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A pronúncia da língua inglesa.

Roberto Henry Ebelt

27.05.2011

A pronúncia da língua inglesa.

Em nosso último encontro, comecei a nossa aula com as seguintes palavras: “Sempre afirmei que se uma pessoa que não fala nem inglês nem português tivesse que aprender um desses dois idiomas, certamente teria menos trabalho se escolhesse inglês”. Depois falamos sobre um problema muito significativo para quem tem vontade de aprender a falar japonês, mandarim, cantonês, coreano ou qualquer idioma cujo sistema de escrita utilize ideogramas, que é saber utilizar e compreender tais desenhos. Trabalhar com esses sofisticados e, para nós, incompreensíveis desenhos, exige a utilização intensiva de uma parte do cérebro que não é a mesma que usamos para ler símbolos fonéticos.

Indubitavelmente, os fenícios foram brilhantes ao introduzir a idéia de um sistema de escrita baseado em sons e não em idéias. Porém, atingir a simplicidade é uma tarefa árdua e, no que diz respeito a sistemas de escrita, o que parece simples, frequentemente, é muito complicado. Até o alfabeto ocidental, que trabalha com um número de símbolos inferior a 30, começou de uma maneira não tão simples como o sistema atual.

A idéia, originalmente concebida pelos fenícios, trabalhava com sílabas e, portanto, possuía um número (de símbolos fonéticos) muitas vezes maior do que as 26 letras que usamos em português e inglês. Os gregos (sempre os maravilhosos gregos) é que tiveram a brilhante idéia de substituir sílabas por sons mais simples, tais como vogais e consoantes. Se você não sabe exatamente o que diferencia um som vocálico de um som consonantal, lembro que uma vogal produz vibrações nas cordas vocais, enquanto que uma consoante está mais para um ruído, sem vibração das cordas vocais.

Isso posto, quero enfatizar que tentar obter perfeição de pronúncia ao aprender um idioma estrangeiro é uma tarefa extremamente difícil para adultos devido ao fato que a capacidade de distinguir certos sons desaparece à medida que os meninos e meninas tornam se jovens adultos.
Portanto, não vale a pena tentar atingir uma pronúncia perfeita (existe isso?) ao aprender um idioma estrangeiro.

Os próprios americanos, às vezes, não entendem a si mesmos (coisa que também acontece entre nós, cujo idioma nativo é o português brasileiro). Abaixo segue a transcrição de um artigo que foi publicado no New York Times sobre esse assunto.


DID I HEAR YOU RAGHT (right)?

On a call with a bank call center, I was just given a little dialect-identification practice. I had just given the attendant my full name. She then asked me "What's your last name?", or so I thought.

I repeated it, slightly unsure why she had asked me to repeat my last name (it's pretty ordinary). But I misheard her. She had asked "what's your wife's name?" I asked her where her office was located. Any idea where in America a person has to come from to make "wife" sound remotely similar to "last"? Take a guess before reading on.

The office was in Dallas, Texas, which is very close to the borderline of the dialect region known as "Inland South", as you can see on this map. What makes the inland south different from the lowland south? One of the chief things is glide deletion in the [ai] sound before unvoiced consonants. Glide deletion is what turns "ride" into "rahd", where a diphthong (two vowels, one gliding into the other) becomes a monophthong or single vowel. This goes on all around the south. What makes an inland southern accent inland and not lowland is that the glide deletion happens before voiceless consonants (like f, t and s) as well as their voiced equivalents (v, d and z). Around the south, "ride" comes out "rahd". But if someone's "wife" comes out "wahf", chances are that person is from the inland south.

Over bad phone lines and distances, vowels carry better than consonants. Over my slightly scratchy line all I'd heard was a monophthong sounding roughly like "a" before "name". So I assumed she'd said "last name", not "wife's name". At least puzzling all this out made a routine bureaucratic phone call more interesting.

Como podemos ver, os americanos, assim como nós, enfrentam problemas para entender a pronúncia de outros americanos que moram em regiões diferentes de seu país de dimensões continentais. Exatamente como acontece no Brasil.

Question of the month:

BOLSONARO OR M. GIL?

If you haven’t made up your mind yet, take a look at the link below:

http://www.youtube.com/watch?v=srhuKRByf10&feature=youtu.be

But be careful: remove the children from the *premises.

*Premises: (noun) property; site, area; grounds, lands; office or building with the grounds belonging to it.

Appeal: Take a look at my article at Jornal do Comércio published last Monday (May23). If you do not have a copy of it readily available, check it at www.jornaldocomercio.com.br


Have an excellent weekend.

 


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
Página no Facebook: https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc




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