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The right way to ask a question and the camelCase.

Roberto Henry Ebelt

14.09.2012

The right way to ask a question and the camelCase.

Com a ajuda do Google e da Wikipedia, muitos de nós pensamos que podemos, agora sim, ter respostas a todas nossas perguntas. Isso me traz à mente (this reminds me of) algumas histórias em quadrinhos (comics) de minha infância, na década de 50, quando surgiu a expressão cérebro eletrônico.

Lembro-me (I remember) de uma história em que o personagem (Donald Duck, perhaps?) na frente de um cérebro eletrônico lhe faz uma pergunta. Depois de alguns segundos o electronic brain produzia a resposta (correta, diga-se de passagem). Até o aparecimento dos search engines, com seus fabulosos algoritmos, isso não era possível.

Porém, nem sempre, podemos ter todas as nossas perguntas respondidas pelo Google e assemelhados. Um dos problemas que sempre teremos que enfrentar é como formular uma pergunta de modo que ela faça sentido para aquele ou aquilo a que(m) ela é feita. Se, às vezes, já é difícil formular claramente uma pergunta para outro ser humano, imagine então fazer uma pergunta a uma máquina. Como sabemos, a memória de um computador pode ser aumentada quase que infinitamente, mas a capacidade de processar informações e tirar conclusões, raciocinar como os humanos, atualmente é, repito, quase que infinitamente superior a dos computadores [o corretor do meu processador acaba de me informar que o texto acima marcado em negrito está errado. As sugestões que o corretor de textos me dá são as seguintes: os humanos atualmente são ou o humano atualmente é]. Quantas vezes o seu processador de textos já marcou uma frase como incorreta porque não entendeu a sintaxe da mesma? Eu sempre me lembro de um exemplo:

A frase "Eles acharam o livro", até pouco tempo atrás, sempre era corrigida para "ELES ACHARAM OS LIVROS". Isso indicava que o programa não conseguia identificar o que era sujeito e o que era objeto. Se o verbo estava no plural, o resto também deveria ir para o plural. Seguindo tal raciocínio, tanto o sujeito (eles) como o objeto (os livros) deveriam estar no plural. É claro que o processador de textos mais usado no Brasil (MSWord) foi originalmente escrito para a língua inglesa, cuja sintaxe se adapta melhor a ser interpretada por um programa de computador, mas mesmo assim, o exemplo serve para mostrar como é difícil para uma máquina interpretar as idéias e os comandos de um ser humano. Imaginem então, traduzir um texto de uma língua para outra. No atual estágio, confiar uma tradução a um software ainda é uma verdadeira temeridade. O que geralmente acontece é surgir um texto que, mesmo você não conhecendo bem o idioma para o qual ele foi traduzido, você tem certeza de que ele está errado.

Voltando ao nosso tema THE RIGHT WAY TO ASK A QUESTION: você já notou que existem perguntas difíceis de ser produzidas verbalmente, mesmo em seu idioma nativo? E já notou que, frequentemente, quando você consegue organizar as suas idéias de maneira correta para produzir uma pergunta inteligível, a resposta à sua pergunta, quase que automaticamente, surge em sua própria mente?

Há cerca de uma semana eu aprendi a palavra, em inglês, para descrever o tipo (de tipografia) utilizado quando duas (ou mais) palavras escritas com se fossem uma só palavra, mas com a inicial da segunda palavra em letra maiúscula, como iPod, iPhone, NaCl, H2O, MacLean, DuPont, FitzGerald, McDonald, etc. Pois bem, depois de dois dias, simplesmente me esqueci do nome deste tipo usado nesta escrita. Pergunta: como utilizar o Google para satisfazer a minha curiosidade?

A conclusão óbvia é que não basta dispor de um search engine para buscar uma palavra ou expressão. Você precisa ter cultura geral para se comunicar com um "modern electronic brain"; você precisa usar as palavras exatas para obter a resposta que você quer. Caso contrário, não vai encontrar nada.

Como eu me lembrava que a expressão continha a palavra camelo (camel) devido à letra no meio da expressão, em letra maiúscula, se assemelhar a corcunda de um camelo, e a palavra TIPO (de tipografia) tem a ver com letras, eu procurei por camel type. Quase acertei. Este tipo de escrita se chama camel case ou camelCase.

A palavra case (caso) também está ligada a tipos de letras (caixa alta – UPPER CASE; caixa baixa - lower case). Resumindo, se você tem a palavra (ou expressão) é fácil descobrir o seu significado, pois qualquer dicionário lhe dará a resposta, mas se você tem o fenômeno e não conhece a palavra, a situação se complica muito.

Veja o que a Wikipedia nos diz a respeito de camel case que também pode ser escrita camelCase:

CamelCase (or camel case), also known as medial capitals or Pascal case, is the practice of writing words with some inner uppercase letters, such as compound words or phrases in which the elements are joined without spaces, while each element has a capital letter within the compound. Pascal case words always start with a capital letter, but camel case allows the first letter to be either upper or lower case, as in "LaBelle", "BackColor", or "iPod". The name comes from the uppercase "humps" (corcova, giba, corcunda) in the middle of the compound word, suggestive of the humps of a camel. The practice is known by many other names, the most common of which is Pascal case for upper camel case.

An early systematic use of medial capitals is the standard notation for chemical formulae, such as NaCl, that has been widely used since the 19th century. In the 1970s, medial capitals became an alternative (and often standard) identifier naming convention for several programming languages (JavaScript, postScript). Since the 1980s, following the popularization of computer technology, it has become fashionable in marketing for names of products and companies, and for 1990s online video games where players use pseudonyms (when spaces were not allowed). However, medial capitals are rarely used in formal written English and most style guides recommend against their use.

Uma maneira de contornar esse problema, quando ele ocorre entre inglês e português, é usar um Picture dictionary.

A picture dictionary or pictorial dictionary is a dictionary where the definition of a word is displayed in the form of a drawing or photograph. Picture dictionaries are useful in a variety of teaching environments, such as teaching a young child about their native language, or instructing older students in a foreign language, such as in the Culturally Authentic Pictorial Lexicon. Picture dictionaries are often organized by topic instead of being an alphabetic list of words, and are almost always minimizing dictionaries, which only include a small corpus of words.

A similar but distinct concept is the visual dictionary, which is composed of a series of large, labeled images, allowing the user to find the name of a specific component of a larger object.

Para terminar, lembre-se que, se você conseguir formular a sua pergunta corretamente, será muito mais fácil encontrar a resposta correta. E para melhorar o seu inglês, que é o nosso objetivo, exercite a sua capacidade de se comunicar em inglês por escrito. ESCREVA EM INGLÊS O MAIS QUE PUDER, mesmo que seja apenas uma frase por dia (depois confira se o significado que você quis transmitir foi realmente transmitido).

Aproveito para recomendar a leitura ou releitura do interessantíssimo artigo de Carlos Mello publicado neste site em 22.02.2012 A Origem da Arroba. É impressionante como os árabes contribuíram para a cultura ocidental, especialmente em termos de vocábulos para o português e espanhol e, agora, com a praga das religiões que assola a humanidade, o islamismo tenta destruir o fruto de boa parte de sua cultura árabe original. Arroba é uma palavra de origem árabe (ar-rub), diga-se de passagem.
Encerro desejando Salam para os árabes, Shalom para os judeus e paz para nos outros.


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
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