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A picture is worth a thousand words.

Roberto Henry Ebelt

27.06.2014

A picture is worth a thousand words.

O dito popular acima, "uma ilustração vale por mil palavras", é verdadeiramente uma bela frase, mas, como já disse alguém muito famoso, é impossível transmitir essa ideia sem fazer uso de palavras. Na verdade, as palavras são tão importantes que não é nenhum exagero dizer que elas são os blocos, ou tijolos, com que construímos os nossos pensamentos, o que explica, parcialmente, a tendência que certos povos têm para desenvolver mais profundamente certas capacidades específicas.

Para nós, que estamos acostumados a ler sons (letras que representam sons) e não desenhos, o problema é que temos certa dificuldade para entender uma mensagem transmitida por imagens. Observem os ideogramas (os melhores exemplos de ideogramas são os desenhos que os chineses e japoneses usam para se comunicar por escrito) que usamos e interpretamos no nosso dia a dia.

Alguém poderá perguntar: nós usamos ideogramas em português ou em inglês?

A resposta é afirmativa; usamos, em nossas comunicações diárias, muito mais ideogramas do que nos damos conta. Os mais comuns nas línguas ocidentais são os algarismos.

Algarismos: observe que ao ler o número 10, nós não encontramos nenhuma letra D, E ou Z. No entanto, 10 é lido DEZ sem nenhum problema. A situação fica um pouco mais complicada quando encontramos, junto aos algarismos, sinais gráficos tais como pontos ou vírgulas. Vejam: 1,3 milhão. Como é que lemos isso? Um milhão e trezentos mil. A leitura é bem diferente daquilo que está escrito, certo? Eu, pessoalmente, ainda não entendi a razão de brasileiros e americanos insistirem em misturar algarismos, palavras e sinais gráficos para expressar um determinado número. Certamente tal prática provoca mais mal-entendidos do que esclarecimentos, mesmo porque quem escreve nem sempre sabe se expressar corretamente misturando letras e números. Melhor é usar apenas letras ou apenas números, sempre lembrando que onde nós usamos VÍRGULAS, os que usam a língua inglesa, utilizam PONTOS e vice-versa.

Cores: num semáforo você vê a cor vermelha e você para. Depois você vê a cor verde e você avança.

Linguagem corporal: Existem também aqueles símbolos que expressamos com o corpo. É a linguagem corporal. Polegares para cima (thumbs up) significam que está tudo bem. Polegares para baixo (thumbs down) indicam o contrário. Esticar o dedo médio enquanto os outros dedos curvam-se sobre a palma da mão era um palavrão típico americano, mas agora também é um palavrão brasileiro. Devido à influência que recebemos do hemisfério norte (lembram do que falamos sobre a Republique du Cameroun, na semana passada? Foi um excelente exemplo da influência dos portugueses – Portugal fica no hemisfério norte – sobre os africanos do hemisfério sul) nos últimos 10 ou 20 anos, o dedo médio esticado passou a ser palavrão aqui no Brasil também.

E o gesto que, durante muitas décadas significava este mesmo palavrão (fazer, com o polegar e o indicador, um círculo que imitava o orifício anal) caiu um desuso. Na realidade, nos anos 50 do século XX, este gesto, no Brasil, significava o mesmo que ele significa ainda hoje nos Estados Unidos: TUDO BEM, ÓTIMO, EXCELENTE. A única variação que existia era a posição da mão: nos Estados Unidos, o círculo formado pelo polegar e o dedo indicador ficava mais próximo ao corpo de quem o exibia, enquanto que o palavrão brasileiro consistia em exibir tal círculo frontalmente para quem se desejava agredir.

Tudo isso é muito interessante, mas sem as letras que compõem as palavras, a civilização ocidental, que trouxe o mundo para o estágio atual de avanço científico e tecnológico, dificilmente teria tido sucesso em seus empreendimentos.

Pensem nisso e na importância de ter um bom vocabulário, tanto em inglês como em português. Nunca é tarde para aprender. Aprender faz bem para o espírito e para o cérebro.

Dúvidas sobre inglês? Mande-me um e-mail.

HAVE AN EXCELLENT WEEKEND.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, PontoNET


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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