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Two challenges:

Roberto Henry Ebelt

08.12.2017

Two challenges:

Quando nos expressamos em um idioma que não é o nosso, enfrentamos dois desafios em vez de apenas um, como acontece quando falamos a nossa língua materna.

Em português, o nosso desafio, ao falar ou redigir, é escolher o que vamos dizer ou escrever, o que não é pouca coisa, principalmente quando o tempo é curto e as ideias não estão claras (vide as declarações frequentemente desastrosas da ex-presidente do Brasil).

Em um idioma estrangeiro nós temos que nos preocupar (1º) com o que vamos dizer e (2º) com a maneira como vamos dizer.

Podemos classificar esses problemas como conteúdo e forma. Em português ocupamo-nos apenas com o conteúdo. Em inglês, ou em qualquer idioma estrangeiro, precisamos nos ocupar também com a forma.  Isso é o que nos dá a nítida impressão de que português sempre será mais fácil de falar do que inglês.

Estar a par desse detalhe já é uma boa vantagem que temos sobre aqueles que o desconhecem. Esse conhecimento nos ajuda a persistir na tarefa de aprender um segundo idioma. E aqui ocorre um fenômeno interessante. O método natural (e certo) de aprender uma língua estrangeira (o método que coloca toda a ênfase na prática oral) foi, durante séculos, totalmente desprezado, até o manifesto de Wilhelm Viëtor DER SPRACHUNTERRICH MUSS UMKEHREN (O ENSINO DE IDIOMAS DVE MUDAR) em 1885. Infelizmente, nós chegamos, à metade do século vinte, insistindo em ensinar um segundo idioma dando ênfase ao estudo de gramática, literatura e explicações teóricas. Os resultados eram péssimos.

Por ocasião da tomada do Japão pelos americanos, em 1945, os linguistas, que há muito resistiam às ideias de Viëtor, finalmente se renderam às evidências e começaram a produzir métodos mais eficientes. Isso no hemisfério norte, pois aqui no Brasil, até hoje, o ensino de idiomas estrangeiros, principalmente no ensino médio, ainda segue os métodos do século 19.

O que nos salva são os cursos particulares de idiomas. E mesmo alguns destes ainda insistem em metodologias do tempo do Império. De qualquer maneira, a maioria dos professores se esforça para usar a metodologia mais moderna possível.

Infelizmente, muitos simplesmente não têm condições de usar a metodologia que sabem ser certa, pois são obrigados a lidar com um número de alunos em sala de aula que impede a utilização de métodos que produzem resultados.

Um grupo com mais de 10 alunos já dificulta muitíssimo a utilização de um método que utiliza a filosofia pedagógica (approach, em inglês) conhecida como ÁUDIO-LINGUAL.  Para mais de 10 alunos, o máximo que um professor de inglês pode ensinar é gramática e um pouco de literatura. O problema é que isso não leva a lugar nenhum, ou melhor, leva o aluno a não entender nada e a ficar com uma profunda aversão ao idioma que deveria estar aprendendo.

Melhor do que uma aula com método ultrapassado seria exibir um filme falado em inglês, sem legendas em português, pois, pelo menos, o aluno se divertiria e se acostumaria com os sons da língua inglesa.

Saber como enfrentar um problema já representa quase a metade do trabalho a ser realizado, porém, como qualquer professor de inglês sabe que não devemos desperdiçar tempo com explicações teóricas, existe uma forte tendência de não explicar aos alunos como enfrentar os problemas relacionados ao aprendizado de um idioma estrangeiro.

Depois de mais de 30 anos trabalhando nesta área, eu resolvi escrever o que denominei informalmente de "o manual do aluno de inglês". O verdadeiro nome do livro é O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS.

Se você está estudando ou vai estudar inglês, para tirar o máximo proveito de seu curso, aconselho-o a ler esse livro. São apenas 170 páginas, mas são páginas que propiciam uma excelente orientação ao aluno.

Um dos aspectos que mais incomodam o aluno é o que diz respeito à duração de um curso de inglês. Sempre senti que os alunos tinham a impressão de estarem fazendo psicanálise ou enfrentando um tratamento ortodôntico, pois sempre pairava no ar a pergunta: quanto tempo vai durar esse (tratamento) processo de aprendizagem? E a resposta, que você pode ler no livro, nunca era clara, o que causava mal-estar entre os alunos. Não comece um curso de inglês sem ler estas instruções.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
www.henrys.com.br
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