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A importância da repetição no aprendizado de um idioma estrangeiro.

Roberto Henry Ebelt

10.11.2017

A importância da repetição no aprendizado de um idioma estrangeiro.

No último artigo falamos sobre o manifesto de Wilhelm Viëtor sobre a necessidade de mudar a maneira de ensinar idiomas em relação ao que era feito no século 19. O homem era esse:


Wilhelm Viëtor

Der Sprachunterricht muss umkehren era o título do manifesto de 1882 que foi tão importante por ter lançado luz sobre um assunto que era tratado como se tudo, no aprendizado de um idioma estrangeiro, estivesse totalmente baseado no aprendizado de gramática.

Entre as línguas com destaque internacional no fim do século 19 e início do século 20 estava o idioma alemão, além do inglês e francês. Até o início da segunda guerra mundial, na Europa, principalmente no leste europeu, o idioma internacional, inclusive na Rússia, não era inglês, era alemão.

Imaginemos a dificuldade dos habitantes dos países do leste europeu que não fizeram parte do império Austro-Húngaro em aprender alemão apenas através do aprendizado de gramática. Embora não tão complicada quando a gramática latina, a gramática alemã é extremamente difícil de aprender, especialmente por causa das declinações, o que torna o aprendizado deste idioma um verdadeiro suplício se for feito usando métodos gramaticais. Eu tentei aprender alemão, na década de 1980 no Göthe Institut, mas desisti, apesar de já ter, na época, razoáveis conhecimentos do idioma devido ao fato de meu pai ter nascido na Alemanha e minha mãe ser fluente no idioma. Porém, como nasci em 1943, não consegui ser criado como bilíngue, pois era expressamente proibido falar alemão, até mesmo no ambiente doméstico.

Minha tentativa de aprender alemão em 1982 foi frustrada, pois o método ainda se baseava pesadamente no ensino de gramática.

O que Viëtor se deu conta era que aprender inglês podia ser facilmente feito, pois o papel da gramática era quase insignificante. Logo ele chegou à conclusão que o aprendizado de alemão por um estrangeiro poderia ser extremamente facilitado se o ensino de gramática pudesse ser eliminado. Em lugar de aulas de gramática, o caminho a seguir deveria ser semelhante ao caminho percorrido por uma criança ao aprender seu idioma nativo, algo que não incluía um cêntimo de gramática.

Viëtor estava totalmente certo. A ideia é a seguinte: se uma criança consegue aprender algo inimaginável como mandarim ou cantonês sem envolver gramática, certamente um adulto pode aprender alemão ou inglês sem envolver gramática.

Hoje, para um falante de português, o caminho para aprender inglês pode até envolver um pouco de gramática, pois ela é bem fácil de entender e permite fazer analogias, o que ajuda no aprendizado, mas, se você tiver que aprender algum idioma exótico (para nós) tal como russo ou vietnamita, esqueça totalmente a gramática e trata de aprender através da repetição de frases corretas até ficar totalmente à vontade com elas.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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