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Fringe benefit & Income tax.

Roberto Henry Ebelt

24.04.2015

Fringe benefit & Income tax.

De acordo com o Concise Oxford English Dictionary, FRINGE BENEFIT significa:

An additional benefit, especially a benefit given to an employee, such as a company car or private health care.

A palavra FRINGE, fora da expressão em questão, significa franja, extremidade, orla.

BENEFIT significa benefício.

Em outras palavras, FRINGE BENEFIT é algo que se ganha além do que normalmente se esperaria ganhar. No Brasil, este benefício é extremamente importante, pois é uma maneira de se obter algo sem que o governo se apodere gananciosamente de uma belíssima porcentagem do benefício. Este fato nos lembra de que o INCOME TAX não é uma lei da natureza. É algo que alguém, de péssimo humor, criou para infernizar a vida dos simples mortais, permitindo ao Governo se imiscuir, indevidamente, nas finanças de todos os súditos do reino, algo de caráter, no mínimo, medieval. Mais adiante vamos ler a respeito do indivíduo, William Pitt, the Younger, que inventou esta moderna forma de suplício no fim do século 18, na Inglaterra.


William Pitt the Younger introduced a progressive income tax in 1798.

FRINGE BENEFITS.

O primeiro fringe benefit que beneficia quem aprende um segundo idioma é entender e utilizar o seu idioma nativo mais corretamente. Chamo esse benefício de fringe benefit, pois o benefício original, naturalmente, é poder se comunicar em mais de um idioma.

É claro que, para um brasileiro que domina apenas o português, a escolha mais comum, e acertada, in my humble opinion, de um novo idioma para aprender, sempre será o inglês, o idioma mais importante no mundo dos negócios e da área de turismo no século 21. O uso do advérbio sempre é exagerado, mas vale pelos próximos 50 anos, no mínimo.

Ao contrário do que nós acreditamos, o português é um idioma cuja gramática é de deixar qualquer aluno desnorteado. Parece que as regras servem apenas para ser (ou seria serem?) quebradas, ao contrário do que acontece em inglês.

Além disso, contamos com a "inestimável" intervenção de políticos para ditar as regras do nosso idioma. Ao contrário do inglês, em que a grafia das palavras é estabelecida pelo segmento culto da população, e reconhecida, ao longo dos anos, pelos dicionaristas, aqui quem decide como nós vamos escrever são os nossos "heróis" de Brasília, que, como de costume, não conseguem nem se comunicar corretamente (vide a nossa legislação que muito frequentemente permite interpretações inusitadas).

No decorrer de minha vida, os políticos já sacramentaram três mudanças radicais na língua portuguesa: Uma em 1943, ano em que nasci, a segunda em 1971, ano em que meu filho nasceu, e em 2010. Não lhes parece um abuso? Não temos mais nada a fazer na vida além de aprender a reescrever as palavras de nosso idioma?

O abuso dos que mandam em nossa vida é tão intenso que até o nome original de nosso país (BRAZIL) teve a sua grafia modificada no início do século 20, um verdadeiro desrespeito para com a nossa pátria. Nome é algo sagrado e não podemos sair por aí mudando nomes ao bel prazer de algum "iluminado". Infelizmente a Câmara Municipal de Porto Alegre parece não ter o que fazer ao promover mudança de nomes de avenidas, algo absolutamente desnecessário e desrespeitoso para com os que vivem na cidade. Imagine se, para reescrever a história, os vereadores de sua cidade decidirem (o corretor do MSWord manda usar decidir) mudar o nome da rua em que você reside!

A partir do momento em que um falante nativo de português consegue se comunicar em inglês, abrem-se as oportunidades de melhorar a sua comunicação em português. Basicamente isso acontece porque a comparação é inevitável. Ao comparar surgem dúvidas e, a partir da dúvida, pode vir o esclarecimento.

No próximo artigo vamos abordar o modo verbal conhecido como subjuntivo. Esse modo nós todos usamos, mas frequentemente não nos lembramos das regras para sua utilização. Em inglês, o subjuntivo praticamente não existe. Como é que o inglês consegue funcionar sem subjuntivo? Se você tivesse que ensinar a um americano quando se usa o subjuntivo em português, o que você diria?

Think about it.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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