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Patagônia – Região dos lagos (final).

Carlos Mello

22.06.2011

Patagônia – Região dos lagos (final).

Da pousada na beira do lago Llanquihue, que é o segundo maior do Chile, na linda cidadezinha de Puerto Varas, é imperdoável não ir até Vulcão Ozorno. Este vulcão é uma estação de esqui no inverno. No verão a neve só existe a partir de 2.000 metros. O Vulcão tem 2.600 metros. Nós fomos de cadeirinha a até uns 2.200 metros, caminhamos mais um pouco para chegar mais longe na neve. A minha filha e a amiga nunca tinham pisado em neve, ficaram fascinadas, é a mesma sensação de quem olha o mar pela primeira vez. Muito legal de assistir.
Um detalhe: É muito frio lá em cima, impossível subir sem roupas adequadas. Felizmente, eles já sabendo que quase ninguém vem preparado para isto em pleno verão, existe um serviço de aluguel de casacos térmicos, perfeito e salvador da situação.

Outro detalhe: Na descida, depois de algumas horas, estávamos congelados, então minha esposa entrou no bar na estação de esqui e pediu quatro chocolates quentes, na hora de pagar custaram 48 dólares. Foi o chocolate quente mais caro na vida dela. Um erro de turista é não se informar do preço antes.

Da linda cidadezinha de Puerto Varas, segue-se para a fronteira com a Argentina, são menos de 200 Km, a estrada é toda linda. Quase chegando na Aduana Chile/Argentina, se passa ao lado do vulcão Puyehue, este que está ativo atualmente, fica uns 5 Km, à esquerda da estrada.

Logo depois de cruzar a fronteira e entrar na Argentina, se entra numa região que parece ter sido desenhada para ser bonita, são lagos fantásticos e com paradouros em vários lugares, São pelo menos uns 50 Km até chegar a Villa La Angostura, é uma mini Bariloche, uma aldeia (7.000 habitantes) que tem uma estrutura perfeita para esquiadores, simplesmente maravilhosa, está localizada entre o imenso Lago Nahuel Huapi (o mesmo que banha Barilhoche) e montanhas com os picos nevados. Este contraste em pleno verão é muito lindo.

Mais uma hora rodando e se chega a San Carlos de Bariloche (Bariloche para os “íntimos”). Comparar Bariloche com a nossa Gramado e Canela aqui do RS ou Campos de Jordão de SP, só para quem não conhece Bariloche. Não tem como comparar, apesar de não ser pequena (Uns cem mil habitantes), a visão da cidade na beira do lago e cercada de montanhas com neve nos picos é deslumbrante. Também tem uma estrutura turística fantástica, quem quiser fazer regime é aconselhável não sair do hotel. Estações de esqui, passeios de barco, lojas, restaurantes, ou até mesmo ficar sentado na frente do lago já satisfaz qualquer turista bem exigente.

Uma curiosidade sobre estas cidades do sul do Chile e Argentina:

A semelhança com as nossas cidades da serra gaúcha é que foram colonizadas por alemães, que se caracterizam por um estilo de vida, que além das edificações típicas, fazem um trabalho competente na limpeza e conservação das belezas dos locais que habitam.

De Bariloche seguimos a sudeste, já em direção ao Brasil. A estrada muda completamente o visual, se sai de uma exuberante paisagem para um deserto com vegetação rasteira, só existem árvores alguns lugares habitados. A estrada é uma imensidão vazia e muito quente, chegamos a pegar 43 graus. Até a cidade de Neuquen, uma próspera cidade de uns 200.000 habitantes, se passa por vários rios, ainda com águas cristalinas dos Andes, que dão um maravilhoso contraste com o terreno árido em volta. São verdadeiros Oásis, com vegetação verde e árvores, fora isto a região lembra as nossas caatingas.

De Neuquem se roda uns 600 Km até Bahia Blanca. É uma estrada completamente desértica. Neste trecho se chega a rodar até 200 Km sem praticamente nada, nem posto de combustível. Se tiver o azar de estragar o carro por ali, vai ser complicado e certamente bem caro conseguir socorro.

Bahia Blanca, uma cidade típica industrial na costa do nosso oceano Atlântico, não tem nada de especial.

De Bahia Blanca até Buenos Aires são 650 Km, fizemos no mesmo dia.

As estradas argentinas são boas, desde Barilhoche até Buenos Aires são de pista simples, mas como o movimento até Neuquen é muito pouco, fica prefeita para rodar. A partir de Neuquem o movimento aumenta um pouco, e depois de Bahia Blanca o aumento é mais intenso devido aos caminhões, mas este movimento é muitíssimo menor que nas nossas estradas. Para nós estava ótimo.

Buenos Aires não precisa ser comentada, é uma cidade imensa com centenas de atrativos. Como já conhecíamos, só ficamos para jantar num shopping e dormir.

De Buenos Aires, tomamos o Buquebus (Barco que leva os carros) para atravessar o Rio da Prata, descemos em Colônia del Sacramento, já no Uruguai, dali a Montevidéu (180 Km) e seguimos direto para Punta Del Este.

De Montevidéu a Punta Del Este tem uma estrada de primeiro mundo, igual à Transamericana chilena, perfeita.

Não cabe aqui comentar sobre Punta Del Este, lindo e bem cuidado balneário já conhecido dos brasileiros. De Punta (para os íntimos), se roda uns 230 Km até Chuy no Brasil. Para Porto Alegre tem os conhecidos 500 Km, com a parte bonita que é o Taim.

 

Resumo desta viagem:

Tempo na estrada: 17 dias.
Gasto com combustível, hotéis e alimentação: R$ 8.000,00
Total Percurso: 6.300 Km
“Equipe”: Mello e esposa Zeli, filhota Cindy e amiga Rosangela.
 

Trauma: Ter nascido pobre e não poder levar mais tempo viajando.
 


 


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




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