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Cuidados básicos ao redigir (02)

Roberto Henry Ebelt

28.07.2017

Cuidados básicos ao redigir (02)

Seja em inglês ou em português, ao escrever tornamos nossos pensamentos permanentes, portanto tome cuidado ao escrever para não cometer aqueles erros fáceis de evitar e que tanto nos incomodam ao vê-los impressos.

Repetindo e resumindo o primeiro cuidado: Nunca, mas nunca mesmo, esqueça que o SUJEITO da oração é indispensável em inglês. Não existe oração sem sujeito em inglês.

Isso também vale para textos em português, embora, em português, o sujeito possa ser do tipo oculto, isto é, ele não aparece, mas a gente sabe muito bem quem ele é. Quando se escreve uma frase tipo JÁ SABEMOS O RESULTADO, o sujeito é NÓS, pois a forma do verbo saber (sabemos) esclarece o assunto. Em inglês, essa frase aparece com o sujeito, assim: WE ALREADY KNOW THE RESULT e o verbo fica intocado.

Além disso, em português existem verbos impessoais, tais como o verbo HAVER, CHOVER, NEVAR e similares. O verbo HAVER, em português, frequentemente é substituído pelo verbo TER. Quando isso acontece, o verbo TER passa a ser impessoal em português e deve ser traduzido para o inglês como se fosse o verbo HAVER. Vejamos:

Ex: AQUI TEM UM PROBLEMA (aqui há um problema): THERE IS A PROBLEM HERE.

Ex: QUANTOS livros tem em cima da mesa? HOW MANY BOOKS ARE THERE ON THE TABLE?

Porém, isso não quer dizer que o verbo TER em inglês – TO HAVE – indicando posse e não existência, vá ter um comportamento anômalo (anormal) em inglês.

A frase TENHO UM PROBLEMA A SER RESOLVIDO será I HAVE A PROBLEM TO BE SOLVED.

Já a frase HÁ UM PROBLEMA A SER RESOLVIDO será THERE IS A PROBLEM TO BE SOLVED.

Ou seja, o sujeito sempre existe em inglês e sempre é explícito. Em inglês não existe essa peculiaridade conhecida em português como sujeito oculto.

A lição de hoje é: se uma oração (pode entender como FRASE) em português parecer não ter sujeito, cuidado ao traduzi-la para o inglês, pois em inglês formal NÃO EXISTE ORAÇÃO SEM SUJEITO.

TEXTOS ESCRITOS PARA SEREM TRADUZIDOS:

Para entender as dicas abaixo, lembre-se que um texto é composto de uma ou mais orações. Uma oração precisa ter, obrigatoriamente, um sujeito e um verbo. Ela pode ter outras coisas como um objeto direto, um objeto indireto e complementos (de tempo e lugar), mas não necessariamente. Se um texto não tiver um sujeito e um verbo, o que temos é uma frase, e não uma oração. Títulos muitas vezes são frases. Cumprimentos são frases. Manchetes de jornais, frequentemente, são frases (na maioria das vezes incompreensíveis para que o leitor sinta curiosidade e leia o artigo). Quando você junta mais de uma oração, você tem um período. O que encerra um período é um ponto (que em inglês se chama PERIOD). Quando o assunto muda, você deve encerrar o conjunto de orações e períodos (que se chama parágrafo) com um ponto, que também se chama PERIOD.

Encerrado um parágrafo, você muda de linha e inicia um outro parágrafo.

Se você tiver que produzir um texto para ser traduzido para o inglês (ou qualquer outro idioma)

(1) escreva textos simples;

(2) escreva orações curtas;

(3) escreva orações, em inglês, com SUJEITO ou nas quais o sujeito, mesmo que NÃO ESTEJA EXPLÍCITO, esteja claro para quem vai ler ou traduzir (essa última parte não vale para o idioma inglês).

(4) ao escrever um texto, seja para ser traduzido, ou simplesmente lido, revise-o algumas horas depois de escrito. De preferência um dia depois de tê-lo escrito.

(5) ao revisar seus textos, verifique se você consegue entender o que escreveu. Se o significado do texto, um dia depois de escrito, não ficar super claro para quem o escreveu, o texto terá que ser reescrito;

(6) Quando tiver que escrever períodos compostos – uma série de orações ligadas por conjunções – procure limitar o período a duas orações. Quanto mais extenso for o período, mais difícil será entendê-lo.

(7) Se você escreveu um texto para tradução e o tradutor não conseguir entender, a tradução também não será entendida.

(8) Cuidado para não mudar de assunto (sujeito) dentro de um período. Se tiver que mudar de assunto dentro do período, termine a oração, coloque um ponto e comece outra oração com o novo assunto (sujeito).

(9) Assunto e sujeito são praticamente a mesma coisa, tanto que inglês nos referimos a essas duas palavras com o mesmo vocábulo, a saber, SUBJECT.

(10) Jamais imagine que o seu leitor (ou tradutor) será capaz de colocar sentido em uma frase sem sentido, portanto só mande imprimir ou traduzir depois de ter certeza de que o texto faz sentido. Melhor ainda: depois de ter certeza de que o texto faz O SENTIDO que você quer transmitir.

(11) LAST BUT NOT LEAST (em último lugar, mas, nem por isso, menos importante): JAMAIS SEPARE O SUJEITO DO VERBO. Esse erro é muito comum, tanto em inglês como em português e, geralmente, ocorre através de uma vírgula. Como a utilização correta da vírgula não é levada à sério, frequentemente cometemos esse erro imperdoável.

Have an excellent week.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

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