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Procedimentos adequados para medicar um animal

Vininha F. Carvalho

28.08.2012

Procedimentos adequados para medicar um animal

Dar remédios aos animais é um trabalho difícil para a maioria dos proprietários. Após tentar – sem sucesso – colocar o comprimido na boca do animal, muitos camuflam o medicamento em um pedaço de pão ou misturam na ração para que ele não perceba, porém nem sempre essas técnicas funcionam.

O procedimento mais adequado para administrar a medicação líquida é colocar o conteúdo numa seringa, sem agulha, dentro da parte lateral da boca do animal. Não coloque muito líquido de uma vez, o processo precisa ser realizado lentamente. O ato de engolir rapidamente pode conduzir o líquido para os pulmões e ocasionar uma pneumonia. Segure o animal pela cabeça , para evitar que ele balance-a e deixe o remédio cair. Para um filhote recém-nascido é preciso utilizar um conta-gotas.

Os comprimidos e cápsulas devem ser dados com o animal sentado a sua frente, numa superfície nivelada, olhando em direção de seu lado direito. Segure a cabeça com sua mão esquerda, com o polegar e os dedos forçando para o lado oposto da mandíbula superior. Empurre delicadamente a cabeça do animal para trás, até o nariz estar apontando direto para você, e mantenha essa posição. Com sua mão direita empurre para baixo seus dentes inferiores, para evitar que feche a boca. Coloque o comprimido ou cápsula no fundo da língua, empurrando-o com o dedo para que ele desça para a garganta. O animal normalmente aceita muito bem esta situação.

Não tente alimentá-lo sem solicitar a orientação do veterinário, para evitar a incidência de vômito ou diarreia, assim como, somente utilize os remédios prescritos. Muitos animais doentes perdem o apetite, por isto é necessário atraí-lo com um alimento bem saboroso. Se ele não comer sozinho, poderá dar líquidos, da mesma forma utilizada para medicá-lo, e os sólidos poderá dar com uma colher.

Anote os progressos diários obtidos para apresentar ao profissional responsável, assim, estará apto para oferecer informações precisas, inclusive a frequência com que o animal se alimentou, a temperatura, se ocorreu vômitos, etc...Todos os detalhes são importantes para que o tratamento seja bem sucedido.

Para usar um termômetro retal, passe vaselina nele e coloque a metade de seu comprimento no ânus do animal. Deixe-o lá por aproximadamente um minuto. Lembre-se de que a temperatura entre 38o C a 39o C é considerada normal para os cães e gatos.

A elevação de temperatura acima do normal indica febre, geralmente acompanhada por outras perturbações, como aceleração do pulso e calafrios. O pulso de um animal indica os movimentos de seu coração.

As contrações cardíacas produzem ondas de pressão que avançam pelos vasos sanguíneos e que podem ser sentidas pelo observador que ponha os dedos sobre o ponto em que o vaso cruza a superfície dura do osso.

O pulso de um animal é bastante regular quando tem saúde, mais rápido nos indivíduos muito jovens ou muito velhos e acelerado depois de um exercício. Dentro de uma mesma espécie, o pulso é tanto mais rápido quanto menor o porte e mais novo o animal. Num cão de porte grande a pulsação varia de 62 a 80, e no de pequeno varia de 90 a 130.

O número de pulsações deve ser contado pelo menos durante meio minuto, da seguinte maneira: cão e gato, sobre a artéria femural, acima do jarrete e nas aves, devem ser contados batimentos cardíacos na região axilar anterior esquerda, pouco atrás do cotovelo.


Tags: Vininha, meio ambiente, animais


Vininha F. Carvalho é jornalista, ambientalista e engajada na causa dos animais. Graduada em administração de empresas e economia, é especializada em temas que envolvem questões na área ambiental, principalmente relativas a animais, para veículos da mídia impressa e eletrônica. Atuante em entidades e projetos com enfoque social.
Presidente da Fundação Animal Livre.
e-mail: vininha@uol.com.br
Home page: www.animalivre.com.br





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