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IDEOGRAMAS x SÌMBOLOS PARA REPRESENTAR FONEMAS.

Roberto Henry Ebelt

20.05.2011

IDEOGRAMAS x SÌMBOLOS PARA REPRESENTAR FONEMAS.

Sempre afirmei que se uma pessoa que não fala nem inglês nem português tivesse que aprender um desses dois idiomas, certamente teria menos trabalho se escolhesse inglês.

Por outro lado, linguisticamente nenhum idioma é mais fácil, ou difícil, de aprender do que qualquer outro. O exemplo fulminante de tal afirmação é o fato de que brasileiros, americanos, japoneses, chineses, árabes, judeus, coreanos aprendem seus idiomas nativos com a mesma velocidade: com pouco mais de 2 anos de idade, qualquer criança já está se comunicando oralmente. Aos seis ou sete já tem perfeitas condições de ser alfabetizada.

Aqui é necessário lembrar que escrever usando um sistema baseado em sons é muito mais fácil do que aprender a escrever usando ideogramas. É bom lembrar que partes diferentes do cérebro são utilizadas para interpretar um sinal e para ler um símbolo que representa um som. A língua japonesa utiliza mais de 2.000 ideogramas, obtidos dos ideogramas chineses que somam mais de 5.000 desenhos.

Apenas para comparar: um ocidental para falar a norma culta de seu idioma utiliza de 2.000 a 3.000 vocábulos e apenas 26 letras. Imaginem termos um “alfabeto” com 1.000 ou 2.000 teclas, cada uma com duas letras (idéias) diferentes. Isso é tão maluco que eles, para digitar um texto (ou datilografar, na era pré-PC) tiveram que recriar a roda: escolheram uns trinta ideogramas e atribuíram a cada um deles um som (reinventaram o alfabeto). Depois disso o processador de textos entra em serviço e questiona o digitador a respeito de qual a verdadeira idéia-ideograma que ele deseja escrever. Sobre isso, mais não digo, porque mais não sei.

Detalhe muito interessante: Existe, na língua e na cultura portuguesa, e em todos os idiomas e culturas que usam o alfabeto romano, um número considerável de ideogramas. Nós estamos tão acostumados a esses ideogramas que nem nos damos conta de que estamos lidando com algo que para nós parece incompreensível.

Os algarismos são o primeiro exemplo que me ocorre.
Quando nos deparamos com o ideograma 5, não nos passa pela cabeça que o algarismo 5 é um símbolo que representa cinco unidades.

As cores também funcionam como ideogramas no transito: VERMELHO significa PARE, VERDE significa SIGA ou AVANCE.

AMARELO, na praia, até pouco tempo atrás, significava mar calmo. Hoje, segundo estou informado, a bandeira amarela significa ATENÇÃO.

Em qualquer lugar do mundo ocidental, um sinal de trânsito redondo, pintado de vermelho e com uma barra horizontal branca no centro da circunferência significa CONTRA MÃO ou SENTIDO PROIBIDO. Não sei por que no Brasil tal sinal significa ZONA PORTUÁRIA. Até hoje eu acho que o instrutor da auto-escola Dornelles se enganou, mas ele jurou de pés juntos que não é CONTRA MÃO e sim, ZONA PORTUÁRIA. Se alguém souber algo a respeito, por favor, me informe.
Estou me referindo ao último sinal das figuras 1 e 2, abaixo.


Figura 1

 


Figura 2

Esse é um dos problemas dos ideogramas. Dá mais trabalho interpretar um ideograma do que ler uma frase. Essa deve ser a razão para muitos sinais que eram originalmente apenas ideogramas virem, agora, acompanhados de frases que os explicam, como na figura 2.

Os vietnamitas tiveram o privilégio de ser colonizados pelos franceses (na segunda metade do século 19). Ao notar que todo o mundo na Indochina, era analfabeto (analfabeto não é a palavra certa para descrever alguém que não consegue se comunicar através de ideogramas, mas imaginemos que seja) começaram a alfabetizar (com as letras que nós conhecemos, A, B, C etc.) os futuros vassalos do abominável Ho-Chi-Min. Com o uso do alfabeto romano, os vietnamitas são atualmente, já livres das ultrapassadas idéias socialistas e comunistas, e dos incompreensíveis ideogramas, um povo com nível de alfabetização muito elevado.

Vietnamese (ti?ng Vi?t, or less commonly Vi?t ng?) is the national and official language of Vietnam. It is the mother tongue of 86% of Vietnam's population, and of about three million overseas Vietnamese. It is also spoken as a second language by many ethnic minorities of Vietnam. It is part of the Austro-Asiatic language family, of which it has the most speakers by a significant margin (several times larger than the other Austro-Asiatic languages put together. Much of Vietnamese vocabulary has been borrowed from Chinese, most notably Cantonese, especially words that denote abstract ideas (in the same way European languages borrow from Latin and Greek), and it was formerly written using the Chinese writing system, albeit in a modified format and was given vernacular pronunciation. As a byproduct of French colonial rule, the language displays some influence from French, and the Vietnamese writing system in use today is an adapted version of the Latin alphabet, with additional diacritics for tones and certain letters.
(From Wikipedia).

Education:

Vietnam has an extensive state-controlled network of schools, colleges and universities but the number of privately run and mixed public and private institutions is also growing. General education in Vietnam is imparted in 5 categories: Kindergarten, elementary schools, middle schools, high schools, and college/university. Courses are taught mainly in Vietnamese. A large number of public schools have been organized across the country to raise the national literacy rate, which was 90.3% between 2003 and 2008 (before the French the level of literacy was close to zero). There are a large number of specialist colleges, established to develop a diverse and skilled national workforce.

A large number of Vietnam's most acclaimed universities are based in Hanoi and Ho Chi Minh City. Facing serious crises, Vietnam's education system is under a holistic reform launched by the government. In Vietnam, education from age 6 to 11 is free and mandatory. Education above these ages is not free; therefore, some poor families may have trouble paying tuition for their children without some forms of public or private assistance. Regardless, school enrollment is among the highest in the world and the number of colleges and universities increased dramatically in recent years, from 178 in 2000 to 299 in 2005.
(From Wikipedia).

Para terminar, lembro que existem dois tipos de gramáticas: a NORMATIVA e a DESCRITIVA. Em estabelecimentos de ensino superior, a descritiva serve para nos contar sobre como os diversos segmentos da sociedade se comunicam oralmente.
A gramática descritiva não deve servir de exemplo para ninguém e muito menos ser utilizada em salas de aula do ensino fundamental e médio.

O que vale é a GRAMÁTICA NORMATIVA. Parece até que estão confundindo jugular de capacete com João Goulart no Catete. E essa confusão tem um inconfundível “*stench” de politicamente correto. Até me faz lembrar do *nefando socialista Dominique Strauss-Kahn. Aposto que a professora que escreveu esse livro que está criando tanta polêmica é socialista ou comunista. Falando em comunas, o projeto de lei do “professor” Carrion foi vetado pelo Sr. Governador. Muito bom! Quando as esquerdas se estranham é um bom sinal.
*STENCH: foul smell, stink, bad odor.

**NEFANDO:
1. Que nem se deve mencionar, por ser abominável (crime nefando); EXECRÁVEL.
2. Que é impiedoso e despreza a religião; ÍMPIO; SACRÍLEGO.
3. De natureza violenta; MALVADO; PERVERSO.
4. Pervertido, moralmente degradado; CORRUPTO. [Origem: do latim. nefandus,a,um.]

Dixi.


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
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