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FRINGE BENEFITS.

Roberto Henry Ebelt

30.09.2011

FRINGE BENEFITS.

A palavra FRINGE é um substantivo (noun) e seu significado é: ornamental border consisting of loose hanging threads; anything that resembles such a border; margin, periphery, edge; something considered marginal or extreme. Em português: franja. Para nos referirmos a “franja no cabelo” existem duas palavras: fringe (mais comum no UK) e bangs (mais comum nos Estados Unidos).

Exemplo de uso da palavra BANGS significando “franja de cabelo”:

Bettie Mae Page (April 22, 1923 Nashville, Tennessee – December 11, 2008) was an American model who became famous in the 1950s for her fetish modeling and pin-up photos. She has often been called the "Queen of Pinups". Her look, including her jet black hair, blue eyes and trademark bangs, has influenced many artists.

Para mais detalhes sobre penteados clique sobre a palavra bangs (as palavras sublinhadas são links ativos).


Betty Page and her bangs.

Betty Page and her bangs.
 

Dada esta explicação, vamos ao que realmente interessa: FRINGE BENEFITS.

FRINGE BENEFITS são benefícios que ganhamos além do nosso salário nominal, tais como a permissão de utilizar um carro da empresa, pagamento das despesas educacionais de nossos filhos, passagem para visitar a família quando temos que trabalhar no exterior e não é possível levá-los junto, pagamento de aluguel e coisas semelhantes. Não sei exatamente como é no Brasil, mas em muitos países os executioners do Internal Revenue Service (IRS) são viciados em procurar, nas income tax declarations, fringe benefits não declarados.

Chega de assuntos desagradáveis. Vamos falar agora a respeito de coisas boas: o primeiro fringe benefit que você ganha ao estudar inglês é entender melhor o funcionamento da língua portuguesa. A razão: é quase impossível um adulto aprender um idioma estrangeiro sem compará-lo com o seu idioma nativo. Assim sendo, é praticamente impossível aprender inglês sem relembrar e melhorar os seus conhecimentos de português.

Coisas que você aprendeu sobre a sua língua materna quando era criança ou adolescente, e que na época não faziam o menor sentido, agora, ao reaprendê-las de maneira relacionada ao inglês, começam a fazer sentido.

Em outras palavras, ao estudar inglês, você também melhora os seus conhecimentos de português. É o tipo da situação em que você se beneficia de duas maneiras diferentes ao mesmo tempo.
Escolher inglês como seu segundo idioma é uma opção que traz muitos outros benefícios, além do fato de você estar escolhendo o idioma mais importante no mundo dos negócios e na área de turismo.

Na segunda década do século 21, até para se divertir é necessário saber inglês. Imagine então ser um político da estatura do nosso homo garanhunensis e não conseguir se comunicar em inglês. No mínimo sofrerá as conseqüências de não entender as piadas e brincadeiras de seus pares, tal como aconteceu quando Barak Obama chamou-o de “meu chapa” (my man).

Outro fringe benefit que me ocorre agora é o fato de que inglês é um idioma com poucas variações em torno da aparência de suas palavras. Os verbos, por exemplo, praticamente não são conjugados, ao contrário do que acontece em português, francês, alemão, italiano e outros idiomas descendentes do Proto-Indo-Europeu. Abstenho-me a falar dos idiomas não derivados do PIE, pois, sobre eles, nada sei.

Os substantivos, sejam eles masculinos ou femininos, estejam eles no singular ou plural, usam sempre o mesmo artigo definido, THE. Em português, são quatro: O, A, OS e AS.

O plural dos substantivos em inglês não poderia ser mais fácil: acrescenta-se S, exatamente como em português.

Quanto ao corpo de vocabulário, as vantagens são muitas, também. No mínimo 60% das palavras que usamos no dia a dia em inglês são semelhantes às palavras do português. Isso acontece porque as origens mais remotas, tanto do português como do inglês, são basicamente as mesmas: latim e grego. Preciso, no entanto, mencionar que em inglês existe outra raiz que não fez parte da formação do vocabulário da língua portuguesa: o alemão. E agora um detalhe interessante: como geralmente existe uma palavra de origem germânica para cada palavra de origem greco-latina, é comum dispormos da opção de usar, em determinada situação, um vocábulo de origem germânica ou um de origem greco-latina. A utilização de vocábulos de origem latina ou grega é um sinal de erudição. Temos, no entanto, que reconhecer que entre uma palavra de origem germânica e outra de origem latina, a de origem germânica, geralmente, é a mais popular.

Às vezes, a palavra de origem germânica tem um significado um pouco diferente da equivalente de origem latina. Isso se nota muito bem quando nos referimos a certos animais e suas carnes:
PORK é carne de porco.

SWINE (do alemão SCHWEIN - porco) é o animal propriamente dito.

BEEF é carne bovina (do latim, através do francês BOEUF = boi).

COW é o nome do animal vaca (do alemão DIE KUH).

MUTTON é um prato a base de carne de ovelha (do francês MUTTON - ovelha)

SHEEP é o nome do animal “ovelha” (do alemão SCHAF – ovelha).

Para quem ficou surpreso com o significado da palavra BEEF, lembro que ela é um falso cognato: parece ser uma coisa (bife), mas é outra (carne de gado).
Para matar a curiosidade, lembro que FILÉ é STEAK.

Quando uma pessoa vai realizar uma tarefa, é óbvio que se ela estiver informada a respeito de como realizá-la, no mínimo, ela será realizada em menos tempo. Independente dessa economia de tempo, a tarefa também poderá ser mais bem realizada, trazendo mais satisfação a quem a executa. Se você planeja estudar inglês, ou melhorar os seus conhecimentos de inglês, antes de se matricular em um curso, invista uns trocados e leia o livro O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS. Se seguir este conselho, o seu trabalho lhe proporcionará resultados muito mais rápidos e melhores do que você imagina.

Para terminar lembre-se das palavras de Alvin Toffler, em seu livro de 1970, O Choque do Futuro: no século 21, quem são souber se comunicar em inglês e não souber interagir com um computador será considerado um analfabeto. Já estamos na segunda década do século 21.


Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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