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The word THAT (Part 02)

Roberto Henry Ebelt

10.10.2014

The word THAT (Part 02)

Outra função de THAT: completar o sentido de um verbo, na função que, em português, designamos de conjunção integrante.

Para quem não lembra, conjunções (conjunctions) servem para ligar duas orações.

Em português, classificamos as conjunções em coordenativas e subordinativas; em inglês também, mas o assunto não tem a mínima relevância devido ao fato do modo SUBJUNTIVO praticamente não ocorrer em inglês, o que tira a importância do assunto.

As coordenativas são as mais simples e ligam orações que podem funcionar separadamente. Exemplo:

  1. Eu falei com ele.        2. Ele não me deu atenção.

Podemos juntar essas duas frases com conjunções coordenativas. As duas coordenativas mais comuns em português são E e MAS. Veja exemplos:

  • Eu falei com ele, MAS ele não me deu atenção.
  • Eu falei com ele E ele não me deu atenção.

As conjunções subordinativas ligam orações que não podem existir, ou não fazem sentido, quando sozinhas ou apenas uma faz sentido. Exemplo:

  • Ele comprou um carro novo em 60 prestações embora não tivesse dinheiro.

A primeira oração: ele comprou um carro novo em 60 prestações (faz sentido).

A segunda oração: não tivesse dinheiro (não faz sentido).

A conjunção é "embora".

Voltando à conjunção (integrante) THAT:

Existem, tanto em inglês como em português, apenas duas conjunções que integram ou completam o sentido do verbo que as antecede: QUE e SE.

Em inglês: THAT e WHETHER.

Em inglês elas são classificadas apenas como coordinating conjunctions, ou seja, têm apenas nome e falta-lhes o sobrenome que, em português, é "integrante".

Detalhe: é comum substituir a conjunção WHETHER  (se - integrante) pela conjunção coordenativa condicional seIF.  

Não me pergunte a razão deste costume, pois não tenho a mínima ideia, embora, para quem fala português, isso soe perfeitamente normal.

Estou descrevendo as conjunções inglesas com o nome e sobrenome que elas têm em português para o seu melhor entendimento.

Exemplos com THAT:

  • Eu sei que tudo vai dar certo.
  • I know that everything will turn out alright.
  • Eu acho que ela vai se atrasar.
  • I think that she is going to be late.

Detalhe importante: a conjunção integrante THAT usualmente é omitida, sem nenhum prejuízo para o entendimento do período. Aconselho, a quem está aprendendo inglês, omiti-la apenas depois de ter compreendido corretamente o seu uso.

 

Exemplos com WHETHER.

1.a            Ela não tem certeza se chegará a tempo de assistir a primeira aula.

1.b            She is not sure whether she will arrive in time to attend the first class. Or:

1.c            She is not sure if she will arrive in time to attend the first class.

2.a            Eu não sei se vou conseguir entregar o trabalho antes do prazo final.

2.b            I don't know whether I will be able to hand in the paper before the deadline. Or:

2.c            I don't know if I will be able to hand in the paper before the deadline.

Lembro que mais importante do que memorizar as explicações teóricas é memorizar os exemplos.

Uma das razões dessas "aulas" de gramática é convencer quem me lê de que ter um professor de inglês cujo idioma nativo é o português é 1.000 vezes melhor do que cair nas mãos de um native speaker, mesmo que ele tenha formação para ensinar o seu idioma para estrangeiros, o que é raríssimo encontrar no Brasil. Eu, pessoalmente, nunca encontrei um nos últimos quarenta anos.

Viajar para o exterior para fazer um curso de inglês nada mais é do que jogar dinheiro na lata do lixo. Aprenda inglês aqui e depois passe um mês nos States, no Canadá, na Inglaterra para praticar e se divertir. Você terá um resultado muito melhor do que teria ao ir para o exterior para aprender inglês. Lá fora é bom para praticar; não é bom para aprender, pois o seu contato será apenas com outros alunos que provavelmente sabem menos do que você.

Já vi pessoas que voltaram de um curso de inglês nos EUA falando inglês pior do que falavam antes da viagem e com sotaque de japonês, pois o seu grupo de estudos era composto essencialmente de japoneses ou outros asiáticos. Esses alunos tinham mais contato com quem não falava inglês do que com o professor. Um dos nossos professores, brasileiro, na década de 90, foi a Londres para melhorar o seu já excelente inglês. No terceiro dia de aulas ele desistiu do curso de tão ruim que era.

Se quiser fazer alguma pergunta, mande-me um e-mail. Terei o máximo prazer em responder.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, PontoNET


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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