alguém por perto!

Tenho um grande amigo motociclista que diz: “Isso é melhor que pagar um médico”. Ele usa esta expressão quando saímos em alguma viagem de motocicleta e estamos com o espírito elevado. Um misto de espírito aventureiro e desbravador. Toda vez que o ouço fazer esse comentário, fico pensando se ele está falando dos médicos ou dos psicólogos. E a forte sensação que tenho é de que está falando dos dois. Na realidade, todos nós precisamos dividir as nossas certezas e incertezas com alguém.

Sempre que penso nisso, lembro-me da piada do homem na ilha com a mulher mais bonita do mundo. Pode ser qualquer musa atual ou da velha guarda. A primeira vez que ouvi era com a Brigitte Bardot, mas já ouvi também com a Gisele Bundchen, entre outras. Vamos à história?

Após um acidente de navio, o nosso protagonista com a musa dos sonhos acaba em uma ilha deserta. Onde existiam frutas e água corrente, com cachoeiras maravilhosas, uma pesca fácil e abundante. Depois de alguns dias de convivência, os dois começaram um relacionamento que para as circunstâncias era vantajoso para os dois. Passadas mais algumas semanas, a musa pergunta ao nosso protagonista qual o seu maior desejo, sua fantasia.

Que ele podia pedir o que quisesse que ela atenderia. Ele, dentro das possibilidades do momento e com algumas malas e bagagens que tinham sido trazidas à ilha, pediu a ela que se vestisse de homem e o encontrasse do outro lado da ilha. Ela atendeu o desejo dele mesmo sem entender o que ele realmente queria. No outro lado da ilha, ele a encontrou, vestida de homem. Após as apresentações e algumas histórias, confidenciou ao novo “amigo: “Estou tendo um relacionamento com a ‘musa’!”.

Essa história mostra bem que precisamos dividir nossas vitórias e as nossas derrotas, sejam elas quais forem, com alguém. Na realidade, precisamos de amigos. Precisamos de alguém com quem dividir as nossas intimidades e os nossos sonhos. Precisamos confiar em alguém, precisamos dividir com alguém.
Tenho uma crença muito forte de que estamos aqui para fazer amigos e que o nosso melhor resultado é o número de verdadeiros amigos que deixarmos. O amigo verdadeiro é uma figura muito rara, difícil de achar.

É uma via de duas mãos. Não adianta um ser amigo se o outro não for. Já li várias crônicas sobre a amizade, quase todas cantam as qualidades dos amigos. Ter um grande amigo muitas vezes é ter alguém que está mais preocupado contigo do que com ele mesmo. Para ser amigo de alguém, precisamos ser totalmente desprendidos e sem nenhuma gota de egoísmo.

Pense! Neste minuto, se você tivesse de fazer uma relação de quem são os seus amigos. Pegue lápis e papel e escreva o nome deles. Depois de terminar, releia com atenção e marque com um asterisco aqueles que você considera como amigos verdadeiros Aqueles que você sabe que pode contar se precisar, mesmo que ache que nunca vai precisar. Aqueles que hoje estão distantes e que você não sabe se algum dia poderão estar por perto ou se vai reencontrá-los.

Agora, destes que têm o asterisco, acredito que são muitos, sublinhe os que estão a menos de 100 quilômetros de você. Todos nós precisamos de pelo menos um destes a menos de 100 quilômetros de distância. Tem alguém nessa situação? Ligue para ele e lhe dê bom dia!

* Publicado originalmente em 10/11/2008


Tags: Álvaro Larangeira Teixeira, artigo, comentário, motociclismo, cultura, crônica


Álvaro Larangeira Teixeira - escritor e administrador de empresas, especialista em tecnologia da informação e apaixonado pelo motociclismo.

Álvaro faleceu prematuramente em 14/09/2009. Se alguém possuir outras crônicas do Álvaro ou sobre ele, peço que me encaminhem para serem publicadas.




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