Últimas notícias

Colunistas

RSS
O pecado da falta de evidências bíblicas.

Carlos Mello

18.05.2011

O pecado da falta de evidências bíblicas.

Há dois mil anos atrás, os povos eram formados por algumas tribos, comparadas aos nossos silvícolas, totalmente ignorantes e sem as mínimas condições de questionar as fantásticas estórias que lhes eram apresentas, por mais absurdas que fossem. Como as de Moisés abrir o mar vermelho como um Super-homem, depois tirar água da pedra com um bastão mágico, conversar diretamente com Deus e receber os 10 mandamentos, andar por 40 anos num deserto com milhares de ex-escravos do Egito. Jamais questionariam de ele ter mandado seus soldados matarem metade da tribo porque estavam adorando uma estátua de um bezerro. Mas mandou poupar as virgens, para deleite dos seus soldados.

IMPORTANTE: Estas estórias e todas as constantes na Bíblia não aparecem em nenhum registro do Egito ou de qualquer outra região, tampouco os arqueólogos encontraram qualquer evidência destes acontecimentos. Então onde eles aparecem? Só na bíblia.

Os acontecimentos bíblicos que pretensamente possuem registros históricos, são unilaterais e foram forjadas através de uma conjugação de ficção com fatos reais para dar credibilidade ao enredo que estavam criando. Alguns exemplos:
João Batista existiu. A História dele está disponível e se pode confirmar nos anais de Roma. Sua interação com Herodes, as críticas ao seu casamento, e a sua cabeça decapitada. Mas quem disse que João Batista conheceu um tal de Jesus Cristo e o batizou? SÓ A BIBLIA!

Assim também com Herodes, que realmente existiu, era uma pessoa importante, matou a própria mulher e os seus dois filhos. Então, aproveitaram essa má índole de Herodes e escreveram que ele matou várias criancinhas em busca do menino Jesus. Mas onde consta esta “história”? Em algum registro como tantos outros antigos? Não! SOMENTE NA BIBLIA!
Herodes tinha um biógrafo particular. Por isto que se sabe da sua mentalidade perversa. Da sua própria biografia!... Mas não consta nada sobre algum Jesus ou perseguição de crianças.

Não existem dúvidas da existência de Cesar, Cleópatra, Ramsés II, Tutancamom, Espartacus, Nero, João Batista, Herodes e centenas de outros personagens daquela época. Isto porque existem provas de suas existências, documentos, estátuas, gravuras, pinturas, pertences pessoais, escritos próprios, obras documentadas etc. Mas sobre Jesus Cristo não existe nada, nem um hieróglifo. Então onde aparece? Estranhamente SÓ NA BIBLIA.

Porque um personagem, que foi tão importante pelo que afirma a bíblia, não tem qualquer registro histórico, nenhuma evidência de sua existência em qualquer lugar ou museu, que possuem registros de outros com muito menos importância que Jesus?

Sócrates, que viveu cinco séculos antes, também não deixou nada escrito. Mas os historiadores não duvidam de sua existência, foi citado nos diálogos de Platão e Xenofonte e nas peças de Aristóteles. Claro que Sócrates só ensinou o que é natural e racional. E Jesus teria abordado o sobrenatural.

A existência de Jesus e sua turma, pela importância que supostamente tiveram, seria impossível que tivessem passado despercebido, pois na mesma época já existiam historiadores, biógrafos, artistas, pintores e escultores, que registraram a história de Roma, Palestina, Egito etc. Mas sobre Jesus NADA. Isto em plena civilização romana, quando até da época das cavernas se tem registros.

No Egito, que é ao lado da Palestina, existem documentos de tudo, de até 3 mil anos antes de Cristo, desde faraós, reis, soldados, escravos, guerras, amores e até de animais, isto tudo registrado em escritos, pedras, esculturas e desenhos. Por isto que se conhece toda a história do Egito. Mas sobre um personagem tão importante como Jesus, vivendo na mesma época, não se lembraram de registrar NADA?
É possível que a passagem de alguém tão importante não tenha deixado NENHUMA EVIDÊNCIA por onde andou?

Porque ele mesmo não deixou alguma coisa escrita? A desculpa de ser analfabeto, assim como seus apóstolos, é inconcebível para um Deus que fazia milagres. Não conseguiria usar seu talento para fazer uma graça tão mais fácil e útil do que aprender a ler e escrever?

A única peça real existente é o Santo Sudário, ou Sudário de Turim, que é tão real quanto as estórias bíblicas. Sempre apresentado como verdadeiro por gerações de religiosos que insistem em ver mistério onde só existe charlatanismo.

Apesar de não haver nenhuma evidência da existência de Jesus, muito menos provas arqueológicas, supondo que ele realmente tenha existido, certamente não seria branco de olhos claros, como a Igreja retrata. Esta imagem de um Jesus mitificado é o que representa todos os anos de hegemonia e etnocentrismo, que através da imposição, estabeleceu um padrão estético e cultural europeu para suas divindades. Isto influenciou e continua a influenciar os valores dos crentes, comprovando que o homem sempre projetou seus Deuses baseados em sua semelhança, jamais ao contrário.

Por estes motivos que as religiões desprezam as ciências e pensadores em geral, os questionadores são muito mal vistos e não tem lugar em seu meio, porque todas são estruturadas em mitos organizados como verdades, e logicamente incontestáveis, impostos pelas Igrejas, incrivelmente ainda em pleno século XXI.

 


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




Opinião do internauta

Deixe sua opinião

colunas anteriores

Comemoramos hoje - 22.05

  • Dia das Comunidades Eclesias de Base
  • Dia de Santa Rita de Cássia
  • Dia do Apicultor
  • Dia do Hóquei sobre Patins
  • Dia Internacional para a Diversidade Biológica (ONU)
  • Festival de Rosália, em honra das deusas Flora e Vênus (mitologia romana)
  • Santa Júlia de Cartago, virgem e mártir
  • Santa Quitéria, uma santa virgem e mártir do século V