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Air conditioning for automobiles.

Roberto Henry Ebelt

11.05.2018

Air conditioning for automobiles.

Há alguns anos, comentamos aqui sobre a maravilha tecnológica que é a produção de frio, algo que na realidade é uma abstração, tanto no sentido literal como no figurado, visto que frio nada mais é do que ausência de calor. Estudos recentes dos povos primitivos indicam que a produção do fogo pelo Homo erectus, o ancestral imediato do homem moderno, só aconteceu no período neolítico, cerca de 7 mil anos AC. O Homo erectus descobriu uma forma de produzir as primeiras faíscas, através do atrito de pedras ou pedaços de madeira.

Mas foi só no século 20 que atingimos o nível de conhecimento científico necessário para diminuir a sensação de calor em um ambiente através da invenção do sistema de refrigeração do ar através da compressão de gases.

Atualmente os locais mais quentes do planeta não se encontram em nenhum dos desertos que conhecemos, e sim no interior de um automóvel deixado por algumas horas, sob o escaldante sol que ilumina nossos dias durante o verão.

O aparelho capaz de refrigerar o ar de um ambiente, depois de algumas décadas, foi adaptado para tornar o interior dos automóveis menos quentes nos meses de verão. Provavelmente levou quase 50 anos porque os grandes usuários de automóveis estavam no hemisfério norte e sofriam muito mais, em seus modelos abertos, com os rigores dos invernos das chamadas zonas temperadas com baixíssimas temperaturas do que no verão não tão quentes.

Porém zonas temperadas também tem verões escaldantes (New York tem verões com 40 graus e Los Angeles muito mais do que isso, sem falar na famosa Las Vegas localizada em pleno deserto – quando estive lá pela primeira vez fiquei espantado com o tamanho dos condensadores dos taxis, que ocupavam quase todo o teto do veículo, como se fossem bagageiros externos) e os esforços para levar o conforto da refrigeração do ar para o interior dos automóveis começaram a dar frutos já no fim da década de 30.

O sistema de refrigeração de ar foi inventado por um gênio americano do fim do século 19, chamado Willis Haviland Carrier.


Willis Haviland Carrier (November 26, 1876 – October 7, 1950) was an American engineer, best known for inventing modern air conditioning.

Para que os princípios de funcionamento de um sistema de ar refrigerado pudessem ser transferidos para um aparelho capaz de refrigerar o interior de um automóvel depois de ficar exposto por algumas horas sob um sol tropical escaldante, como temos na maior parte do Brasil e no Sun Belt americano, foi necessário percorrer um longo caminho. O primeiro carro com ar condicionado foi lançado pela falecida PACKARD MOTOR CAR COMPANY em 1939:

The Packard Motor Car Company was the first automobile manufacturer to offer an air conditioning unit into its cars, beginning in 1939. These air conditioners were manufactured by Bishop and Babcock Co, of Cleveland Ohio. The "Bishop and Babcock Weather Conditioner" also incorporated a heater. Cars ordered with the new "Weather Conditioner" were shipped from Packard's East Grand Boulevard facility to the B&B factory where the conversion was performed. Once complete, the car was shipped to a local dealer where the customer would take delivery.

There were many reasons why this early air conditioner unit was unsuccessful:

  1. The main evaporator and blower system took up half of the trunk space. (This problem would go away as trunks became larger in the post-war period.)
  2.  The system was less efficient than those that would follow in the post-war years.
  3. It had no temperature thermostat or shut-off mechanism other than switching the blower off. (Cold air would still enter the car with any movement as the drive belt was continuously connected to the compressor--later systems would use electrically operated clutches (= embreagens) to remedy this problem.)
  4.  The several feet (= plural de foot – pé – medida equivalente a 30,48 cm) of plumbing (=encanamento ou sistema de canos) going back and forth between the engine compartment and trunk (= porta malas de automóvel) proved unreliable in service.
  5. Finally, the biggest reason this early system failed was that it cost US $274.00 (equivalent to about US$4,600 in 2013) an enormous amount of money in post-depression/pre-war America.

Packard fully warranted and supported this conversion, and marketed it well. However, given the limitations above, it was unsuccessful. Subsequently, the option was discontinued after 1941.

Descontinuado em 1941, os aparelhos de ar condicionado para automóveis só voltaram a ser uma opção para americanos (endinheirados) em 1953:

The 1953 Chrysler Imperial was the first production car in twelve years to actually have automobile air conditioning, following tentative experiments by Packard in 1940 and Cadillac in 1941. Walter P. Chrysler had seen to the invention of Airtemp air conditioning back in the 1930s for the Chrysler Building, and had ostensibly offered it on cars in 1941-42, and again in 1951-52, but none are known to have been sold in the latter form until the 1953 model year. In actually installing optional Airtemp air conditioning units to its Imperials in 1953, Chrysler beat Cadillac, Buick and Oldsmobile which added air conditioning as an option in the 1953 model year.


1953
Chrysler Imperial with factory trunk mounted "Airtemp". O evaporador, localizado na mala do carro, gelava o pescoço dos passageiros do banco traseiro. É possível ver a saída de ar frio através do vidro traseiro envolvente (wrap-around glass window).

Em 2017 estamos festejando 64 anos da produção de automóveis com Factory Air Conditioning Systemo famoso, no século passado, “ar condicionado de fábrica”.

Ao entrarmos em nossos carros aquecidos a 70º C, agradeçamos aos pioneiros Willis Carrier e Chrysler pelo conforto que esses sistemas de refrigeração hoje nos oferecem.

Have an excellent weekend.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
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