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Marketing, a true mistery.

Roberto Henry Ebelt

29.08.2014

Marketing, a true mistery.

Marketing: uma ciência ou muita adivinhação, que dá bom resultados, se acompanhada de bom senso?

A definição mais simples para “marketing”:

Marketing is the process of communicating the value of a product or service to customers, for the purpose of selling that product or service.

Marketing can be looked at as an organizational function and a set of processes for creating, delivering and communicating value to customers, and customer relationship management that also benefits the organization. Marketing is the science of choosing target markets through market analysis and market segmentation, as well as understanding consumer behavior and providing superior customer value. From a societal point of view, marketing is the link between a society's material requirements and its economic patterns of response. Marketing satisfies these needs and wants through exchange processes and building long term relationships.

The origins of the concept of marketing have their roots with the Italian economist Giancarlo Pallavicini in 1959. These roots are accompanied by the initial in-depth market research, constituting the first instruments of what became the modern marketing, resumed and developed at a later time by Philip Kotler. Giancarlo Pallavicini introduced the following definitions: Marketing is defined as a social and managerial process designed to meet the needs and requirements of consumers through the processes of creating and exchanging products and values. It is the art and science of identifying, creating and delivering value to meet the needs of a target market and making a profit. In short: delivery of satisfaction at a price.

Casualmente, em 1958 ocorreu o lançamento do famoso Ford Edsel, o carro mais pesquisado do mundo, inaugurando uma nova era de “satisfação” para o rei do mercado, o cliente. Pois foi, como todo mundo sabe, o maior fracasso da indústria automotiva americana, tendo dado à Ford um prejuízo semelhante ao que ela teria tido se tivesse dado de graça 200.000 automóveis Mercury para os seus clientes. A pesquisa foi fantástica; o resultado terrível. E o pior: o modelo 1960, que era mil vezes melhor do que os exagerados modelos 1958 e 1959, foi abandonado com pouquíssimas unidades montadas, pois a marca já tinha dado muito prejuízo.


Ford Edsel 1958.

Leia mais em: http://content.time.com/time/specials/2007/article/0,28804,1658545_1657867_1657781,00.html

Cada vez que entro no melhor supermercado do Brasil, do que muito me orgulho, pois um de seus diretores atuais foi meu aluno no curso pré-vestibular PREFAC em 1971 ou 72, que por acaso fica ao lado da minha escola, eu fico feliz por não ter que me deslocar de carro para fazer compras, mas não entendo como é que o arquiteto  se esqueceu de colocar calhas para aparar a água da chuva nas beiradas dos telhados de seus prédios, o que provoca um banho nos seus compradores, em dias de chuva, mesmo que tenham guarda-chuvas.

O marketing ainda não chegou a esse mercado em Porto Alegre?

Pergunto, pois uma das atividades de seus funcionários é, de tantos em tantos meses, deslocar a posição dos produtos dentro do supermercado. Uma pessoa idosa, ou que não enxergue muito bem, depois de uma mudança dessas não consegue encontrar o que deseja se não tiver ajuda. Digo isso, pois eu mesmo frequentemente me sinto perdido depois dessas estranhas mudanças trimestrais ou bimestrais. Itens comuns como farinha, açúcar, massas são deslocadas de um setor para o outro sem a mínima consideração para com os clientes.

Aumentam as vendas? Pode até ser que sim, mas provoca um profundo sentimento de indignação em seus clientes. Solicitar aos gerentes que evitem tanto transtorno aos clientes não adianta nada. Eu, pessoalmente, há mais de quinze anos tento convencê-los de que isso é irritante, mas não adianta nada. Será que os gerentes não são ouvidos por quem tem autoridade? Ou é uma simples estratégia de marketing irritante? (Irritating marketing strategy is an oxymoron). (Oximoro significa uma contradição em si mesmo: se é marketing não pode irritar e se irrita não é marketing).

E as empresas que nos saturam com propagandas na TV, como se fossem as únicas no mundo capazes de resolver os nossos problemas, tais como a que se intitula “rede” em inglês, e que nós sabemos que ela não é tão maravilhosa assim? Eu sou cliente da “rede”, mas confesso que cada vez que ouço as suas propagandas exageradas, penso seriamente em trocar de “service provider”. O que irrita não é a propaganda, mas o exagero.

Marketing, where are you?

Have an excellent weekend.

If you have questions about English send me an e-mail.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, PontoNET


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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