Últimas notícias

Colunistas

RSS
Automatic transmissions & Opalas.

Roberto Henry Ebelt

23.05.2014

Automatic transmissions & Opalas.

Desde que dirigi um carro com transmissão automática pela primeira vez, em 1968, nunca mais me acostumei com essa história de trocar marchas manualmente e usar uma excrescência do tipo pedal de embreagem (clutch pedal). O carro com transmissão automática, da minha mãe, era um Impala SS 1964. O meu carro, aqui no Brasil, era um VW 1200 1961. Realmente, foi uma experiência extraordinária pular de um Fuca 1961 para um Impala 1964. Ao voltar para o Brasil, em março de 1969, verifiquei que os únicos carros made in Brazil com automatic transmission eram os Ford Galaxy 1967, 1968 e 1969 que, totalmente equipados, representavam nada mais do que o modelo padrão americano de 1966 que nem era mais produzido nos Estados Unidos. Imagino que no Brasil tenham sido usadas as matrizes abandonadas dos modelos americanos. E o motor V8 do Galaxy brasileiro nada mais era do que o motor dos caminhões Ford. A Ford nunca usou os motores americanos dos Galaxies originais. Ou seja, no Brasil sempre tivemos à disposição os restos da indústria automotiva mundial, talvez com a exceção da primeira geração do WV Santana que era idêntica à segunda geração do Passat na Alemanha.

Já o segundo modelo do Santana brasileiro nunca existiu na Alemanha e nunca se comparou, em termos de qualidade, com o Santana original, do qual eu tenho um exemplar fabricado em 1989, com transmissão automática, e sem nenhum ponto de ferrugem, apesar de já contar com 190.000 km e quase 25 anos de vida.

Estou falando de transmissões automáticas, pois em 1939, a Oldsmobile começou a produzir o primeiro carro com transmissão totalmente automática, do mundo. O carro foi lançado como modelo 1940. A GM americana, então, está celebrando, em 2014, 75 anos do início da produção de automóveis com transmissão automática. Essa transmissão era a famosa Hydra-Matic, com quatro marchas que, de tão bem sucedida, no ano seguinte passou a equipar os modelos da marca Cadillac.

E agora um dado interessantíssimo, do qual eu ouvi falar já na década de 1970: dois engenheiros brasileiros participaram da criação deste tipo maravilhoso de troca automática de marchas. Como nunca consegui ler nada a respeito do envolvimento dos brasileiros neste projeto, imaginei que era mais uma lenda urbana. Pois no mesmo artigo em que aparece a foto acima, na revista Hemmings Classic Car, edição de junho de 2014, podemos ler o seguinte:

Some accounts give credit for the development of hydraulic gear-change actuation to two Brazilian engineers, José Braz Araripe and Fernando Iehly de Lemos. Araripe claimed that he traveled to Detroit at about the time that Thompson began work on the AST and that GM paid him $10,000 for his invention; indeed, Thompson habitually bought up the patents of inventions related to the work he pursued, so the work of Araripe and de Lemos could very well have set Thompson on course for developing the Hydra-Matic as it appeared. - See more at: http://blog.hemmings.com/index.php/2014/05/16/oldsmobiles-hydra-matic-first-mass-produced-fully-automatic-transmission-turns-75/?refer=news#sthash.YzoyRMH7.dpuf.

Vídeo de propaganda da transmissão Hydra-Matic:

Depois da Ford do Brasil, a GM lançou o Opala com opção de transmissão automática, experimentalmente, em 1974. Em 1976, eu comprei um exemplar deste Opala que infelizmente foi o pior carro que eu já dirigi na minha vida. A impressão que se tinha era de que a GM estava usando transmissões automáticas de sucatas americanas ou alemãs. Com motor 2500, aquele Opala dificilmente atingia 100 km/hora e, na hora de trocar a marcha, o tranco no diferencial era monstruoso, parecendo um ônibus urbano de Porto Alegre com transmissão manual, que ao, trocar a marcha, derruba qualquer cidadão acima de 50 anos de idade que não esteja sentado.

Tanto em 1976 quanto na década 1980, quando eu encomendava um carro com automatic transmission, o preconceito contra essas maravilhosas (apesar do Opala) caixas de câmbio automáticas, era tão grande que os vendedores sempre me perguntavam se eu era aleijado. Parece que finalmente, depois de mais de 70 anos de absoluto sucesso das transmissões automáticos no primeiro mundo, o motorista brasileiro está se dando conta da vantagem que é ter um carro automático, provavelmente devido a quase total imobilidade urbana do tráfego nas grandes cidades brasileiras, onde ter que usar a praga do pedal da embreagem é uma verdadeira tortura chinesa.

Abaixo, mais uma propaganda do Oldsmobile automático de 1940.

Lembre-se que Hydra-Matic e Hydramatic são marcas registradas de transmissões automáticas, bem como Dynaflow, dos Buicks, e a famosa Power Glide dos Chevrolets.

Antes de comprar o seu próximo carro leve em consideração estas observações.

If you have any questions send me an e-mail.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, PontoNET


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
Página no Facebook: https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc




Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Comemoramos hoje - 13.11

  • Dia de São Diego de Alcalá
  • Dia do Anjo Pahaliah
  • Dia do Mau Humor
  • Dia do Moço Espírita
  • Dia Nacional da Família na Escola