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75 year old bridge.

Roberto Henry Ebelt

30.05.2014

75 year old bridge.

No artigo da semana passada, mencionamos a celebração do septuagésimo quinto aniversário do início da produção de automóveis com transmissão automática, pela Oldsmobile.

Pois nesta semana que hoje, 30 de maio de 2014, se encerra, os californianos celebraram o 75º aniversário a inauguração da Golden Gate Bridge, ligando a cidade de San Francisco com o norte do estado.

O tempo de promessas (vazias) no sentido de construir uma ligação ferroviária de alta velocidade entre Rio e São Paulo já superou o tempo de construção da Golden Gate Bridge.

A promessa da atual presidentA no sentido de construir uma segunda ponte sobre o rio (?) lago (?) lagoa (?) Guaíba também já excedeu o tempo de construção da Golden Gate que foi cerca de quatro anos e cinco meses.


The Golden Gate Bridge in 1953. Photo by Charles W. Cushman, courtesy of Indiana University Archives – See more at: http://blog.hemmings.com/index.php/2012/05/24/golden-gate-bridge-to-celebrate-its-75th-anniversary-this-weekend/?refer=news#sthash.9wXJM3e9.dpuf

A seguir um trecho do texto obtido no site da revista HEMMING CLASSIC CAR, publicado na semana passada:

When it comes to man-made landmarks in the United States, the Golden Gate Bridge ranks up there with the best of them. Along with its iconic design and color (known as International Orange and chosen for its high visibility in the often fog-shrouded area), the bridge has also shown remarkable utility and durability, having stayed open with very few exceptions since May 27, 1937. It remained the longest suspension bridge in the world until the Verrazano-Narrows Bridge opened in 1964 in New York.

On May 27, the Golden Gate Bridge will celebrate the 75th anniversary of its opening with a variety of activities and exhibits throughout the spring and summer, highlighted by this weekend’s Golden Gate Festival.

Like any great American infrastructure project, there were ambitious visionaries who soldiered on even when told it couldn’t be done, seemingly insurmountable technical problems, effective and ineffective bureaucrats, lots and lots of litigation and many, many skilled craftsmen and laborers whose names have been lost to history.

Importante salientar que o governo federal americano não participou do financiamento desta obra. Ela foi totalmente paga com o dinheiro das pessoas que a utilizam, através da ferramenta, abominada pelo partido dos assim chamados "trabalhadores", conhecida como pedágio (TOLL).

"Felizmente", no Rio Grande do Não, a segunda ponte sobre o Guaíba será paga por todos os brasileiros e será como que um presente pessoal que a presidenta vai dar aos gaúchos, caso ela seja reeleita. Lembremo-nos que o que ela prometeu para Rio e São Paulo, o trem-bala, depois de quatro anos, continua esperando pela produção de um projeto.

A Golden Gate Bridge foi financiada pelo Bank of America. A amortização ocorreu entre a inauguração e o ano de 1971, quando a última parcela do financiamento foi quitada. Note que o dinheiro do pedágio também serviu para fazer a manutenção da ponte que atravessa um estreito marítimo, the Golden Gate Strait, com 2.042 metros de largura, que é um pouco maior do que a extensão do SPAN, vão da ponte sobre o mar, que vai de um pilar ao outro (1.280 m). A ponte tem uma extensão total de 2.737 metros.

Dois detalhes interessantes: dá para acreditar que os administradores da ponte "descobriram" que quem vai, mais dia menos dia, volta? Dá para acreditar que se um motorista que atravessa uma ponte no sentido, digamos, norte-sul, por razões desconhecidas, não volta, haverá outro motorista que atravessa a ponte no sentido sul-norte que também por razões que não interessam, também poderá não voltar?

Pois é, eles cobram pedágio apenas em um sentido, e por incrível que possa parecer aos nossos administradores, eles não perdem dinheiro. E, mais interessante ainda, poupam o tempo dos usuários e economizam nas despesas de cobrança do pedágio em um dos sentidos da ponte. Não é uma maravilha? Pena que no RGdoNão isso ainda não tenha sido descoberto.

O segundo detalhe é ainda mais interessante: esta ponte não é sobre um rio. É sobre o oceano Pacífico que, naquela região, se conecta com as água da baía de San Francisco. Isso significa que o fluxo da água sob a ponte é inconstante:

Many experts said that a bridge couldn’t be built across the 6,700 feet (2,042 m) strait. It had strong, swirling tides and currents, with water 372 ft (113 m) deep at the center of the channel, and frequent strong winds. Experts said that ferocious winds and blinding fogs would prevent construction and operation.

Alguém conhece alguma ponte no RGdoNão sobre um canal onde as águas não correm sempre na mesma direção, construída em 1960, inaugurada em 1963, e desativada aos onze aninhos porque os projetistas, aparentemente, não leram sobre os problemas de engenharia de uma ponte sobre águas que não tem um fluxo constante em uma única direção? Pois vejam só, o seu esqueleto ainda assombra quem tenta atingir o único porto marítimo do RGdoNão, um estado onde, segundo o seu atual Governador, as pessoas não são acomodadas:


Ponte sobre o canal São Gonçalo.

Sim, é a ponte sobre o Canal (não é rio) São Gonçalo, entre Pelotas e Rio Grande. Na foto, é a mais baixinha, que não resistiu onze anos de utilização. Desnecessário dizer que tal empreendimento não foi financiado pelo Bank of America.

Abaixo, mais uma foto feita durante a construção da Golden Gate (no primeiro plano a cidade San Francisco).


 

A foto seguinte foi tirada no dia seguinte a inauguração da ponte, no dia dedicado aos pedestres (28 de maio de 1934):


Foto tirada do alto da torre norte que aparece à direita na foto anterior – do lado oposto à cidade de San Francisco, onde se localiza Sausalito, com visão para o norte. Esta ponte integra a rodovia 101 deles (US 101). A nossa BR 101 está trancada em Laguna, ainda!!!

Oremos para que a atual ponte levadiça sobre o Guaíba não emperre no momento em que o vão móvel estiver içado, impedindo o tráfego de veículos entre Porto Alegre e Pelotas-Rio Grande.

Oremos também para que o vão móvel não emperre quando estiver arriado, para que não fiquemos sem abastecimento de gás de cozinha. Afinal o projeto da ponte atual é do tempo de Getúlio Vargas.

É bom viver perigosamente, não acham?

Detalhe: a ponte nova sobre o Canal São Gonçalo foi construída, e inaugurada em 1974, pelos malvados (e ainda está de pé).

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, PontoNET


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

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