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GOOD, VERY GOOD, QUITE GOOD & H.D.I.

Roberto Henry Ebelt

15.02.2013

GOOD, VERY GOOD, QUITE GOOD & H.D.I.

Já explicamos, em artigos anteriores, que uma criança na idade de ir para a escola (arredondamos essa idade para 5 anos) tem um vocabulário de cerca de 500 palavras. Isso quer dizer que se você tiver um vocabulário de 500 palavras, você tem condições de não morrer de fome em um lugar onde não se fala português e se fala inglês, como idioma nativo ou não. Conhecendo 1.000 palavras, você já pode se comunicar como uma criança de, mais ou menos, 10 anos de idade, o que não é de se desprezar.

Uma criança de 5 anos de idade se comunica razoavelmente bem em seu idioma nativo.

Observe que o advérbio bem foi modificado pelo advérbio razoavelmente. Essa modificação, obtida pelo uso do advérbio razoavelmente, diminuiu a qualidade expressa pelo advérbio bem.

Para obter esse efeito, em inglês, além de REASONABLY, é muito mais comum usar uma palavra que certamente vocês já conhecem como adjetivo, a saber, PRETTY, que neste caso não é adjetivo, e sim advérbio. O advérbio QUITE também pode ser utilizado neste exemplo.

Assim sendo, vamos classificar WELL com nota 10.

PRETTY WELL, REASONABLY WELL e QUITE WELL valem uma nota menor, digamos 7.

Já o advérbio VERY modifica WELL positivamente, de modo que VERY WELL teria um valor de 15.

Essas características dos advérbios PRETTY, QUITE, REASONABLY e VERY valem em qualquer situação e não apenas quando estiverem associadas ao advérbio WELL.

Vejamos alguns exemplos em que esses advérbios são utilizados para modificar o adjetivo GOOD:

  • Fernando's government was a good one. (Nota 10)
  • If it weren’t for the levy of COFINS, his government would have been very good. (Nota 15)
  • The squid’s government could be classified as pretty good (nota 7) if it weren’t for his leftist, old-fashioned communist and socialist ministers.

Entenderam? Em caso de dúvidas, enviem-me suas dúvidas para o endereço roberto@henrys.com.br.

Além de poder manter contato com vocês, os seus e-mails me dão uma idéia de quais assuntos mais lhes interessam, no que diz respeito à gramática e vocabulário. E, já que falamos em vocabulário, saibam que o verbo TO LEVY é o verbo preferido de nossos governantes, especialmente os de esquerda: CRIAR IMPOSTOS. Isso vale também para os democratas americanos (Barak Obama), a esquerda, nos EUA.

Impostos, para políticos, é o que denominamos de OPM (Other People’s Money). Esse é o melhor dinheiro de se gastar, pois não sai do bolso de quem gasta. E quando um político honesto (essa expressão é quase um oxímoro) usa dinheiro de seu bolso para uma obra de caridade, como a criação de casas de passagem ou casas para abrigar familiares de doentes, em tratamento hospitalar em uma cidade que não a sua, essas pessoas fora de série são ameaçadas com a cassação de seus mandatos. Isso já ocorreu no RS, por sinal, e tais casas de passagem já foram, para a felicidade geral da nação, devidamente lacradas. I love my country!

Vocabulário: OXYMORON (oxímoro) é a denominação de uma expressão contraditória, tal como:

SILÊNCIO ENSURDECEDOR = a thunderous silence .

CLARÃO ESCURO = a dark brightness.

TROVÃO SILENCIOSO = a silent thunder.

MARXISTA INTELIGENTE = an intelligent Marxist.

STALINISTA DE BOM CORAÇÃO = a good hearted Stalinist, a good-natured Stalinist.

COMUNISTA ESCLARECIDO = an enlightened communist, a broad-minded communist.

NAZISTA CARIDOSO = a charitable Nazi/ a bountiful Nazi.

SOCIALISTA QUE CONSEGUE ENXERGAR DOIS PALMOS A FRENTE DO NARIZ = a socialist capable to see past his nose.

Eu mencionei, acima, que a expressão " honest politician" é um quase-oxímoro, pois embora raros, eles ainda existem. Rezemos para que eles se multipliquem, caso contrário, logo, logo alcançaremos um Human Development Index africano, conforme o gráfico abaixo:


Quanto mais claro o tom de azul, mais baixo o Índice de Desenvolvimento Humano. Dados de 2011.
A cor cinza indica que não existem dados disponíveis para a região, como é o caso da Groenlândia (Greenland), da região do Chifre da África (Somalia), da Coréia do Norte (North Korea), Saara Ocidental (Western Sahara) e Sudão do Sul (South Sudan).

Para que cheguemos ao nível do azul claro basta continuar votando como temos votado nos últimos anos e continuar esquecendo que é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe ou a bolsa.

Aproveito a oportunidade para cumprimentar os APOIADORES do PROJETO PESCAR. Sem pessoas desse calibre já estaríamos no light blue do gráfico acima.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
Página no Facebook: https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc




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