Últimas notícias

Colunistas

RSS
Seis meses de licença maternidade

Iane C. Alvares

11.11.2010

Seis meses de licença maternidade

Não existe nada mais delicado do que a relação de uma mãe com seu bebê. É um momento de extrema sensibilidade e determinante do futuro daquele ser.

Cuidar de um bebê não é algo que se aprenda com instruções de uma enfermeira no hospital, ou que se possa ler nos livros. O que se pode aprender, assim, são os cuidados práticos de higiene e alimentação, como por exemplo, colocar para arrotar ou trocar as fraldas.

Quando falo em cuidar, estou me referindo a se relacionar, em entrar em contato emocional, em sintonia com o bebê. Isto só é possível que a mulher aprenda com sua própria mãe. A mulher aprende esta delicada forma de comunicação quando ainda é bebê e tende a repetir com o seu filho o que aprendeu naquele tempo.

Não é suficiente o DNA e o biológico perfeito para que um ser humano viva. É preciso que alguém lhe dê o sopro da vida. É preciso que alguém lhe assopre a alma para atiçar a vida. Bebês criados apenas com cuidados práticos e automáticos entram em depressão e vão definhando até a morte.

Portanto, por mais caro que possa sair para a sociedade, a licença maternidade de 6 meses só pode nos trazer benefícios. É um tempo a mais para que a mulher possa dedicar-se a assoprar com carinho e capricho, a alma de seu bebê.

Estamos em uma sociedade que valoriza o prático, o automático e o tecnológico, levando o ser humano a se afastar cada vez mais das emoções e da felicidade, o que o vem fragilizando e dificultando seus relacionamentos.

Tomara que cada mãe aproveite estes 6 meses para conseguir entrar em sintonia com seu filho, recuperando para a próxima geração o que foi se perdendo nas últimas décadas. Se a um tempo atrás o desafio era conciliar maternidade e trabalho, agora, o novo desafio é fazer com que a tecnologia nos ajude a encontrar a felicidade e não robotizar e anular o que há de humano no ser. Que estes 6 meses ajudem a mulher a descobrir dentro de si o que aprendeu quando ainda era um bebê, ou que não pode aprender, mas que agora como mãe está tendo uma segunda oportunidade.


Tags: Iane Campos Alvares, psicologia, psicóloga


Iane Campos Alvares é psicóloga clínica.
e-mail: ianecalvares@gmail.com
fone (51) 9114-6853




Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Comemoramos hoje - 18.06

  • Dia da Imigração Japonesa
  • Dia de São Leôncio
  • Dia do Anjo Caliel
  • Dia do Químico