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A primeira vantagem de aprender um segundo idioma.

Roberto Henry Ebelt

28.01.2011

A primeira vantagem de aprender um segundo idioma.

Eu estava pensando em começar este texto com uma pergunta, mas um princípio de didática de língua estrangeira nos aconselha a não perguntar o que ainda não ensinamos, pois o máximo que conseguiríamos com tal procedimento seriam adivinhações. Portanto, explico que a primeira vantagem que temos, como adultos, ao aprender um segundo idioma, é entender melhor o nosso idioma nativo. Obs.: quando um professor de língua estrangeira faz mais perguntas do que ensina ou faz perguntas sobre o que ainda não ensinou é bom tomar cuidado, sob pena de você terminar o curso com mais perguntas do que respostas. Porém antes de julgar o seu mestre, use bom senso, pois perguntas também tem o propósito de estimular a curiosidade,

Muitos conceitos de gramática portuguesa, que fomos forçados a aprender durante os nossos primeiros anos de estudo, e que não faziam o menor sentido para as crianças que éramos então, quando começamos a estudar um segundo idioma, de repente começam a significar algo para nós. Eu pessoalmente passei por tal experiência diversas vezes.

Antes de tirarem conclusões apressadas, quero deixar claro que tudo que eu compartilho com vocês, neste espaço, são experiências que envolvem o aprendizado de idiomas que, como o português, espanhol, italiano, alemão, francês, inglês, etc.… são filhotes do chamado PIE (proto-indo-europeu). O PIE, durante o seu tempo de maior popularidade, foi um idioma falado por uma percentagem significativa da população mundial.

A palavra proto, em grego antigo, significa primeiro, primordial, primeiro em uma séria. Indo tem a ver com a Índia e Europeu não precisa de explicações.

Resumindo, há mais de 7.000 anos, um grupo de homo sapiens que habitava a parte norte da Índia e que tinha a pele mais clara do que a das pessoas que habitavam o sul da Índia, começou a se deslocar para o noroeste, atingindo tal migração o lugar que hoje, infelizmente, é um dos caroços atravessados na garganta da civilização ocidental: o Irã, antiga Pérsia. De lá espalharam-se em direção a Europa.

Esse povo, conhecido como arianos, vejam só, além de ter a pele mais clara do que os habitantes do sul da Índia, os dravidianos, se orgulhavam da cor de sua pele e tinham, como seu símbolo, uma cruz com as extremidades de seus quatro braços quebradas em um ângulo de 90 graus, para a esquerda (adivinhem só em quem Hitler se baseou para criar a história de raça superior e o seu principal símbolo?).

Detalhe: a cruz suástica de Hitler tem as pontas quebradas para a direita. Talvez seja por isso que o socialismo do maléfico austríaco seja considerado um partido de direita, idéia da qual discordo.

Outro detalhe: aceito discordâncias a respeito da afirmação acima e não me importo em discutir o assunto, por e-mail, pois quando dois homens trocam idéias, ao contrário de outras commodities, ambos aumentam o seu patrimônio (neste caso, cultural). Já quando dois homens trocam dólares por reais ou marcos, no exato momento da troca, nenhum dos dois aumenta o seu patrimônio material em um centavo sequer. Portanto, sintam-se a vontade para me contestar. Certamente, o meu conhecimento aumentará.

Agora preciso esclarecer que os povos semitas (árabes e judeus) não falam idiomas descendentes do PROTO-INDO-EUROPEU. Eles falam idiomas semitas, que são muito semelhantes (veja a palavra PAZ em árabe: SALAM. Em hebraico: SHALOM).

O adjetivo semita tem a sua origem no nome de um dos filhos de Noé (Noah, em inglês). Abaixo segue um resumo sobre Noé baseado no Livro de Gênesis e obtido na Wikipedia:

Noah was the son of Lamech who named him Noah, saying, "This same shall comfort us in our work and in the toil of our hands, which cometh from the ground which the LORD hath cursed." In his five hundredth year Noah had three sons, Shem, Ham, and Japheth. In his six hundredth year God, saddened at the wickedness of mankind, sent a great deluge to destroy all life, but instructed Noah, a man "righteous in his generation," to build an ark and save a remnant of life from the Flood.

After the Flood, "Noah was the first tiller of the soil. He planted a vineyard; and he drank of the wine." Noah's son Ham saw his father naked in his father's tent, and told his brothers, and so Noah cursed Ham's son Canaan, giving his land to Shem.
Noah died 350 years after the Flood, at the age of 950, the last of the immensely long-lived antediluvian Patriarchs. The maximum human lifespan, as depicted by the Bible, diminishes rapidly thereafter, from as much as 900 years to the 120 years of Moses.

Detalhe: os links estão ativos.

Como leram acima, os nomes dos três filhos de Noé, em inglês, eram SHEM, HAM e JAPHET. A Bíblia em que me baseio, sempre será a Versão Autorizada, cuja tradução foi feita sob o patrocínio do rei JAMES da Inglaterra. Em português, utilizo a tradução feita por João Ferreira de Almeida a partir da versão de KING JAMES. Porém, como os que mandam na língua denominada português-brasileiro, moram no CENTRAL PLATEAU, ela não é muito confiável.

Em 1500 anos, o inglês sofreu, lentamente, três modificações. No meu curto tempo de vida mortal, já ocorreram três modificações absolutamente desnecessárias (exceto para as editoras de livros didáticos, talvez). Uma no ano em que nasci, a saber, 1943. A segunda no ano em que meu filho nasceu, 1971. E outra que está acontecendo neste exato momento e tem mais um ano para se tornar obrigatória. Isso sem falar na modificação que ocorreu no início do século 20 e que teve o descaramento de mudar a grafia do nome de nosso país, que de BRAZIL passou para Brasil. Uma verdadeira vergonha para todos os brasileiros, além de ser uma tremenda falta de respeito para com a nossa nação.

Os nomes dos filhos de Noé, em português são SEM, CÃO e JAFET, e SEM deu origem ao adjetivo SEMITA.

Voltando ao PIE, os arianos disseminaram a sua língua por todos os lugares que passavam. Provavelmente por ser um idioma mais fácil do que os idiomas locais, a maioria dos povos que entrou em contato com o PIE, passou a adotá-lo, de modo que, atualmente, quase todos os países do mundo ocidental falam idiomas que tem sua origem no velho PIE, inclusive os judeus europeus (Ashkenazi Jews, also known as Ashkenazic Jews or Ashkenazim) falam um idioma descendente do PIE, conhecido como Yiddish.

Existem exceções (estou me referindo às línguas faladas na Europa e América). Os idiomas indígenas e quatro línguas européias, a saber, finlandês, húngaro, basco e turco.
Todos os outros idiomas europeus são descendentes do PIE. O PIE não existe mais e, infelizmente, não existem textos nesse idioma. Os lingüistas chegaram à conclusão de que ele existiu através de estudos aprofundados sobre o assunto. Como o assunto é extenso, recomendo, a quem se interessar pelo assunto, consultar o Google.

Agora, desejo chamar a sua atenção para o fato de que, para você, que fala português, estudar um segundo idioma que tenha suas origens no PIE é muito mais fácil do que estudar um idioma que não seja descendente do PIE.

Na próxima sexta-feira continuaremos com o assunto de hoje.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
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