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Dia Mundial da Água

Vininha F. Carvalho

22.03.2012

Dia Mundial da Água

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, através da qual 22 de março de cada ano seria declarado "Dia Mundial da Água" , para ser observado a partir desta data de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21.

Os países comemoram esta data, dedicando ao "Dia Mundial da Água" atividades concretas que promovem a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos.

O direito à água é um Direito Humano e a sustentabilidade de seu uso não deve ser só econômica, mas humana, social, cultural, ambiental e política. A água é uma substância excepcional - essencial para a vida, alimenta nações, alimenta nossa indústria, atenua nossos problemas, sacia nossa sede e traz beleza e prazer às nossas vidas.

A preocupação com a situação das águas, que em alguns países se tornou nacional, está longe de ter no Brasil a dimensão necessária e merecida. Trazer os rios para o foco das atenções da sociedade deveria ser objetivo de cada cidadão brasileiro. Integrá-los, ampliar seu número e seu alcance, tem sido a preocupação das Ongs que se propõem conscientizar a população, tecendo os fios de uma rede que já existe potencialmente, acreditando na capacidade que esta rede terá no estabelecimento de uma nova cultura referente às águas e na reedição multiplicadora desta ideia.

Água e saúde são interconectadas de muitas maneiras e é importante considerar a crescente necessidade por água adequada e saudável, para proteger tanto as pessoas quanto o planeta. A água é um dos recursos ameaçados mais preciosos da Terra. Saúde é um dos recursos mais preciosos de cada pessoa.

A situação dos limnossistemas no Brasil e no mundo é extremamente preocupante. Da água doce disponível no mundo, o Brasil detém 8%. Todavia, cumpre lembrar que uma parte incalculável dela foi jogada ao mar com a drenagem parcial e total de lagos e com a retificação de rios. A parcela que restou vem sendo poluída por esgotos domésticos, efluentes indústrias e metais pesados, entre tantos outros contaminantes. A biodiversidade dos limnossistemas está sendo empobrecida por drásticas ações antrópicas.

Diante disto, não basta apenas considerar a água como mercadoria e cobrar por ela. É preciso restaurar e revitalizar os limnossistemas, aproximando legislação, políticas públicas e educação mais da ecologia que da economia. Iniciativas individuais e empresariais são o ponto central para a conscientização das pessoas quanto à necessidade de economia de água.

A população pode contribuir evitando o desperdício de água com pequenas mudanças no cotidiano em suas casas, propriedades, estabelecimentos comerciais, etc. No Brasil gasta-se cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. Nosso consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa, sendo que a OMS recomenda gastos de 40 litros por dia por pessoa. Este desperdício todo preocupa - afinal, o ser humano é capaz de ficar 60 dias sem comer, mas só resiste cinco sem água.

Há muito o que melhorar na relação entre cidades-abastecimento de água no Brasil. Faltam conscientização, medidas para evitar poluição e incentivos para o uso racional da água. Para evitarmos uma situação irreversível, onde o precioso líquido ficará totalmente escasso, várias medidas podem ser tomadas, entre elas está o reuso da água, que já vem sendo utilizado para diminuir seus gastos e também colaborar com o meio ambiente.


A água reciclada pode ser utilizada para muitas funções, tais como:

- Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de autoestradas, campus universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.

- Irrigação de campos para cultivos: plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas.

- Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

- Recarga de aquíferos: recarga de aquíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.

- Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.

- Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.

- Usos diversos: aquicultura, construções, controle de poeira, etc...


Tags: Viminha F. Carvalho, meio ambiente, natureza, animais


Vininha F. Carvalho é jornalista, ambientalista e engajada na causa dos animais. Graduada em administração de empresas e economia, é especializada em temas que envolvem questões na área ambiental, principalmente relativas a animais, para veículos da mídia impressa e eletrônica. Atuante em entidades e projetos com enfoque social.
Presidente da Fundação Animal Livre.
e-mail: vininha@uol.com.br
Home page: www.animalivre.com.br





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