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Ocultação de plurais e outros erros imperdoáveis em qualquer idioma.

Roberto Henry Ebelt

25.03.2016

Ocultação de plurais e outros erros imperdoáveis em qualquer idioma.

Uma das últimas “manchetes” do Macaco Simão, pseudônimo de José Simão, foi LULA SERÁ INDICIADO POR OCULTAÇÃO DE PLURAIS.

Além da brincadeira, aparece essa desagradável tendência, que muitos de nós temos ao conversar, de descuidar das concordâncias de número (singular/plural).

Enquanto em uma conversa informal erros de concordância não causam espanto, no momento em que a conversa passa para o domínio público, tais erros tornam-se inaceitáveis. E, se colocarmos nossos pensamentos no papel ou em redes sociais, o erro fica ainda mais gritante.

Conclusão: se você tem apreço pelo seu sucesso pessoal, seja como simples cidadão ou como profissional, procure falar e escrever corretamente todo o tempo e não apenas em situações especiais.

É sabido que existem vários níveis de comunicação, começando com aquele tipo totalmente informal que se usa apenas em casa, também conhecido como nível de comunicação íntima.

O segundo nível é conhecido como semiformal. É o linguajar que utilizamos quando estamos entre amigos e que inclui diversas licenças do tipo usar um pronome na segunda pessoa (TU) e o verbo na terceira pessoa, em frases do tipo TU FOI LÁ? Ou produzir frases que deveriam usar o passado do indicativo (pretérito perfeito), mas que usam o passado do subjuntivo, como:

TU FALASSE COM ELE?  Quando o certo é TU FALASTE COM ELE?

Ou: TU VISSE ELA? Quando o correto é TU A VISTE?

A linguagem formal, nível a ser utilizado em textos escritos, não admite tais erros tão comuns no linguajar diário. O desejável é utilizar sempre a linguagem formal, o que nos propicia a vantagem de nos acostumarmos às formas correta ou socialmente aceitáveis. Vejam que quando não resta mais nada a criticar à presidente (a forma presidenta é exemplo de um nítido exagero forçado por alguém que precisa desesperadamente ser notado de qualquer maneira) e ao ex-presidente sempre sobra uma crítica às suas maneiras “estranhas” de se comunicarem).

Existe ainda o nível superformal que é a linguagem utilizada em situações específicas, tais como as que ocorrem quando advogados se dirigirem a magistrados, e que, muitas vezes, são incompreensíveis para a maioria da população.

Outros aspectos que merecem nossa atenção, tanto em inglês como em português, principalmente na linguagem escrita, é a importância de deixar claro o assunto sobre o qual estamos falando. Refiro-me ao sujeito da oração. Quantas vezes pronunciamos ou escrevemos uma frase sem deixar claro o assunto sobre o qual estamos falando? (Detalhe: em inglês ASSUNTO e SUJEITO são a mesma palavra: SUBJECT). Isso ocorre principalmente na linguagem falada quando nós sabemos o assunto ao qual nos referimos, mas o nosso interlocutor tem que adivinhar o SUBJECT de nossa oração. Esse erro de comunicação é muito frequente quando mudamos, subitamente, de assunto, sem avisar nosso interlocutor que o assunto foi mudado. Quando isso ocorre em textos, ou discursos, o problema torna-se um dilema, restando a quem recebe o texto, ou o discurso, nada mais do que adivinhar o que está acontecendo. Já tentaram estabelecer o SUJEITO da primeira oração no hino nacional? Muita gente não sabe que o sujeito é AS MARGENS PLÁCIDAS do Ipiranga.

O que fazer diante de todos esses detalhes? Minha resposta é: procure se comunicar como se estivesse produzindo um texto escrito. Você se acostumará a forma correta (correta no sentido de socialmente aceita) e será mais fácil acertar do que errar.

A primeira vantagem para quem fala ou que está aprendendo a falar inglês, é que desenvolvemos um maior senso crítico quanto ao modo com que nos expressamos em nosso idioma nativo. Isso é ótimo, principalmente em uma entrevista para conseguir um emprego.

A linguagem, definitivamente, molda os nossos pensamentos e é muito provável que não tenhamos lembranças de nossa existência antes dos dois ou três anos de idade porque não tínhamos ainda desenvolvido a capacidade de falar. O ato de falar, pelo que sabemos atualmente, nos ensina a pensar.

Quando estamos aprendendo nosso idioma nativo, primeiro falamos e depois pensamos. A fala é fruto do pensamento. O mesmo deve acontecer quando estamos aprendendo um segundo idioma e, se não acontece, a filosofia pedagógica utilizada está errada.

Sem o desenvolvimento da fala não conseguimos organizar nossos conhecimentos. Portanto, não falar um segundo idioma lhe coloca em um patamar inferior, em termos de raciocínio, ao patamar de uma pessoa que fala dois idiomas.

Have an excellent day.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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