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Aprendendo inglês – (part one).

Roberto Henry Ebelt

25.03.2011

Aprendendo inglês – (part one).

Se me perguntassem quais as barreiras mais difíceis para um brasileiro ultrapassar quando ele começa a estudar inglês, eu diria que existem, para um principiante, dois aspectos que atemorizam o aluno adulto.
Isso não se aplica a crianças e pré-adolescentes, pois eles não se importam em fazer erros ao falar e ainda não desenvolveram certos medos que afligem os adultos.

• Um aspecto é psicológico e pode ser resolvido com uma boa conversa ou com uma viagem ao exterior: convencer-se de que esse novo código de comunicação realmente funciona. Depois de décadas só falando português, é grande o número de alunos que custa a acreditar (emocionalmente, pois intelectualmente ele sabe que é perfeitamente possível) que é perfeitamente viável comunicar-se usando outro código de comunicação além daquele que chamamos de idioma nativo. Isso parece bobagem, mas realmente afeta certos alunos a tal ponto de fazê-los desistir de aprender inglês.

• O outro aspecto, e este não é algo psicológico, diz respeito ao fato inegável de que português é um idioma cuja pronúncia é muito mais fonética do que a pronúncia da língua inglesa. Vejam bem: eu não estou dizendo que português tenha uma pronúncia totalmente fonética, nem que a pronúncia da língua inglesa tenha uma pronúncia completamente dissociada de sua escrita. Em uma escala de zero a 100, nenhum dos idiomas ocupa as posições extremas. Veja dois exemplos de problema “fonético” do português:

1. a palavra LEITE. Se a pronúncia do português fosse perfeitamente fonética, tal palavra seria pronunciada [leite]; no entanto, em Porto Alegre, se diz [leitchi].

2. O adjetivo ÚLTIMO, em Porto Alegre, se pronuncia [últimu]. E existem centenas, provavelmente milhares, de casos semelhantes. Temos ainda que levar em consideração que a língua portuguesa é falada por mais de 200 milhões de pessoas. Veja:

LÍNGUA PORTUGUESA:

Falado em: Oficialmente em Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique,Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste,Macau (China).
Total de falantes:
Nativa:~200 milhões
Total:~240 milhões
 
Posição: 6ª como língua nativa ou segunda língua;
5.ª como língua nativa
Família: Indo-europeia
Itálica
Românica
Ítalo-ocidental
Românica ocidental
Galo-ibérica
Ibero-românica
Ibero-ocidental
Galego-portuguesa
Português
Escrita:
Alfabeto latino
 





 

 

 

 

 

 

 

Inglês, por sua vez, tem (muitas) discrepâncias entre o que se escreve e o que se pronuncia muito mais acentuadas do que em português. Vejam o adjetivo ENOUGH (suficiente).

A pronúncia dessa palavra não contém o som (fonema) de nenhuma de suas letras: [ináf]. E poderíamos continuar mencionando exemplo após exemplo, sem esgotar o assunto durante o resto de nossos dias. O fato é que isso é indiscutível e o aluno adulto não pode fazer nada a respeito disso, nem tentar aprender regras.

E saiba que o idioma oficial (mas não muito falado) do País de Gales (Wales) e conhecido como Welsh, em termos de pronúncia, é muito menos fonético do que inglês. Welsh é nosso parente, pois é descendente do PIE (Proto-Indo-Europeu), mas não pertence à linhagem latina nem germânica.

ENGLISH LANGUAGE
 

Pronunciation /inglis/ (símbolos da International Phonetic Association – IPA).

Spoken in
 
(see below)


Total speakers
 

First language: 309–400 million
Second language: 199 million–1.4 billion
Overall: 500 million–1.8 billion

Language family
 

Indo-European
Germanic
West Germanic
 Anglo–Frisian
Anglic
English
 

Writing system
 
Latin (English variant)
Official status  
Official language in

53 countries
United Nations
European Union
Commonwealth of Nations
CoE (Council of Europe)
NATO
NAFTA
OAS
OIC *(Organization of the Islamic Conference)
PIF (Pacific Islands Forum)
UKUSA
 

Regulated by

 
No official regulation

Language codes

 

ISO 639-1

 
en

ISO 639-2
 
eng

ISO 639-3
 
eng

Linguasphere
 
52-ABA

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

Countries where English is an official or de facto official language, or national language
Countries where it is an official but not primary language

Note: This page may contain IPA phonetic symbols in Unicode.



Sendo, tanto o português como o inglês, línguas faladas por centenas de milhões de pessoas é perfeitamente aceitável que haja diversas pronúncias para uma mesma palavra. O detalhe é que inglês inegavelmente tem uma pronúncia menos fonética do que o português.

Para encerrar o assunto de hoje, vou repetir que as barreiras acima mencionadas são perfeitamente ultrapassáveis por alunos cuja língua materna é o português.

Preciso também acrescentar uma notícia que diz respeito a algo que já discutimos diversas vezes neste espaço: existem planos concretos por parte do governo chinês de que até 2030, todos os chineses em idade escolar busquem a fluência no idioma inglês.


Have an excellent weekend. 


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
Página no Facebook: https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc




Opinião do internauta

  • Carlos Mello (25.03.2011 | 08.31)
    A grande vantagem do Inglês é que está disseminado em todos os lugares do mundo, então se errarmos na pronúncia vai ser sempre perdoado devido a isso, pois é impossível todos terem a mesma pronúncia. Lógico que o ideal é se ter uma boa pronúncia. Mas o mais importante, quando se está num país de língua inglesa, é se acostumar a ouvir, porque falam rápido, acho isto o mais difícil, depois de superada esta fase tudo começa a ficar fácil, nos primeiros dias, quando viajei, às vezes pedia “Please, could you speak more slowly?. Thank you”. Mas em uma semana o ouvido já se “acostuma” com a vantagem de que se tenta imitar a pronúncia que se ouve e pronto. Uma viagem destas é o melhor curso de inglês por imersão completa que existe. Claro que é imprescindível um inglês, pelo menos básico.
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