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Dia Mundial da Água: gestão deste recurso é prioridade

Vininha F. Carvalho

19.03.2015

Dia Mundial da Água: gestão deste recurso é prioridade

O dia 22 de março foi oficialmente nomeado pela ONU, através da resolução A/RES/47/193, como o Dia Mundial da Água, uma forma de chamar a atenção da população para a importância da água doce e defender o manejo sustentável dos recursos hídricos.  Cabe a nós a responsabilidade de economizar a água que usamos no dia-a-dia para o equilíbrio do planeta.

O sistema de gestão dos recursos hídrico vive momentos decisivos. Questões vitais precisam ser definidas para a preservação deste precioso líquido. Os cientistas demonstraram que o mundo abaixo dos nossos pés é essencial à vida na superfície. A contaminação que se alastra em vários aquíferos poderá comprometer o ciclo de vida de todas as espécies. A disponibilidade de água limpa está sendo reconhecida um dos maiores desafios que a humanidade enfrentará para garantir a sua sobrevivência.

Nos primeiros séculos da civilização, a água superficial era a única fonte que precisava ser conhecida pelos povos. O número de pessoas era muito pequeno, moravam nas margens dos rios e a água era relativamente pura. No século XX, com o aumento expressivo da população, onde os rios se tornaram exauridos e poluídos, a dependência do bombeamento de águas subterrâneos aumentou e, ao fazê-lo, descobriu-se que existe um padrão de poluição penetrante. E, nestes mananciais, diferente dos rios, a poluição é geralmente irreversível. A taxa de recarga dos aquíferos é muito lenta em comparação com a das águas superficiais. O tempo médio de reciclagem para lençóis freáticos é de aproximadamente 1.400 anos. A água dos aquíferos se move dentro da Terra com lentidão glacial e seus poluentes continuam a acumular. Diferente dos rios, os aquíferos se transformam em tanques para poluentes, diminuindo desta forma a quantidade de água pura que podem produzir para consumo humano. Sendo assim, quando é bombeada a água subterrânea gera um prejuízo para as gerações futuras.

A Declaração Universal dos Direitos da Água, criada pela ONU em 1992, diz que “a água é um patrimônio e nós somos responsáveis pela sua conservação”. O desperdício pode acarretar consequências ruins, como a falta de água em rios e lagos, aceleração do derretimento do gelo polar, causando a mortandade do habitat e outros reflexos na natureza,

Apesar de dois terços do planeta Terra ser formado por água, apenas cerca de 0,008 % é potável. E, como sabemos, grande parte das fontes desta estão sendo contaminadas, poluídas e degradadas pela ação predatória do homem. O que mais preocupa é que este problema poderá acarretar no futuro a falta da água para o consumo de grande parte da população mundial.

Abundante em algumas regiões e escassa em outras, atualmente 145 países tem que compartilhar uma grande bacia hidrográfica com pelo menos mais uma nação. O Brasil é privilegiado, pois está entre os três países com maior quantidade de água potável, junto com o Canadá e a Rússia. É o único país do mundo que contém as sete matrizes ambientais que integram as commodities ambientais. A matriz água pode estar integrada à reciclagem num projeto de recuperação de mananciais poluídos pelo lixo. Para isto acontecer, será necessário criar mecanismos que aumentem os investimentos na área de saneamento e que garantam seu controle pela sociedade.

A Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97), prevê a cobrança pelo uso da água. Esta cobrança é válida se os recursos forem gastos na própria bacia que arrecadou. Ações governamentais instituindo a cobrança pelo uso da água, muitas vezes contestada pela maioria da população, são de extrema importância para a preservação e manutenção do meio ambiente ecologicamente equilibrado.

A cobrança pelo uso da água tem o intuito de, primeiramente, reconhecer a água como um bem público de valor econômico, indicando ao usuário o real valor deste bem. Além disso, busca incentivar o uso racional e sustentável da água, obtendo recursos para financiamento de programas e investimentos na bacia.

Dar prioridade absoluta para tratamento de esgotos e resíduos sólidos e despoluição dos mananciais é a maior prioridade na gestão dos recursos hídricos. Esforços conjuntos trazem resultados mais consistentes e rápidos. Transformar em realidade os projetos assumidos no papel nos âmbitos local, nacional, regional e internacional exige a participação dos setores público e privado e da sociedade civil. Os sistemas de água doce não sobreviverão se o habitat ao redor for destruído pelo desmatamento descontrolado, urbanização desenfreada e consequente poluição.

A crise da água demonstrou que embora movendo-se lentamente , os lençóis freáticos são parte de um sistema de interações hidrológicas possantes entre a terra, a água, o céu e o mar. Prover acesso à água de qualidade e gerir as questões relacionadas aos recursos hídricos é essencial para o progresso econômico e social , uma vez que permite proporcionar qualidade de vida da população, reduzir a pobreza, diminuir as taxas de mortalidade e os gastos com saúde pública e favorecer o desenvolvimento como um todo.


Tags: Vininha, animais, Animalivre, pet, meio ambiente


Vininha F. Carvalho é jornalista, ambientalista e engajada na causa dos animais. Graduada em administração de empresas e economia, é especializada em temas que envolvem questões na área ambiental, principalmente relativas a animais, para veículos da mídia impressa e eletrônica. Atuante em entidades e projetos com enfoque social.
Presidente da Fundação Animal Livre.
e-mail: vininha@uol.com.br
Home page: www.animalivre.com.br





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