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A mídia precisa de sensacionalismo.

Carlos Mello

23.03.2011

A mídia precisa de sensacionalismo.

A maioria das pessoas são muito influenciáveis pela mídia, não se dão conta que é simplesmente um comércio, ou seja, tem como principal objetivo vender espaços comerciais. Para isto tem que colocar o que serve a este propósito, o resto é secundário. Por este motivo é necessário o sensacionalismo exagerado para atingir seu público alvo, que geralmente é de baixo nível, principalmente quando tem motivo, como este terremoto e consequente tsunami no Japão, o que potencializa as opiniões tolas.

Saber ler e escrever deveria ser ensinado junto com noções mínimas de critérios racionais, para evitar de criticarem sem dar junto alguma sugestão que seja razoável. Porque criticar sem sugerir é muito fácil.

Pessoas que não largam os celulares, não deixam de andar de carro, de viajar de avião, tem ótimos computadores, não respiram sem ar condicionado, tudo em casa é elétrico e depois dizem que o meio ambiente está sendo agredindo, que o planeta está nos devolvendo o que damos a ele, e outras críticas. Para estas pessoas se deveriam perguntar: Qual a solução? Eliminar a raça humana poluidora? Não esquecer que a industrialização, em quase todo mundo, procura racionalizar ao máximo seus processos.

A maior poluição é o aumento populacional de pessoas de baixa qualidade, pois quem tem mais instrução tem um ou dois filhos e quem não tem possuem quatro ou mais, estes depois vão cobrar políticas de assistencialismo através dos movimentos dos “sem alguma coisa” sustentados pelos contribuintes e ações mostrando e assumindo a falta de capacidade intelectual com programas de cotas em universidades, repartições publicas, etc.

Só que isto os críticos de plantão não enxergam porque os políticos e religiosos (a quem interessa a quantidade e não qualidade dos votos e dízimos) taxaram esta observação de “politicamente incorreta”.

Mas aparecem criticando a energia nuclear sem se darem conta que é só mais uma tecnologia em constante evolução, que não existe dar um passo atrás e ser abandonada como alguns chegam absurdamente a sugerir. Não se dão conta que a usina nuclear japonesa de Fukushima, além de ser das mais antigas, não chegou a contaminar nem uma formiga, que todas as medidas tomadas são cautelares e que eventuais problemas certamente serão corrigidos e aperfeiçoados no futuro, como acontece com todos os sistemas industriais.

Se este terremoto e tsunami tivesse acontecido na África, teria um espaço minguado na mídia, pois o título em algum jornal “Terremoto e tsunami arrasa a África” venderia quase nada. Lá não teria tantas filmadoras e máquinas fotográficas para registrarem tudo e ninguém estaria sugerindo extinguirem alguma usina. Mas se tivesse alguma ameaça ou acidente com alguma hidrelétrica certamente estariam pedindo a extinção delas. Não se dão conta de que tudo que temos para nosso conforto também pode ser uma ameaça, desde um alfinete, tomada elétrica até uma aeronave.

O que, muito infelizmente, ocorreu no Japão foi um grande acidente, que nenhum lugar do mundo, em qualquer época, está livre de acontecer. Ocorreu na região nordeste, Províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima. As Províncias vizinhas sofreram tremores com danos moderados. Para desespero da mídia sensacionalista tupiniquim não encontraram nenhum brasileiro sequer arranhado. Não que as coisas no Japão estejam fáceis, é grave. Mas é um povo preparado e a tragédia está restrita à região do terremoto, no resto do país as coisas não estão na mesma situação. O Japão não está destruído.

A humanidade tem que usar esta catástrofe para aprimorar seus equipamentos, mas jamais abandonar alguma conquista tecnológica porque alguns pseudo salvadores do planeta que se dizem “verdes”, em geral com pouca capacidade intelectual mas com bom espaço na mídia, acham que a solução para os problemas da civilização do mundo é voltarmos a subir nas árvores enquanto eles passeiam pelo mundo sem produzir nada e custeados por ONGs.

Algumas comunidades religiosas falaram e ainda continuam dizendo disparates tão absurdos como uma visita da virgem Maria no Japão (estava fazendo o tipo embaixatriz do céu), que já tinha previsto este desastre. Que é castigo de Deus e até que é o alerta espiritual para o início do fim do mundo iniciando pelo Japão porque é um país que acredita em tecnologia. Então porque não iniciou nas Filipinas alguns anos atrás? (http://www.catholicnewsagency.com/news/japanese-quakes-epicenter-located-near-marian-apparition-site/). Se alguém estiver interessado em dar umas risadas posso enviar a tradução deste texto por e-mail.

São idéias tão estúpidas que não vale a pena comentar.

Engraçado é que nenhuma comunidade religiosa aparece nestes dias falando do imenso amor de Deus pelos homens, lembrar que ele é onisciente (responsável e sabedor de tudo, passado, presente, futuro) então nem pensar. Quando muito se limitam a rezar. Pra que? Acalmar a ira divina?
Mas já existem os que estão vendo milagres. (http://www.odiario.com/blogs/inforgospel/2011/03/17/tsunami-milagre-em-meio-a-catastrofe/)

Nada como a conveniência a serviço das crendices.

A inteligência é uma coisa maravilhosa, todos deveriam ter um pouco.
 


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




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