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Curso de conversação.

Roberto Henry Ebelt

04.09.2015

Curso de conversação.

"Falamos não apenas para dizer aos outros o que pensamos, mas para dizer a nós mesmos o que pensamos. A fala é uma parte do pensamento." Oliver Sacks.

Para que serviria um curso de inglês se não fosse para nos capacitar a manter uma conversação neste idioma? Provavelmente, com raríssimas exceções, a resposta seria: não serviria para nada.

Como a capacidade de falar é dominada por todo mundo (bem ou mal, todas as pessoas falam), tal capacidade não é valorizada socialmente. Um "falador" não representa nada de especial, pois todo o mundo fala. Já um ESCRITOR sempre é encarado com mais respeito.

Uma pessoa que fala mal é um verdadeiro desastre, pois não consegue se comunicar. Surge, então, a pergunta: o que é falar bem? Esta pergunta é simples de fazer, mas difícil de responder com precisão. Existem os dois aspectos mencionados na semana passada, a saber, a FORMA e o CONTEÚDO, sem os quais não será possível estabelecer um diálogo.

Você precisa, em primeiro lugar, deixar claro o que deseja transmitir. Isso pode ser feito com uma AFIRMAÇÃO, uma NEGAÇÃO ou uma PERGUNTA que pode ser feita na forma afirmativa (Você falou com ele?) ou na forma negativa (Você não falou com ele?).

Falar (e escrever) nada mais é do que fazer afirmações, negações e perguntas, além de dar respostas, que serão afirmações e/ou negações.

Ao participar de uma conversação (o objetivo final de um curso de idiomas) você fará o que afirmamos acima. Apenas acrescente o fato de que você terá que interagir com outras pessoas e entendê-las, o que já é outro problema.

Portanto, ao assistir suas aulas de inglês, lembre que tudo se resume em se capacitar para manter uma conversa. O resto deverá vir naturalmente. E, se em seu curso, a ênfase não for dada à conversação, você estará jogando tempo e dinheiro fora. Aulas de gramática não fazem sentido em nível básico. Rápidas explicações sobre gramática são válidas. Fazer exercícios de gramática, fora de aula, é recomendável. Porém, o tempo de aula deve ser dedicado basicamente às tarefas de ouvir, repetir, eventualmente errar e ser corrigido, sempre tendo em mente que você está se preparando para conversar. Ao fazer afirmações, negações ou estabelecer uma conversação, tente utilizar as frases que você já ouviu e tem certeza que estão corretas. Desde o início de seu curso procure ler tudo que for possível em inglês. Se não entender, pelo menos você estará despertando a sua curiosidade, o que é excelente incentivo para aumentar o seu vocabulário. Falando em vocabulário, se você quiser fazer um levantamento do seu patrimônio vocabular em inglês, sem incorrer em repetições inúteis, mande-me um e-mail solicitando as instruções sobre como fazer esta contagem corretamente. Lembre-se que 3.000 palavras é o vocabulário ativo padrão de quem fala português ou inglês.

Continua.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
Página no Facebook: https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc




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