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The joy of learning: A alegria de aprender.

Roberto Henry Ebelt

28.09.2018

The joy of learning: A alegria de aprender.

Falávamos, no artigo anterior, do famoso livro de Aldous Huxley, escrito em 1931 e de quão diferente o futuro imaginado por nossos antepassados é do nosso presente, 80 anos depois. Ainda não alcançamos algumas coisas previstas, o que pode ser uma boa ou uma má notícia, mas é certamente curioso ver como nossos pais, avós e bisavós imaginavam o que seria o futuro deles. Meu avô materno, no fim do século 19, viajou de Pelotas à Alemanha para aprender a produzir velas que se autoconsumissem inteiramente ao serem utilizadas sem desperdício da matéria combustível. Ele voltou, conseguiu montar uma fábrica, que foi muito bem-sucedida, mas o futuro já estava lhe alcançando os calcanhares, pois nos EUA, Edison e o grande gênio NIKOLA TESLA já produziam e transmitiam a eletricidade necessária para abastecer a lâmpada elétrica que logo provocaria o fechamento das fábricas de velas a menos que se reinventassem, como foi o caso de meu avô que passou a produzir, com o sebo existente em abundância em Pelotas, sabão. Seu sobrenome LANG ainda hoje é reconhecido em Pelotas como um sabão de boa qualidade. Ele faleceu em 1925, apenas 11 anos depois de inaugurados os serviços de iluminação pública e distribuição de energia elétrica. O futuro de meu avô, Ernesto Lang, certamente durou muito pouco.

De qualquer maneira, o importante é estar sempre de olhos abertos para as possibilidades futuras, pois foram ideias do tipo acima – contato telefônico mais fácil –  que hoje temos mais celulares do que habitantes no Brasil, país que até 1990 tinha apenas meia dúzia de celulares.  A primeira ligação entre estes aparelhos fantásticos no País foi protagonizada pelos ministros Ozires Silva e Jarbas Passarinho, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 30 de novembro de 1990. Ozires, no Rio, ligou para Passarinho, em Brasília.

Mas o que dizer do ano de 2009 quando os primeiros smartphones chegaram ao Brasil? Em 2018, menos de 9 anos após seu advento no país, já temos mais smartphones do que habitantes. E o smartphone é praticamente um computador de bolso. O salto tecnológico que isto significa, quando comparamos a atualidade com o fim do século 19, época em que Nikola Tesla fazia verdadeiras diabruras com a eletricidade a ponto de disputar com Edison que tipo de corrente, alternada ou contínua, deveria alimentar as cidades. Poucos sabem, mas essa disputa chegou ao ponto de executarem criminosos na cadeira elétrica tanto com corrente alternada como contínua para verificar qual a mais eficiente para matar o criminoso. Claro que Tesla ganhou, pois ele sempre defendeu o uso de eletricidade com corrente alternada para transmissões à longa distância como era o caso de Nova York que recebia muito mais energia de uma das  primeiras hidrelétricas do mundo que começou a funcionar em 1897 quando entrou em funcionamento, a hidrelétrica de “Niágara Falls” (EUA) idealizada por Nikola Tesla com o apoio da Westinghouse. Antes disso NY foi, durante pouco tempo, alimentada com energia elétrica de corrente contínua produzida por uma usina termoelétrica pertencente a Thomas A. Edison e localizada no sul de Manhattan. Veja:


A sketch of the Pearl Street Station

Pearl Street Station was the first commercial central power plant in the US. It was located at 255-257 Pearl Street in Manhattan on a site measuring 50 by 100 feet (15 by 30 m), just south of Fulton Street and fired by coal. It began with six dynamos, and it started generating electricity on September 4, 1882, serving an initial load of 400 lamps at 82 customers.


Fulton Street na atualidade:

By 1884, Pearl Street Station was serving 508 customers with 10,164 lamps. The station was built by the Edison Illuminating Company, which was headed by Thomas Edison. The station was originally powered by custom-made Porter-Allen high-speed steam engines designed to provide 175 horsepower at 700 rpm, but these proved to be unreliable with their sensitive governors. They were removed and replaced with new engines from Armington & Sims that proved to be much more suitable for Edison's dynamos.

Pearl Street Station was also the world's first cogeneration plant. While the steam engines provided grid electricity, Edison made use of the thermal byproduct by distributing steam to local manufacturers, and warming nearby buildings on the same Manhattan block.

The station burned down in 1890, destroying all but one dynamo that is now kept in the Greenfield Village Museum in Dearborn, Michigan.

Abaixo uma foto da usina que passou a fornecer DC *(Direct Current) – corrente alternada à Nova York.

Para encerrar: com abundante energia elétrica e iluminação, aprender, reafirmo, é uma das mais duradouras alegrias que um ser humano pode experimentar.


Above: Nikola Tesla designed the first hydro-electric power plant in Niagara Falls. This was the final victory of Tesla’s Alternating Current over Edison’s Direct Current. This is the interior of Power House No. 1 of the Niagara Falls Power Company (1895 – 1899).

Aprender um idioma como o inglês é uma experiência extremamente valiosa, pois praticamente toda a literatura do mundo que tem algum valor está disponível em inglês.

IT’S NEVER TOO LATE TO LEARN.

By the way (a propósito): todas as semanas eu envio TIPS (dicas) de inglês aos meus ex-alunos cadastrados. Se quiser recebê-las, me informe o seu endereço de e-mail enviando-o para roberto@henrys.com.br

Have an excellent week.


Tags: Roberto Henry Ebelt, inglês, artigo, coluna, Ebelt


Roberto Henry Ebelt é professor, escritor, escreveu uma coluna semanal para o Jornal do Comércio de Porto Alegre entre 2001 e 2013, e é diretor do curso HENRY'S BUSINESS ENGLISH desde 1971.

Seu mais recente livro, O QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ESTUDAR INGLÊS, pode ser encontrado nas livrarias Disal, Cultura e SBS ou à rua Hoffmann, 728 em Porto Alegre.

E-mail: roberto@henrys.com.br
Fone (51) 3222-3144
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