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GALLON and GALLON.

Roberto Henry Ebelt

24.01.2014

GALLON and GALLON.

No dia 19 de janeiro o site www.opiniaoenoticia.com.br publicou o artigo  "Americano lista 10 hábitos brasileiros que aterrorizam os turistas". Esse artigo, em português, é um resumo do original, escrito em inglês, que lista não 10, mas 20 hábitos brasileiros que aterrorizam os turistas (estrangeiros).
Veja: http://amplicate.com/hate/brazil/1157440-20-reasons-i-hate-living-in-brazil/

A seguir segue a introdução da lista de tais hábitos, e a descrição do primeiro deles. Se achar interessante, continue a leitura no texto original em inglês ou no texto abreviado em português:

Of course I'm generalizing and exceptions abound, but after living in Brazil for 3 years with my Brazilian spouse, my observations are as follows. In general:

1. Brazilians have no consideration for people outside their immediate circle, and are often just plain rude. For example, a neighbor who plays loud music all night; and even if you ask him politely to turn the volume down, he tells you to f**k off. And basic politeness? A simple "excuse me" when someone almost knocks you over on the street? Forget it.

Embora eu não tenha o mínimo desejo de trocar o Brasil por nenhum país no mundo, eu, pessoalmente, não consigo imaginar que tipo de estrangeiro se atreve a fazer turismo aqui, provavelmente porque já estou acostumado com as barbaridades que presenciamos aqui, no dia a dia. Turistas, que tem dinheiro para gastar, do hemisfério norte (o andar de cima da humanidade, desde que restrinjamos o andar de cima às civilizações anglo-saxônicas, germânicas e judaicas, no ocidente, e à Coreia e Japão no oriente), certamente não imaginam o que vão encontrar por aqui.

 De qualquer maneira, se existem turistas que ficam encantados com a Índia e a China, dois países do quinto andar do subsolo que concentram quase 1/3 da população do planeta, sem falar de vários lugares na África, certamente essas pessoas não terão problemas em passar alguns dias no Brasil, desde que alojadas em hotéis de alto nível.

NEVERTHELESS (porém, e sempre existe um porém) como dizia o meu pai, que emigrou da Alemanha para o Brasil em 1932,  na América (leia-se EUA) os cães também andam descalços, especialmente  em 1932, existem pequenos detalhes americanos e ingleses, cuja existência certamente irrita todo o mundo e que não se entende porque ainda não foram corrigidos, levando em conta que o processo de globalização já deixou claro que tais mudanças deverão ocorrer nos EUA e no UK. Estou me referindo ao fato desses países ainda não terem adotado, definitivamente, o sistema métrico para pesos e medidas. Nas revistas sobre automóveis que assino, às vezes as descrições de volume são feitas em cm3/litros e às vezes são feitas em c.i. (cubic inches = polegadas cúbicas). Definitivamente não consigo entender a razão pela qual os americanos ainda não passaram a usar exclusivamente o sistema métrico, cuja grande vantagem é ser decimal.

Outras complicações: o sistema de pesos e medidas americano não é idêntico ao sistema britânico: um gallon americano equivale a 3,78 litros e o gallon inglês (sistema avoidupuis) também conhecido como Imperial gallon equivale a 4, 546 litros.

E se o assunto for TONELADA, existe a métrica (1.000 kg) (metric ton ou tonne);

A short ton (907,185 kg) e

A long ton (1.016 kg) equivalente a 2.240 avoirdupois pounds.

Sobre o processo de metrificação nos EUA:

In 1971 the National Bureau of Standards completed a 3-year study of the impact of increasing worldwide metric use on the U.S. The study concluded with a report to the Congress entitled A Metric America – A Decision Whose Time Has Come. Since then metric use has increased in the U.S., principally in the manufacturing and educational sectors. Public Law 93-380, enacted 21 Aug 1974, states that it is the policy of the U.S. to encourage educational agencies and institutions to prepare students to use the metric system of measurement with ease and facility as a part of the regular education program. On 23 December 1975, President Gerald Ford signed Public Law 94-168, the Metric Conversion Act of 1975. This act declares a national policy of coordinating the increasing use of the metric system in the U.S. It established a U.S. Metric Board whose functions as of 1 October 1982 were transferred to the Dept. of Commerce, Office of Metric Programs, to coordinate the voluntary conversion to the metric system.[9]

Pelo que podemos ler o processo de metrificação, nos EUA, é apenas uma questão de tempo e boa vontade. Portanto, existem coisas nos EUA que também irritam os turistas estrangeiros.

Depois de completar a metrificação, faltará ao Reino Unido (UK), Japão e Austrália, mudar a mão do tráfego dos veículos rodoviários, como a Suécia já fez em 1967.

Sweden has right-hand traffic today like all its neighbors.

Sweden had left-hand traffic (Vänstertrafik in Swedish) from approximately 1736 and continued to do so until 1967. Despite this, virtually all cars in Sweden were actually left-hand drive and the neighboring Nordic countries already drove on the right, leading to mistakes by visitors. The Swedish voters rejected a change to driving on the right in a referendum held in 1955.

Nevertheless, in 1963 the Riksdag passed legislation ordering the switch to right-hand traffic. The changeover took place on a Sunday morning at 5am on September 3, 1967, which was known in Swedish as Dagen H (H-Day), the 'H' standing for Högertrafik or right-hand traffic.

Since Swedish cars were left-hand drive, experts had suggested that changing to driving on the right would reduce accidents, because drivers would have a better view of the road ahead. Indeed, fatal car-to-car and car-to-pedestrian accidents did drop sharply as a result. This was likely due to drivers initially being more careful and because of the initially very low speed limits, since accident rates soon returned to nearly the same as earlier. Total roadways: 572,900 km, as of 2009.

Imaginem como será tal processo nos países que insistem em manter o tráfego pela mão esquerda. Abaixo um mapa com os países teimosos em azul.

Have an excellent weekend and drive very carefully if you travel to one of the "blue" countries.


Tags: Roberto Henry Ebelt, ensino, inglês


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
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