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A paixão pelos gatos é muito antiga

Vininha F. Carvalho

24.01.2013

A paixão pelos gatos é muito antiga

O gato desempenhou um papel importante na mitologia. Os documentos mais antigos existentes no Egito, sobre os gatos, datam de 3.000 A.C . Somente a partir da 12ª. Dinastia é que as múmias dos gatos começam a assinalar a sua domesticação.

Os egípcios sempre manifestaram muita estima pelos gatos, desde a semelhança com a Esfinge, que originou a adoração em todos os templos.

Destaca-se, também, a estátua de Bast, caracterizado por uma mulher com cabeça de felino, vestindo longa saia listrada e gravata, tendo na mão direita um sistro e, na esquerda um recepiente.

O animal acompanhava o dono em todas as situações e era tratado com o maior respeito. Quando um gato morria, todos os moradores da casa raspavam os supercílios em sinal de luto. Foram esculpidos em madeira, joias e peças de mobílias, como prova de reconhecimento ao seu amor.

A pessoa que praticasse crueldade contra um gato, era abandonada ao ódio do povo para ser insultada e apedrejada. Cambises aproveitou deste culto para invadir o Egito. Em vez de um escudo, deu um gato a cada soldado e os egípicios preferiram ser vencidos a ter que matar os animais.

O gato doméstico surgiu na Europa na Idade Média e, até o século XVI era considerado raro e precioso. O gato Montês da Europa (Felis Catus) descende dos gatos dos antigos egípcios (Felis Maniculata), habitante da África Ocidental e domesticado pelo núbios. Foi considerado como símbolo de liberdade na antiga Roma.

As pesquisas indicam que o tronco de origem das raças é marcado pela variedade de espécies. Estudando-se as características típicas das raças, percebe-se que ocorreram sucessivos cruzamentos, que produziram os gatos índios (Felis Chaus) e afegãs (Felis Chaviana), de onde, provavelmente se originaram algumas raças asiáticas de pelos longos, como os angorás.

O conceito de criação seletiva e produção de pedigrees aconteceu após a metade do século XIX. Uma feira inglesa foi a primeira a realizar um exposição de gatos, em 1958. Somente após aproximadamente 300 anos é que se iniciaram os eventos mais significativos para o aprimoramento das raças.

As raças que mais possuem registros nos Clubes Brasileiros são: Persa, Exótico, Siamês, Sagrado da Birmânia, Oriental e British.

Independente de ter raça definida ou não, a astúcia, a habilidade e os eficientes sentidos naturais (6º sentido), concede aos gatos o direito de ter muitos admiradores. Eles estão conquistando cada vez mais espaço nos lares e na sociedade.

Personagens como a Mulher Gato, o Tom, o Frajola, o gato Félix, o Garfield, entre outros personagens, reforçam a ideia que os gatos são irresistíveis companheiros e merecem ser muito valorizados através da cultura e da arte.


Tags: Vininha, meio ambiente, animais


Vininha F. Carvalho é jornalista, ambientalista e engajada na causa dos animais. Graduada em administração de empresas e economia, é especializada em temas que envolvem questões na área ambiental, principalmente relativas a animais, para veículos da mídia impressa e eletrônica. Atuante em entidades e projetos com enfoque social.
Presidente da Fundação Animal Livre.
e-mail: vininha@uol.com.br
Home page: www.animalivre.com.br





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