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O ônus de não falar inglês

Roberto Henry Ebelt

13.05.2016

O ônus de não falar inglês

Imagine que você fosse um gaulês na época de Júlio Cesar e que você, como bom profissional que é, fosse escolhido pelos romanos para administrar uma das aldeias conquistadas. Na hora de assumir o cargo, Júlio percebe que apesar de você ter uma boa capacidade de liderança e de ser influente sobre o pessoal daquela aldeia, não consegue se comunicar com o seu superior em Roma. Imagine só para onde iria o seu belo emprego conquistado a tão duras penas? Você ainda poderia conseguir uma boquinha como faxineiro dos romanos, se tivesse muita sorte.

Agora transporte-se mais de 2.000 anos para o futuro e veja o que poderá acontecer com você se não falar a língua dos que promoveram a Revolução Industrial.

Por maior que fosse o seu talento, as suas chances de se desenvolver estariam reduzidas a zero.

Agora voltando aos dias de hoje: você já notou que pode estar passando por um problema parecido, se não for fluente em inglês?

A melhor idade para aprender inglês, ou um idioma estrangeiro, é até os 10 anos de idade, mas isso não é desculpa para desistir. Qualquer adulto brasileiro que se dedique um pouquinho ao estudo de inglês consegue atingir um nível de comunicação razoavelmente bom em inglês, desde que tenha as suas aulas sozinho ou em grupos bem pequenos e dedique, para cada aula assistida, pelo menos uma hora para estudar por conta própria, sem a assistência de seu professor.

Muitos brasileiros ainda não se deram conta que sem saber inglês e informática, o valor de uma pessoa cai a valores insignificantes. Nós já fomos informados disto na década de 70 do século passado através do livro O CHOQUE DO FUTURO de Alvin Toffler. Ele afirmou peremptoriamente que no século XXI quem não falasse inglês e não fosse capaz de interagir com um computador seria considerado literalmente um ANALFABETO. Para que não sabe como dizer ANALFABETO em inglês, informo que a palavra é ILLITERATE.

E ele quis dizer ILLITERATE, mesmo sendo graduado em um curso superior.

Como eu já mencionei dezenas de vezes aqui, o idioma estrangeiro mais fácil para um brasileiro aprender, sem dúvida alguma, é a língua inglesa, a língua dos que levaram a efeito a revolução industrial,  os que inventaram a locomotiva (Robert Louis Stevenson), o barco a vapor (Robert Fulton), a língua do sujeito que desenvolveu a lâmpada elétrica (Thomas Alva Edison), do sujeito que inventou o ar-condicionado, Willis Carrier, a língua daquele gênio alemão-americano que inventou o maravilhoso PUNCH CARD, a primeira interface entre o homem e a máquina, Herman Hollerith.

Herman Hollerith (February 29, 1860 – November 17, 1929) was a German-American statistician who developed a mechanical tabulator based on punched cards in order to rapidly tabulate statistics from millions of pieces of data. He was the founder of the company that became IBM.

Na expectativa de ter deixado bem clara a importância do idioma inglês, para nós, brasileiros, em termos profissionais, resta mencionarmos os prazeres que o ato de estudar nos proporciona. Infeliz daquele que por algum disparate da natureza, chegou ao sucesso sem ter estudado. E isso precisa ser bem esclarecido para os nossos descendentes, pois o sucesso estrondoso muitos políticos brasileiros, sem formação acadêmica, transmite a péssima ideia, por eles mesmos difundida, de que é possível atingir o sucesso sem estudo, o que é uma reverendíssima besteira, sem mencionar o fato de que uma pessoa sem um mínimo de educação formal ou pelo menos um pouco de esclarecimento através do autodidatismo, sempre vai comer pela mão dos outros, justamente o fato que mais assusta na atual conjuntura brasileira, depois do episódio do deputado Maranhão.

Mas, como eu dizia, além do indescritível prazer que obtemos através do ato de estudar, para nós, que já não somos tão jovens, estudar um idioma estrangeiro nos ajuda a manter a sanidade mental. Portanto, vamos estudar inglês. E saliento o seguinte: para adultos, as aulas devem ser individuais ou em grupos pequeníssimos pois, desta maneira, o desenvolvimento se dá de uma forma muito mais agradável e proveitosa. Ao argumento de que o custo é muito mais elevado, eu contraponho que o tempo de duração de um curso, até que o aluno atinja o ponto de não retorno é muitíssimo menor. Ou seja, estudar 05 anos em um grupo com 10 pessoas proporciona um desenvolvimento inferior ao que você pode obter em um ano em um curso com aulas individuais.  No fim, os preços se equivalem ou o curso individual sai ainda mais em conta.

Além disso, você sempre pode tentar conseguir uma forma de pagamento que seja mais longa e que, portanto, tornará a mensalidade mais barata. Desculpas não existem. Agora é a hora de tomar a decisão de se tornar fluente em inglês. Mais tarde, quando o cavalo encilhado da oportunidade passar na sua frente e você continuar sendo um monoglota, será tarde demais. Pensem nisso.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
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