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Dicas para viajar com os animais nas férias

Vininha F. Carvalho

01.07.2016

Dicas para viajar com os animais nas férias

Para as pessoas que possuem animais de estimação, as férias representam um momento de indecisão. Posso levá-lo? Ele ficará bem sem a minha companhia, em casa? Ou talvez fosse melhor deixá-lo em um hotel para animais, ou com um cuidador profissional? Tanto para quem pretende mantê-los em casa durante este período, quanto para aqueles que desejam levá-los, um veterinário especialista em comportamento animal pode ajudá-lo nessa hora.

Uma opção é ter alguém que possa ficar em sua casa, de confiança e, que possa tratá-lo com carinho e dedicação. A rotina é mantida e o animal permanecerá no local em que se sente mais seguro. Contudo, nem sempre isto é viável. Por outro lado, um animal sociável pode ter nos hotéis para pets uma alternativa interessante, pois oferece a vantagem de poder interagir com outros animais. Entre as duas opções, estão o pet siter ou pet walker, que pode visitar sua casa e passear com o cão durante o período em que você estiver fora, preferencialmente duas vezes ao dia. Atualmente, no Brasil e no exterior, a maioria dos hotéis permite a presença de animais, isto facilita na definição do roteiro.

Pela liberdade e praticidade, o carro costuma ser o meio de transporte mais recomendado para levar os animais nas viagens. É importante ele esteja acostumado a andar de carro. Caso contrário, é necessário prepará-lo para a viagem semanas antes. Voltas curtas ajudam o animal a se sentir mais familiarizado com a experiência. Para evitar que ele fique muito agitado, o animal antes da viagem pode ser estimulado a ficarem cansados, principalmente os hiperativos. Dar um passeio de coleira pela vizinhança poderá ajudá-lo a gastar mais energia. Dessa maneira ele ficará mais calmo durante a viagem, quem sabe até dormirá. É imprescindível, também, saber se o animal está bem para poder encarar algumas horas de estrada. Além disso, ele deve estar com as vacinas em dia, em especial a antirrábica.

Alguns animais sentem enjoos com o balanço do carro e, para evitar que isso aconteça, é recomendável em viagens de até 12 horas, ele não deve ser alimentado nas três horas que antecedem a partida, nem durante o trajeto. E ainda, que o animal esteja acostumado com a estrada e não sofra de náuseas e vômitos, a recomendação é oferecer uma quantidade menor do que o habitual de alimento, antes da viagem, até para não estimular a defecação. Em trajetos muito longos é importante parar para descansar, oferecer água e dar uma volta com o animal. Mas é preciso tomar cuidado com a quantidade de água oferecida, pois o excesso pode causar indisposição.

O horário deve ser definido de acordo o clima, que precisa ser ameno e com pouco trânsito para evitar que ocorra o estresse. As paradas devem ser obrigatórias para que possam atender as necessidades fisiológicas. Jamais o deixe sozinho dentro do carro, principalmente em dias quentes, isto pode ser fatal. A temperatura dentro do carro precisa ser agradável, de forma que o animal não receba luz direta do sol e conte com boa ventilação. Ar condicionado é bem-vindo, desde que esteja numa temperatura ambiente.

 Os animais não podem viajar soltos dentro do carro e, sim, acomodados numa caixa de transporte apropriada, grande o bastante para que o animal possa permanecer de pé, e que consiga dar uma volta em torno de si mesmo. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro não tem nenhuma especificação sobre o cinto, porém para garantir a segurança de todos no carro, é recomendável tomar alguns cuidados para eles serem mais bem acomodados. No mercado já existem caixas transportadoras próprias para todos os tipos de animais.

Para o transporte aéreo, existem diversas restrições de acordo com cada companhia. Não é recomendado transportar, por exemplo, fêmeas prenhes, animais idosos e/ou portadores de doenças cardiorrespiratórias ou neurológicas. Cães braquicéfalos, ou de “focinho curto”, como boxers, pequinês, buldogues e pugs costumam ser proibidos de viajar em aviões. 

Antes de viajar, providencie uma plaqueta com seu nome, endereço e telefone, e coloque-a na coleira dele. Também vale a pena adicionar o nome e endereço de onde vai estar.


Tags: Vininha, animais, Animalivre, pet, meio ambiente


Vininha F. Carvalho é jornalista, ambientalista e engajada na causa dos animais. Graduada em administração de empresas e economia, é especializada em temas que envolvem questões na área ambiental, principalmente relativas a animais, para veículos da mídia impressa e eletrônica. Atuante em entidades e projetos com enfoque social.
Presidente da Fundação Animal Livre.
e-mail: vininha@uol.com.br
Home page: www.animalivre.com.br





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