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O verbo TO WILL, quem diria, existe.

Roberto Henry Ebelt

03.07.2015

O verbo TO WILL, quem diria, existe.

O verbo TO WILL, quem diria, existe.

Embora as chances de ler ou ouvir o verbo TO WILL sejam muito pequenas, ele existe.

Ouvimos e lemos, a todo instante, o verbo WILL, sem a partícula TO, indicadora de infinitivo, na função de modal verb. Como tal, WILL transmite a ideia de FUTURO e sempre estará acompanhado do verbo que ele deve colocar no futuro. Vejam:

  • I will go there tonight.

Eu irei lá hoje à noite.

  • You will have to stay here until 10.

Você terá que permanecer aqui até às 10 (horas).

  • She will pick him up at the airport.

Ela o pegará no aeroporto.

  • He will not come to work tomorrow.

Ele não virá trabalhar amanhã.

  • This plan will not work.

Este plano não funcionará.

  • We will talk to him.

Nós vamos falar com ele/ nós falaremos com ele.

  • They will be here before noon.

Eles estarão aqui antes do meio-dia.

Na semana passada, no entanto, uma empresa americana chamada ARMOUR (nada a ver com o frigorífico Armour [o maior do mundo], que tinha instalações em Santana do Livramento, e já deu o que falar quando foi comprado por uma empresa brasileira com impressionantes empréstimos do "Bom Banco Brasileiro") lançou uma propaganda na internet com a über Model Gisele, cujo tema é I CAN, I WILL ou I WILL WHAT I WANT.

Basicamente, o objetivo, pelo pouco que vi, é transmitir a ideia de determinação. O verbo WILL, Na frase     I CAN, I WILL, não está acompanhado de um verbo principal, e isso deixa claro que ele é o verbo principal, encaixando-se, assim, na situação de TO WILL. De qualquer maneira, as agências de propaganda não se importam muito com a correção gramatical das frases que produzem, desde que elas sejam frases de efeito ou algo parecido com o que nós chamamos de licença poética (quando se trata de poesia).

Já na frase I WILL WHAT I WANT, é possível entender WILL como um modal desacompanhado do verbo principal, que poderia ser DO: I will DO what I want (eu farei o que eu quero).

Vamos ao significado de TO WILL, antes explicando que, como substantivo, WILL significa vontade.

Para quem tem algum conhecimento de alemão, é fácil entender, pois WILL não é indicador de futuro e significa querer. Em alemão O que tu queres? é Was willst du?

Pois em inglês também significa querer, e funciona como verbo regular. Vejam:

As a verb (used with object):

  • To decide, bring about, or attempt to effect or bring about by an act of the will: He can walk if he wills it. (No fim das contas, também pode ser traduzido por querer).
  • To purpose, determine on, or elect, by an act of will: If he wills success, he can find it. (Querer)
  • To give or dispose of (property) by a will or testament; bequeath (legar) or devise (deixar por herança). Ex: He willed his house to his son.
  • To influence by exerting control over someone's impulses and actions: She was willed to walk the tightrope by the hypnotist (induzir, forçar alguém a desejar algo). Tradução: Ela foi induzida a caminhar sobre a corda bamba.

Detalhe de vocabulário: nós temos apenas uma expressão (corda bamba) em português para tightrope e slack rope, embora tightrope descreva uma corda tensionada e slack rope, uma corda bamba ou não tensionada. Observe:


Slack rope.


Tightrope.

As a verb (used without object):

  • To exercise the will: To will is not enough; one must do (Querer não basta, é preciso fazer).
  • To decide or determine: Others debate, but the king wills (Outros debatem, o rei decide).

Tudo que dissemos acima sobre WILL pode fazer parte do seu conhecimento passivo, exceto duas coisas que devem fazer parte do seu conhecimento ou vocabulário ativo:

  1. WILL é importantíssimo como modal verb para produzir o efeito de futuro sobre o verbo principal.
  2. WILL, como substantivo, significa, vontade.

As outras informações são apenas para matar a curiosidade.

Dúvidas sobre inglês? Mande-me um e-mail.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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