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English & Chinese.

Roberto Henry Ebelt

12.08.2016

English & Chinese.

Para entender o que se passa ao nosso redor é indispensável ter conhecimentos NÃO SUPERFICIAIS da língua inglesa.  Este assunto já tem mais de 50 anos, porém, a cada dia que passa, torna-se mais verdadeiro. Temos, atualmente, uma coincidência que jamais aconteceu antes:  o país com a maior economia e o maior poder bélico do mundo usando o idioma mais fácil de aprender do mundo (ocidental, bem entendido). Se e quando a economia chinesa ultrapassar a americana, esta situação vai mudar, mas a língua inglesa continuará soberana. Veja os idiomas falados na China, a atual segundo potência mundial:

Com essa multidão de idiomas (297) somada ao fato de os chineses usarem um sistema de escrita baseado em ideogramas (ideias) e não em sons (letras) as chances de um desses idiomas ter alcance global é praticamente zero. Compare o número de ideogramas chineses – em torno de 5.000 - com as 26 letras do alfabeto romano para compreender a extensão do problema.

Veja o texto a seguir sobre as línguas faladas na China (Wikipedia):

The languages of China are the languages that are spoken by China's 56 recognized ethnic groups. The predominant language in China, which is divided into seven major dialect groups, is known as Hanyu and its study is considered a distinct academic discipline in China. Hanyu, or Han language, spans eight primary dialect groups, that differ from each other morphologically and phonetically to such a degree that dialects from different regions can often be mutually unintelligible (não ínteligíveis). The languages most studied and supported by the state include Chinese*, Mongolian, Tibetan, Uyghur and Zhuang. China has 297 living languages according to Ethnologue.

*Standard Chinese (known in China as Putonghua), a form of Mandarin Chinese, is the official national spoken language for the mainland and serves as a lingua franca within the Mandarin-speaking regions (and, to a lesser extent, across the other regions of mainland China).

Several other autonomous regions have additional official languages. For example, Tibetan has official status within the Tibet Autonomous Region, and Mongolian has official status within Inner Mongolia. Language laws of China do not apply to either Hong Kong or Macau, which have different official languages (Cantonese, English and Portuguese) than the mainland.

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Sempre lembro do caso da antiga Cochinchina (parte meridional do atual Vietnã e colônia francesa de 1862 a 1954). Quando os horríveis colonizadores franceses brancos de olhos claros, inegáveis representantes do “terror” europeu fizeram da Cochinchina uma colônia francesa, 99% dos vietnamitas, que usavam para escrever seu idioma os ideogramas chineses, eram “analfabetos” completos. Ninguém sabia se comunicar por escrito. Os “bárbaros” franceses, numa decisão não democrática e politicamente incorretíssima, estabeleceram o uso oficial do alfabeto romano e aboliram a utilização dos ideogramas. As poucas escolas existentes passaram a ensinar o alfabeto romano. Atualmente o nível de pessoas alfabetizadas no Vietnã supera a marca de 94%.

Este fato sozinho mostra quão fácil é usar o alfabeto romano e quão difícil é trabalhar com sistemas de escrita que usam ideogramas, apesar de a China alegar que atualmente a porcentagem de chineses “alfabetizados” chega a mais de 96%. Para os ocidentais, ser alfabetizado significa conhecer 26 símbolos, saber agrupá-los para formar palavras e saber ler e escrever essas palavras dentro de uma estrutura gramatical relativamente simples de modo que a frase produzida pelas palavras escritas tenha significado e possa ser entendida por outras pessoas. Desconheço o critério de alfabetização utilizado para avaliar a capacidade de uma pessoa de se expressar por escrito e de se fazer entender por escrito em um sistema de escrita que tem cerca de 5.000 ideogramas (algo que não é letra nem palavra). Apenas a título de comparação, o vocabulário ativo de um brasileiro ou americano, com curso superior ou equivalente, é de cerca de 3.000 palavras (palavras – não se trata de letras ou ideogramas).

Pergunta: visto que o sonho não tão oculto dos chineses é superar a atual potência hegemônica porque eles ainda não adotaram o alfabeto romano? É impossível dominar o mundo usando um idioma que ninguém entende. Júlio César já sabia disso e na época de Hitler, a maioria dos europeus tinha conhecimentos razoáveis de alemão e no leste europeu o inglês deles era o alemão.

Uma das respostas é que, em um território tão grande (9.596.961 km2), e com tantos idiomas mutuamente incompreensíveis (297), os ideogramas representam, no fim das contas, o único laço que mantém este país unido, fora a força bruta de seu governo central. Só este fato garante a hegemonia americana por mais algumas décadas, desde que os americanos não sucumbam à tentação de se deitarem nas vãs promessas da esquerda democrata e politicamente correta de Hillary et caterva, como fez o Brasil em nosso “annus horribilis” de 2001, quando elegemos o partido cujo ciclo está melancolicamente se encerrando em 2016.

Os EUA, como potência, só têm um inimigo a sua altura: os “americanos” politicamente corretos. Como aconteceu com o Império Romano, o inimigo maior de uma potência sempre será o inimigo interno. Nós sabemos disso melhor do que ninguém.

Curiosidade: TRUMP é um verbo, e um substantivo também. Veja em https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc

Have a nice weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
Página no Facebook: https://www.facebook.com/henrysbusinessnglish/?pnref=lhc




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