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Amores e Paixões

Iane C. Alvares

21.10.2010

Amores e Paixões

Estamos em tempos de grandes paixões e poucos amores. Sentir-se apaixonado é maravilhoso, mas melhor ainda é poder sentir a paixão ir trazendo o amor. Quando isto acontece, a paixão não morre, permanece e é sempre renovada na relação do casal.

O leitor pode estar me achando fora de moda por estar falando em grandes amores. Afinal, talvez eu esteja mesmo falando de algo do passado, mas com o dia dos namorados todo mundo fica mais romântico e um pouco nostálgico.

Tenho visto em nossa sociedade o surgimento de novos tipos de relações, onde o erótico não está necessariamente ligado ao namoro, nem mesmo ao interesse de algum relacionamento. Muitas vezes o relacionamento sexual não passa de uma simples diversão, de uma saída a dois, como um bate papo entre amigos depois do trabalho. Realmente não desejam ter um companheiro para dividir a vida.

Por outro lado, também vejo uma busca quase que frenética por um relacionamento duradouro em muitas pessoas. Algumas são bem sucedidas, mas nos consultórios de psicoterapeutas chegam todo o dia, homens e mulheres, com histórias que se repetem: encontram alguém que acreditam ser o ideal, após alguns encontros vem a desilusão, por parte de um dos parceiros, que passa a tentar se desvencilhar do outro. O lado que é rejeitado sofre desesperadamente, parece que precisa do outro até para respirar.

É, vemos de tudo neste nosso mundo moderno, mas as pessoas se sentem mais vivas quando estão apaixonadas, o mundo fica mais colorido. Tenho me deparado com pessoas que não gostam, se sentem até ameaçadas, quando começa a surgir um sentimento maior para com o companheiro. Parece-me que temem se envolver, sentem-se dependendo do outro.

Mas o relacionamento maduro não é de dependência, mas de trocas, de um poder confiar no outro. Talvez o que esteja atrapalhando seja esta palavra confiar, que está cada vez mais difícil. Estamos todos desiludidos com os que nos cercam, com as autoridades e com a vida em si.

A vida tornou-se objetiva e prática de mais. Para deixar surgir uma paixão e depois vê-la transformar-se em amor, é preciso que permaneça a ilusão, o fantasiar e a capacidade de confiar, entregar-se, e mesmo, manter o outro um pouco idealizado. Para sentir-se vivo é preciso sentir intensamente, ter emoções.

Mas,
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ser nada não.


Tags: Iane Campos Alvares, psicologia, psicóloga


Iane Campos Alvares é psicóloga clínica.
e-mail: ianecalvares@gmail.com
fone (51) 9114-6853




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