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SUBJUNTIVO NÃO É TEMPO VERBAL.

Roberto Henry Ebelt

06.05.2016

SUBJUNTIVO NÃO É TEMPO VERBAL.

Aprendemos a falar o nosso idioma nativo no empurrão. Foi um processo natural do qual nem temos lembrança. Como consequência, aprendemos a raciocinar usando o sistema de comunicação que adquirimos de nossos pais. Um dia começamos a ir à escola e lá nos ensinaram porque devemos falar de um jeito e não de outro. O mundo girou, o tempo passou e conceito de certo e errado flexibilizou-se totalmente, especialmente no que diz respeito à correção que deve ser observada ao falar e escrever nosso idioma materno, porém dificilmente atingiremos algum nível de sucesso se não nos comunicarmos corretamente, seja por escrito, seja oralmente.

Como a língua inglesa é parente próximo da língua portuguesa, aprender inglês tem como primeiro fringe benefit a melhora de nossa comunicação em português. Ao nos deparamos com alguns aspectos gramaticais da língua inglesa, compreendemos que não os entendemos corretamente nem mesmo em nosso idioma materno. Assim ocorre com o subjuntivo. Um dia aprendemos que em inglês o subjuntivo não tem a importância que ele tem em português e passamos a nos questionar: para que serve mesmo esse tal de subjuntivo?

Para começar, SUBJUNTIVO (subjunctive) não é um tempo verbal. Tempos verbais, basicamente, são três: presente, passado e futuro. Subjuntivo é um modo verbal. É uma maneira diferente de expressar os tempos verbais (que são o presente, o passado e o futuro).

Quais são os modos verbais? São três. O primeiro é o que usamos automaticamente, conhecido como indicativo. O segundo é o subjuntivo, que estamos comentando agora. E o terceiro é o modo imperativo, que usamos para expressar ordens, que podem ser afirmativas ou negativas.

Subjuntivo é um modo que serve primeiramente para indicar uma situação irreal, um desejo, algo virtual, algo que ainda não existe.

Detalhe: É importante, primeiramente, antes de aprender exemplos, compreender o conceito daquilo que estamos aprendendo, no caso, o subjuntivo. Pode, no sentido de MAY (possibilidade), ser perigoso aprender exemplos antes de compreender o conceito do que queremos aprender, pois exemplos podem ser mal interpretados e nos levar a conclusões erradas.

Voltando ao subjuntivo. Vejamos exemplos de sua utilização, em negrito. Entre parentes, a forma equivalente do indicativo para fins de comparação:

  1. Gostaria que você fosse junto conosco.                                       (FOI ou IR)
  2. Quero que você lá amanhã.                                                    (IRÁ)
  3. Se eu tivesse dinheiro, eu te emprestaria.                                    (TINHA ou TIVESTE)
  4. Podes me devolver quando receberes o pagamento.                     (RECEBERÁS)
  5. Torço para que ele seja preso imediatamente.                               (É)
  6. Raios que o partam (desejo que os raios o partam).                    (PARTEM)
  7. Quando eu falar com ele, darei o teu recado.                               (FALAREI).

Como veem, o subjuntivo é parte integrante de nosso falar diário.  Vejamos agora a versão inglesa dos sete exemplos acima:

  1. I would like you to come along with us.
  2. I want you to go there tomorrow.
  3. If I had money, I would lend you some.
  4. You can return it to me when you get your payment.
  5. I hope that he is arrested immediately.
  6. God damn you!
  7. When I talk to him, I will give him your message.

Para terminar, a boa notícia: em inglês o modo subjuntivo, na maioria esmagadora dos casos, tem a mesma grafia e pronúncia da forma verbal no modo indicativo.

Se tiver alguma dúvida, mande-me um e-mail.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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