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Celular sem identificação é o mesmo que Pessoa mascarada.

Carlos Mello

13.07.2011

Celular sem identificação é o mesmo que Pessoa mascarada.

Se tocar o porteiro eletrônico e ao atender se deparar com uma frase assim:
Podes abrir que depois talvez tu saibas quem eu sou? Ou se na rua for abordado por uma pessoa mascarada e dizer que quer falar contigo? Aceitarias? Provavelmente não. Pois quando alguém desabilita uma identificação de um celular para não ser reconhecido está fazendo exatamente a mesma coisa. Está se escondendo. Além de ser uma falta de consideração. Muitas vezes já liga e inicia questionando: Quem é? Quando a obrigação de se identificar é de quem ligou e não de quem recebe a ligação.

Eu não acredito que exista algum motivo para querer falar com uma pessoa e tenha que se esconder desabilitando um recurso dos mais úteis e transparentes da tecnologia digital. Se quiseres falar com alguém, qual o problema em se identificar?

Várias empresas e alguns babacas omitem o código de identificação de chamadas, aparecendo a frase “Número privado”; “00000000”, “Não Identificado”; etc. Os que mais utilizam esta carapuça digital são call centers; órgãos oficiais e escritórios de cobrança.

Toda pessoa ou empresa tem o direito de não se identificar ocultando este recurso ao ligar, assim como quem recebe não tem nenhuma obrigação em atendê-la, isto é o principio da reciprocidade.

As operadoras de telefonia são coniventes com este comportamento, pois concedem a possibilidade de configurar o telefone para esconder o IP do aparelho, mas não fornecem meios de democraticamente também poder configurar para rejeitar este tipo de ligação. Entendo que deveria ser até ilegal conceder uma vantagem para um só lado, ainda mais para os que se ocultam. Mas como as empresas nunca pensam no usuário, isto não existe.

Eu não atendo porque não vejo motivo para alguém usar esse recurso, não consigo confiar em ninguém que deixa seu número privado. Alias não atendia, atualmente atendo e digo: “Não recebo chamada de número não identificado”. E desligo na hora.

Não custa dizer que não se identificar ou ter uma identidade falsa, é coisa de marginal ou mal intencionado. No mínimo é sinal de algo incômodo ou imoral. E quanto mais pessoas não atenderem menos ligações deste tipo existirão.

Isto também é válido não somente no telefone, mas também em redes sociais como Facebook, Orkut, Blogs ou Sites de discussão, onde existem pessoas com perfil falso ou sem identificação participando e se misturando com amigos. Claro que nestas comunidades de Internet tem muita gente que adora ser enganada, o que faz a alegria dos Fakes.

Se identificando-se já existe muita picaretagem, imagina usando o “número privado”.

Sobre este assunto, existe um número, logicamente não escondido, que se sobressai entre todos, é o 031-83437071. Toda semana este número liga para centenas de pessoas, sem algum motivo aparente e quando se atende nunca fala e desliga. Se der um retorno cai na caixa postal. Experimentem colocar este número no Google e vejam as centenas de queixas de todo Brasil.

 


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




Opinião do internauta

  • Lélis (23.07.2011 | 15.47)
    Parabéns, Mello!!! A partir de hoje faço parte desta militância, obrigado pela conscientização. Abraço!!!
  • Carlos Mello (14.07.2011 | 13.53)
    Olá Miguel, concordo com tua nora quando for uma empresa. Mas se for particular é bem diferente. Abraço.
  • PAULO HENRIQUE (14.07.2011 | 11.51)
    Não se pode colocar todo mundo "numa vala comum"! Sou advogado, tenho que participar de audiências, assim como, tenho direito a momentos privados com esposa, filhos pequenos, ... Ocorre que muitas vezes, somos obrigados a ligar para clientes que se atrasam para as audiências(muito comum), p.ex.. Ao obter o número, nunca mais ligará para o telefone comercial do advogado! É uma questão de cultura! O interlocutor passa a achar que é o único cliente do profissional, que seus problemas e soluções (a maioria absurdas) são urgentes, passando a ligar de madrugada, finais de semana, à noite,... Atendo no horário comercial, (ainda que alguns insistam em ligar no horário de almoço e se recusem a deixar recados). Tenho direito a minha privacidade e não posso ficar refém de ligações indesejadas. O fato de usar meu celular como instrumento de trabalho não dá direito de invadirr minha privacidade. Por isso, por bom senso e educação: Atenda as ligações não identificadas, se não for de seu interesse, agradeça e desligue, (assim como faz nas ligações a cobrar). Pode ser uma ligação importante, sei lá... Mesmo que seja de um cobrador, atenda, ele apenas está fazendo o seu serviço!! Ou faça como eu, mantenha suas contas pagas em dia.... Quem não deve, não teme!!! Não seja você um babaca!!!
  • Miguel Angelo (13.07.2011 | 10.29)
    Concordo com este teu sentimento de que quem se esconde usando um número não identificado não mereça atendimento. Eu, pessoalmente, não atendo. Mas há uma afirmação tua no texto que teho de discordar: "Muitas vezes já lig que a e inicia questionando: Quem é? Quando a obrigação de se identificar é de quem ligou e não de quem recebe a ligação." A obrigação de se identificar é de quem ligou, não de quem recebe a ligação é uma coisa cultural. Já tive discussões sobre isto com minha nora, holandesa, que diz exatamente o contrário, e que lá se atende o telefone como se fosse aqui no Brasil quando se liga para uma empresa ou órgão público: identificando-se. Portanto, a obrigação ou não de se identificar ao se atender o telefone é algo cultural e não uma verdade absoluta como dizes no texto para fundamentar teu ponto de vista. abraço
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