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É mais importante saber a ideia que uma palavra transmite do que a sua tradução

Roberto Henry Ebelt

05.11.2010

É mais importante saber a ideia que uma palavra transmite do que a sua tradução

Quando estamos aprendendo inglês (ou qualquer outro idioma) quase sempre, ou melhor, sempre queremos, a todo o custo, saber o significado de cada palavra nova que surge. Durante um bom tempo, como professor, eu tive que enfrentar esta situação e frequentemente não conseguia satisfazer adequadamente a curiosidade dos alunos. Em um determinado momento descobri que a solução para o meu problema (que era satisfazer a curiosidade do aluno, em cursos pré-vestibulares) poderia ser obtida se eu conseguisse atrair a atenção do aluno para outro aspecto que não fosse o significado. Esse outro aspecto é a ideia que a palavra transmite.

Isso é especialmente importante quando o significado ou perfeito equivalente em português não existe.

Um exemplo de uma palavra em português que não existe em inglês: a instituição da CONCORDATA não existe mais no Brasil, mas a palavra existe.

Tal instituição nunca existiu nos Estados Unidos, portanto a palavra equivalente a CONCORDATA não existe em inglês. Ao traduzir tal palavra do português para o inglês, eu preciso me concentrar na ideia e não no significado.

A propósito, se você for questionado por um americano a respeito da palavra CONCORDATA, mencione o CHAPTER 11 of the Bankruptcy Law. Ele vai entender a ideia. (Mas não é a mesma coisa, pois nos Estados Unidos, repito, eles nunca tiveram a instituição da CONCORDATA, que em tempos de inflação descontrolada, poderia ser uma maneira fácil de ganhar dinheiro desonestamente).

Dizer que determinada palavra não tem uma tradução para a língua portuguesa soa como uma mentira. Para evitar essa situação de dúvida nas mentes de meus alunos, eu comecei a focar a minha atenção e a dos meus alunos também, na ideia que a palavra transmite e não no seu significado.

Outro ótimo exemplo é a palavra OFF. Ainda lembro-me da letra (lyrics) e título (title) da música I CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU.

A maneira mais fácil de traduzir esta frase é NÃO POSSO TIRAR MEUS OLHOS DE VOCÊ.

E esta é uma tradução correta.
Depois de traduzir tal frase, o aluno quer a confirmação de que OFF significa a preposição DE. Logo em seguida a palavra OF (com um F apenas) já entra na discussão, quando alguém pergunta se OF e OFF significam a mesma coisa.

E o assunto continua com outro aluno perguntando se FROM também é um sinônimo de OF.

Na verdade, tudo fica mais fácil de ser esclarecido se trabalharmos em termos das ideias transmitidas pelas palavras em questão:

OFF transmite a ideia de afastamento. A frase THE THEATERS OFF BROADWAY deixa o significado de OFF bem claro: Os teatros localizados fora da Broadway.

Se um aluno perguntar se OFF significa FORA DE, é só responder que OFF transmite a ideia de AFASTAMENTO.

Já a frase THE THEATERS ON BRADWAY refere-se aos teatros localizados na Broadway, mesmo.

A preposição OF transmite a ideia de propriedade. Exemplo: The book of John was stolen.

Traduzindo: o livro do João foi roubado.

E a preposição FROM transmite a ideia de ORIGEM: He is from Garanhuns.

Traduzindo: ele é (originário) de Garanhuns.

Outra palavra que eu prefiro explicar é RATHER. Se for procurá-la em um dicionário, você verá o seguinte: rather (adv): deveras, de preferência; especialmente; particularmente.

Eu prefiro, em primeiro lugar, ensinar que este advérbio transmite a ideia de PREFERÊNCIA.

Exemplo: I would rather live under a rightist dictatorship than under a leftist one.

Ou:
I’d rather go to New York than to Havana.

Outro detalhe: o apóstrofo + d tanto pode ser abreviação de would como de had.

Reparem que o termo certo em português é APÓSTROFO e não “apóstrofe”, palavra que tem outro significado em nosso idioma nativo. Em inglês o sinal diacrítico “apóstrofo” é apostrophe [apóstrofi].

Como é fácil notar, é mais fácil memorizar a ideia de preferência do que um significado que pode muito bem, em determinadas orações, não fazer sentido.

Gostaria de lembrar que o período de férias escolares é extremamente adequado para fazer um curso de inglês. Como já estamos quase no fim do ano letivo, agora é a hora de tomar uma decisão que poderá mudar a sua vida.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
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