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SOBRE A DECISÃO DO PP EM PORTO ALEGRE

Percival Puggina

08.06.2012

SOBRE A DECISÃO DO PP EM PORTO ALEGRE

O Partido Progressista de Porto Alegre decidirá, no próximo dia 11, qual o candidato que apoiará na eleição de outubro para a prefeitura da Capital. Sou convencional, mas estou em viagem e não terei retornado até aquela data.

Embora minha posição já tenha sido expressa dentro e fora do partido antes de viajar, considero oportuno reafirmá-la e formalizá-la quando se aproxima a data da importante decisão.

A lista de coisas inadmissíveis, em política, é extensa. E coligações como a pretendida com o PCdoB fazem parte dessa lista. Um partido político pode renunciar a muitas coisas. Pode renunciar a cargos, a projetos de poder, a candidaturas. Pode, até, renunciar ao próprio nome como o PP fez ao deixar de ser PDS. Mas não pode renunciar ao conjunto de seus princípios, nem unir-se com quem tem princípios que lhe sejam totalmente opostos. Aliás, foi a unidade nos dois conjuntos – no das coisas que o partido defende e no das coisas que rejeita - que permitiu ao grupo partidário continuar unido e sendo quem sempre foi, malgrado as mudanças de nome. A identidade sempre foi sólida no plano essencial das convicções.

Há duas administrações consecutivas o PP vem participando, de modo continuado, do governo municipal de Porto Alegre. Nos últimos anos, exerceu a liderança na Câmara de Vereadores. Essa tarefa foi confiada ao admirável homem público que é o vereador João Dib. Unir-se agora à oposição não é algo que se faça sem insuportável constrangimento! Já vi outros partidos agindo assim e sempre considerei deplorável tal prática. Definitivamente, não nos imagino fazendo a mesma coisa. Não, essas práticas do lulismo ainda não nos seduziram!

Estou convencido de que venceremos as eleições com uma coligação já testada, em torno do prefeito José Fortunatti. Mas, ainda que não fosse assim, se o caminho para uma vitória em outubro fosse uma coligação pelo lado oposto, com o PCdoB, essa seria uma vitória que eu preferiria não ter. Um partido é algo que se demora a fazer. Mas se desmancha facilmente com casuísmos, cisões internas e renúncias a valores irrenunciáveis.

Iniciada a campanha, os eleitores porto-alegrenses logo compreenderão quem sabe a que vem. E quem vem ao que não sabe, porque, até hoje, só atravancou o desenvolvimento da cidade, estimulou invasões de bens públicos e particulares, agindo contra a ordem e contra o progresso.

Não me seduzem demonstrações de afeto nascidas do interesse eleitoral. Tampouco me mobilizam os anúncios de reciprocidade. Passo, agradeço e desconfio. Logo ali, em 2014, haverá decisões tomadas vários andares acima deste em que hoje estamos. Haverá outros atores, outros projetos de poder, outros interesses e novas circunstâncias. Aqueles que hoje nos pedem apoio têm todo o direito de fazê-lo. Mas não nos tomem por ingênuos.

Muito sucesso aos candidatos a vereador, ao prefeito Fortunati. Todo o respeito ao meu partido. Todo o respeito ao partido, como eu o conheci. Com os valores que há quase 20 anos venho me dedicando a difundir. Que Deus inspire a decisão dos convencionais para que ela não nos comprometa com aqueles que O rejeitam.


Tags: Percival Puggina, artigo


Percival Puggina é titular do blog www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

e-mail: puggina@puggina.org
Twitter: www.twitter.com/percivalpuggina




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