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Natureza: descubra que você faz parte dela!

Vininha F. Carvalho

03.11.2010

Natureza: descubra que você faz parte dela!

Desde a infância aprendemos lições sobre o meio ambiente e a preservação ambiental, mas é chegada a hora de nos mobilizarmos ativamente na busca de soluções para a humanidade. Muitos questionam, porquê meio ambiente? Acaso somos meros observadores e aproveitadores? Não, somos parte integrante do universo. A natureza oferece o sustento, o homem deveria utilizar e devolver a ela sem destruir a sua essência. Este deveria ser o ciclo natural para o equilíbrio do ecossistema. A ecologia relaciona o homem á natureza e, não devemos analisar apenas o meio físico, e sim, levar em consideração a preservação dos valores humanos.

O equilíbrio ecológico é a fraternidade, a harmonia, e a relação de causa-e-efeito unindo as diferentes formas de vida nos vários reinos da natureza. A ecologia se mostra em nossos relacionamentos e no cotidiano, em nossos pensamentos e emoções. Antes de olharmos para o ecossistema externo é preciso olhar para o nosso conteúdo interior. A vida do homem está se tornando cada vez mais complicada e vazia, causando uma série de prejuízos a tudo que o cerca, devido a sua ambição e desrespeito as leis ambientais.

Nós influenciamos o ambiente e ele acaba nos afetando, no âmbito social, físico e psicológico. Acuados, estamos nos aprisionando. A crise de valores se reflete em episódios de violência. Aos poucos, vamos nos fechando para o mundo, desperdiçando a oportunidade de vivenciarmos os maravilhosos cenários que a natureza nos proporciona , as lindas praias e as montanhas com seu clima especial. Protegidos da violência, acabaremos “blindando” nossa mente, perdendo a capacidade de ousar nos esportes de aventura, deixaremos de ter uma maneira inteligente, interessante e produtiva de ser.

A humanidade esta com a energia adormecida. A maioria das pessoas não acredita no imenso potencial que tem. Precisamos dar um basta nos ídolos vazios, artistas sem obras, criação do mundo frívolo e da publicidade. O conhecimento está ficando para trás, sendo as pessoas movidas apenas pela vontade de impressionar os outros pela aparência. O resultado disto é a irresponsabilidade, a decepção e a frustração, ocasionando a falta de autoestima, levando as drogas, a pedofilia e outros males. No jogo da vida o time da solidariedade necessita vencer o da agressividade.

Quem não se preocupa em preservar a natureza é porque tem medo de assumir o seu papel dentro dela. Por isto, tenta se justificar explorando os animais, poluindo os rios, contaminando os alimentos, danificando as matas, etc. A vida de cada pessoa tem consequências que se prolongam por muito tempo, e todos nós somos responsáveis pelo futuro das próximas gerações.

A crise ambiental tem mobilizado simultaneamente diversos segmentos da sociedade em busca de um entendimento das causas profundas e das reais dimensões do problema, assim como, de alternativas para a redução da degradação do meio ambiente e seus impactos na qualidade de vida.

As pessoas conscientes procuram um modelo capaz de absorver e considerar toda forma de relacionamento que possibilite o desenvolvimento sustentável. Sendo assim, o documento Ciência & Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável (Consórcio CDS/UnB – Abipti – Brasília, pág.42), elaborado a pedido do Ministério do Meio Ambiente, é uma iniciativa que visa demonstrar estas dimensões, para que melhor possamos compreende-las:

1) Sustentabilidade social: ancorada no principio da equidade na distribuição de renda e de bens, no principio da igualdade de direitos a dignidade humana e no principio de solidariedade dos laços sociais.

2) Sustentabilidade ecológica: ancorada no principio da solidariedade com o planeta e suas riquezas e com a biosfera que o envolve.

3) Sustentabilidade econômica: avaliada a partir da sustentabilidade social propiciada pela organização da vida material.

4) Sustentabilidade Espacial: norteada pelo alcance de uma equanimidade nas relações inter-regionais e na distribuição populacional entre o rural/urbano e o urbano.

5) Sustentabilidade político-institucional: que representa um pré-requisito para a continuidade de qualquer curso de ação a longo prazo.

6) Sustentabilidade cultural: modulada pelo respeito à afirmação do local, do regional e do nacional, no contexto da padronização imposta pela globalização.


A partir do momento que o ser humano se conscientizar da importância de suas atitudes em prol do equilíbrio da natureza, estaremos construindo um mundo melhor em perfeita sinergia com o planeta.


Tags: meio ambiente, clima, animais, ecologia


Vininha F. Carvalho é jornalista, ambientalista e engajada na causa dos animais. Graduada em administração de empresas e economia, é especializada em temas que envolvem questões na área ambiental, principalmente relativas a animais, para veículos da mídia impressa e eletrônica. Atuante em entidades e projetos com enfoque social.
Presidente da Fundação Animal Livre.
e-mail: vininha@uol.com.br
Home page: www.animalivre.com.br





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