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FREE SHOP. Isso existe?

Roberto Henry Ebelt

06.12.2013

FREE SHOP. Isso existe?

Por incrível que pareça, essa expressão, FREE SHOP, (loja grátis) existe, sim. Mas cuidado. FREE SHOP não tem nada a ver com aquelas lojas maravilhosas de Rivera, onde podemos ter a fugidia sensação de que estamos em Miami.

"Sem pagar impostos" os preços de Rivera assemelham-se aos preços que você pagaria em Miami, pagando todos os impostos da Flórida, por um determinado produto. Isso significa que essas lojas de Rivera e outras cidades localizadas na zona da fronteira entre Brasil e Uruguai pagam belíssimas somas em impostos ao governo uruguaio e ainda podem nos vender uma garrafa de Scotch por um preço, pelo menos, 50% inferior ao que você paga em Porto Alegre.

Paremos por aqui porque esse não é o assunto de hoje e para não deixá-los de água na boca com os preços floridianos (Floridian prices) de Rivera. Não sou nenhum admirador do macróbio esquerdista, ex-tupamaro (existe ex-terrorista?) que conduz os destinos do Uruguai, especialmente por estar transformando esse simpático país em um paraíso do politicamente correto e, pior ainda, em entreposto de maconha para o Brasil, mas não podemos esperar muito de um comunista, podemos?

Falando de comunismo, você sabia que um católico não pode ser comunista nem votar em comunistas? É excomunhão garantida. Se você é católico e simpatiza com essa turminha braba, dê uma olhada nesta bela palestra do Padre Paulo Ricardo: http://padrepauloricardo.org/episodios/ser-comunista-e-motivo-de-excomunhao

Não sou católico, mas a palestra deste sacerdote é impecável e merece a atenção de quem é católico e se interessa por comunismo e comunistas, tipo aqueles FREIS amigos do molusco cefalópode.

Back to the expression FREE SHOP.

Como eu estava dizendo, antes de me perder em meus devaneios anticomunistas, a expressão FREE SHOP realmente existe em inglês, mas não é nada do que o pessoal da fronteira imagina. Veja a descrição de uma FREE SHOP obtida do dicionário on line Babylon:

FREE SHOPS: Give-away shops, swap shops, free shops, or free stores are stores where all goods are free (free= gratis).

They are similar to charity shops, with mostly second-hand items — only everything is available at no cost. Whether it is a book, a piece of furniture, a garment or a household item, it is all freely given away, although some operate a one-in, one-out–type policy (swap shops).

Uma FREE SHOP deve ser operada por uma instituição de caridade, pois não produz lucro. Tudo é entregue aos interessados gratuitamente ou, no máximo, se for uma SWAP SHOP, os produtos são entregues à base de troca: traz um, leva um. Aqui no Brasil, provavelmente um dos três níveis de arrecadação do governo, municipal, estadual ou federal, encontraria alguma maneira de taxar uma loja desse tipo, nem que fosse cobrando algum ipetuzinho qualquer.

Como devemos denominar estas lojas especiais de Rivera, Rio Branco, Chuy, Acegua, Artigas,etc?

O termo certo é DUTY FREE SHOP, que significa LOJA LIVRE DE IMPOSTOS, o que não é um termo totalmente correto, pois algum imposto SEMPRE é cobrado.

A palavra DUTY, além de significar DEVER, também significa IMPOSTO. Veja:

DUTY: obligation; responsibility; CUSTOMS TAX.

CUSTOMS significa ALFÂNDEGA.

CUSTOMS TAX: IMPOSTO DE ALFÂNDEGA.

Veja alguns exemplos de utilização da palavra DUTY:

  • she was free of any duty: RESPONSIBILITY, obligation, commitment; allegiance, loyalty, faithfulness, fidelity, homage.
  • it was his duty to attend the king: JOB, task, assignment, mission, function, charge, place, role, responsibility, obligation; dated office.
  • the duty was raised on alcohol: TAX, levy, tariff, excise, toll, fee, payment, rate; dues.
  • off duty: NOT WORKING, at leisure, on holiday, on leave, off (work), free.
  • on duty: WORKING, at work, busy, occupied, engaged; informal on the job, tied up.

TAX não significa TAXA, pois TAXA você paga e recebe algo em troca, nem sempre do modo que você gostaria, mas recebe.

TAX é IMPOSTO, algo que você paga, mas o que recebe de volta, quando recebe, representa uma percentagem mínima do que pagou.

TAXA, em inglês, é FEE.

E o acrônimo GATT? Lembram-se dessa sigla? O GATT  tem sido um motivo de discórdia entre as nações. Atualmente não se ouve falar muito sobre GATT, mas, houve uma época em que essa sigla aparecia todos os dias nos noticiários.

GATT: General Agreement on Tariffs and Trade. Acordo Feral sobre (tarifas?) e Comércio Exterior? Não, exatamente.

TARIFF é um tipo especial de imposto, a saber, o que nós denominamos de imposto especial de importação e que tem um uso mais político do que imaginamos à primeira vista. A sua utilidade é muitíssimo discutível, pois sempre protege os que não conseguem produzir de maneira econômica. Quem sofre com as TARIFFS são os habitantes dos países que cobram TARIFFS elevadas, como o Brasil.

Quando um produto é feito no Brasil, com o exagerado custo Brasil, poderia valer a pena pagar os impostos normais de importação e comprar o equivalente produzido lá fora ainda mais barato que o produto nacional. Quando isso acontece, entra o governo para proteger a ineficiência nacional: aplica um TARIFF em cima do produto estrangeiro para torná-lo ainda mais caro que o equivalente nacional para o consumidor brasileiro. O que os dirigentes da pátria amada não inventam para dificultar a nossa vida e encarecer o nosso custo de vida? Definitivamente, criatividade não lhes falta, quando se trata de criar impostos.

Uma boa explicação de GATT é a seguinte: The General Agreement on Tariffs and Trade (GATT) was a multilateral agreement regulating international trade. According to its preamble, its purpose was the "substantial reduction of tariffs and other trade barriers and the elimination of preferences, on a reciprocal and mutually advantageous basis". It was negotiated during the United Nations Conference on Trade and Employment and was the outcome of the failure of negotiating governments to create the International Trade Organization (ITO). GATT was signed in 1947 and lasted until 1994, when it was replaced by the World Trade Organization in 1995.

The original GATT text (GATT 1947) is still in effect under the WTO framework, subject to the modifications of GATT 1994.[1]

A última reunião do GATT foi em 2001 em DOHA (capital city of Qatar) e até hoje não foi concluída. Esta reunião ficou conhecida com ROUND of DOHA (Rodada de Doha).

Como fica claro, reduzir impostos ou eliminá-los é talvez a coisa mais difícil do mundo, razão pela qual, como cidadãos, devemos nos opor sistematicamente a criação de qualquer (novo) imposto, principalmente num país como o Brasil que tem uma das maiores relações entre PIB (Gross Domestic Product) e impostos cobrados, do mundo, variando entre 38% e 42%, dependendo de quem faz o cálculo. A quantidade de impostos em relação ao seu GDP, nos Estados Unidos, é inferior a 30%.

A expressão CRIAR IMPOSTOS é TO LEVY TAXES.

Origin of the word TARIFF: The word comes from the Italian word tariff: "list of prices, book of rates", which is derived from the Arabic  ta'rif: "to notify or announce".

Restaria falar sobre a palavra TARIFA em português, mas como ela tem muitos significados diferentes, deixemos para outra ocasião. Agora mencionarei apenas a TARIFA DO ÔNIBUS (preço da passagem do ônibus): BUS FARE.

Para terminar, alegremo-nos: Mr. Margarine says EVERYTHING IS UNDER CONTROL.

Have an excellent weekend and let us keep studying English. Who knows when we may need it?


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
Página no Facebook: https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc




Opinião do internauta

  • Marcelo Rosa Gomes (09.12.2013 | 01.58)
    Bob, levantaste um ponto interessante. Não existe ex- tupamaro, nem ex-terrorista. E como é que no Brasil ainda acreditam que existe ex-guerrilheira?
  • Resposta do Colunista:

    Marcelo, confesso que não sei, mas pelo que se vê, se o camarada tem sucesso posteriormente, todos os seus erros são esquecidos. Por exemplo, às fotos de Mandela abraçado a Fidel Castro e M. Kadafi ninguém presta atenção.

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