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Respeito ao direito dos animais precisa ser difundido nas empresas

Vininha F. Carvalho

17.12.2018

Respeito ao direito dos animais precisa ser difundido nas empresas

Uma empresa consegue se destacar em função de uma profunda visão de mercado e um plano de negócios bem estruturado, assim como pela experiência de seus gestores. Saber antecipar e calcular cada passo faz toda a diferença.

Para a marca se destacar acreditava-se que era necessário adotar como meta a excelência na organização. Isto deve estar presente em todas as etapas do processo: da escolha da matéria-prima, fabricação, embalagem, atendimento, até a entrega para o consumidor final.

Agora surge um novo diferencial, olhar para o futuro do planeta e promover o respeito ao direito dos animais. Neste período, em que a sustentabilidade é muito valorizada, sobretudo nos negócios, ter um processo sustentável, tanto por sua contribuição para o meio ambiente, como por ser economicamente viável, permite que a empresa sobressaia no mercado.

O debate sobre a valorização e o respeito ao direito dos animais teve seu crescimento acentuado na segunda metade do século XX, fruto da conscientização de parte da humanidade em relação à necessidade de garantir a eles uma condição de vida digna. Deve-se ter em mente que, além de uma simples preocupação ecológica, a proteção dos animais também incide fortemente no equilíbrio da comunidade.

O ser humano sempre sofreu uma espécie de Síndrome de Narciso que o levou a construir mitos de si mesmo, como o de considerar-se feito à imagem e semelhança de Deus ou o coroamento da criação. É como se toda a evolução biológica que o precedeu fosse uma espécie de ensaio da natureza para atingir o ápice da perfeição: o surgimento do Homo sapiens. Por sentir-se o centro do universo, o homem reconhecia no animal e nas outras espécies simples "coisas", desprovidas de vida própria, que existem apenas para lhe servir. Mas esta realidade mudou.

A necessidade da sociedade implantar uma nova mentalidade capaz de permitir uma relação de respeito e proximidade com os animais e a natureza em geral, permitiu o desenvolvimento de atitudes preventivas e voltadas para o fortalecimento da cidadania.

O respeito ao direito dos animais, assim como as riquezas naturais, precisam fazer parte dos ensinamentos no treinamento de funcionários nas empresas. É preciso demonstrar que na empresa existe um alto grau de civilidade

A sociedade ainda não atingiu um nível adequado para garantir a proteção aos animais, mas com o crescimento da violência e da miséria nos grandes centros urbanos, grande parte da população está ficando insensível em relação ao ser humano, optando ter em sua companhia os animais domésticos, a quem dedica toda sua atenção, recebendo em troca um amor sincero e fiel. Uma pesquisa publicada no site Society & Animals e realizada por sociólogos e antropólogos da Northeastern University e da University of Colorado confirmou esta teoria. A pesquisa foi desenvolvida para compreender melhor o fato de que, quando há relatos de animais necessitados nas manchetes, o nível de indignação e resposta geralmente é maior do que quando as tragédias são com humanos.

Atualmente o consumidor aceita que as companhias tenham lucros, mas as desafia diariamente a incentivar ações de impacto positivo na sociedade. É um novo comportamento massificado graças aos proativos Millennialls, contribuintes importantes nas mudanças provocadas na relação das pessoas com as empresas e as marcas.

A morte de uma cachorra chamada Manchinha ocasionada por um segurança dentro de uma das lojas de uma rede de supermercados, em Osasco, gerou uma manifestação de protestos nas redes sociais. O caso, que aconteceu no dia 28 de novembro, mobilizou as pessoas diante da brutalidade contra o animal e despertou nas empresas a necessidade de cuidar da reputação corporativa e orientar os funcionários que os animais têm seus direitos garantidos. A onda de protestos nas redes sociais é um alerta para que outras marcas se preocupem com este tipo de atitude de seus funcionários e impeçam que os animais sejam novamente vítimas de crueldades. Sempre é hora de buscar o aperfeiçoamento. Em uma realidade profissional competitiva, ter uma equipe formada por membros capacitados e sensíveis é um grande diferencial.


Tags: Vininha, animais, Animalivre, pet, meio ambiente


Vininha F. Carvalho é jornalista, ambientalista e engajada na causa dos animais. Graduada em administração de empresas e economia, é especializada em temas que envolvem questões na área ambiental, principalmente relativas a animais, para veículos da mídia impressa e eletrônica. Atuante em entidades e projetos com enfoque social.
Presidente da Fundação Animal Livre.
e-mail: vininha@uol.com.br
Home page: www.animalivre.com.br





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