Últimas notícias

Colunistas

RSS
Religião gosta de sangue.

Carlos Mello

03.08.2011

Religião gosta de sangue.

Não querendo revolver o passado histórico de terror e covardia das religiões, e que incrivelmente é desconhecido pelos crentes, mas focando sobre o que ocorre atualmente e tentando um esforço para entender.

Como alguém em pleno século 21 pode acreditar que sangue pode agradar a seu Deus ? Que possa trazer algum tipo de felicidade?

Este pensamento medieval é base de todas as crenças, pois acreditam que sangue de animais pacificam seus deuses. Isto está presente no judaísmo, islamismo, cristianismo e outras religiões.

Os cristãos são os maiores adeptos desta estúpida teoria. Interessante é que entre os cristãos existem alguns com razoável nível cultural, e mesmo compreendendo que a lavagem cerebral sofrida não os tenha liberado de enxergar o óbvio, eles não conseguem vislumbrar o absurdo que é aceitar que o sangue do filho de seu Deus possa ter salvo a humanidade. Salvo do quê? De um pecado que ele mesmo criou? Como uma idéia tão absurda poderia salvar? Na verdade não a humanidade, e sim os que acreditam nesta lenda, ou seja, somente alguns.

Logicamente que falam para quem não tem nenhum pensamento crítico. Pois usam a linguagem das ameaças, dor e desespero, onde sangue em profusão faz parte do teatro. Esta é a forma que o Cristianismo tem usado para se manter por séculos, por isto acham normal sempre apresentarem a figura de péssimo gosto do crucificado em seus templos, e o que é mais difícil de uma mente racional compreender: Se prostram venerando o instrumento de sua tortura, que é a CRUZ, como o símbolo máximo de sua fé.

Alguns padres e pastores tentam explicar que o que querem é mostrar “um retrato bíblico da crucificação como um momento de esperança para o mundo, e não de desespero”. Ou seja: tentam explicar que é preferível celebrar a morte do que a vida.

Se pensassem se dariam conta de que se o tal Cristo tivesse sido enforcado, por exemplo, eles estariam se ajoelhando na frente de um laço de corda, as igrejas ostentariam uma pessoa pendurada e os crentes usariam um cordelzinho com um nó de forca no pescoço, que seria vendido no comércio de bugigangas. O seu símbolo principal seria uma CORDA.

Isto faz parte de um projeto que é tornar o homem mais medroso, infeliz e ignorante possível, por isto a idéia de pecado, culpabilidade e serviência, e assim tornarem-se incapazes de argumentar, debater ou questionar o que lhes é ensinado, tornando-os maleáveis aos ditames dos interlocutores do todo poderoso para venderem o seu produto invisível a ser pago nesta vida e receberem depois da morte.

Não existe maior falta de inteligência do que acreditar que Deus é amor, que ele te ama muito, mas muito mesmo. Mas se tu não reconhecê-lo como teu senhor e adorá-lo por toda a vida, irás para o inferno onde serás torturado eternamente. Na verdade a tua alma, os teólogos nunca esclareceram como se tortura uma alma, pois se vai ser queimada e espetada por tridentes por toda a eternidade, de que material é feita? É muita infantilidade.

Porque Deus exige ser idolatrado (1º mandamento)? Se não houvesse dúvidas os dogmas não seriam impostos através da fé cega (bem cega), e sim pela razão. Nenhum cientista se reúne com outros e ficam louvando “Ave gravidade, tu és tudo para mim, Eu me arrependo de não ter aprendido mais, daqui pra frente vou te observar mais, creio em ti. Amém!”.
Também nunca se viu algum adesivo escrito “A matemática é fiel” ou “A química salva” em algum veículo. Isto porque não existem dúvidas de suas existências.

Interessante que os crentes não prestam atenção nas exóticas e irracionais atividades da sua religião, que do ponto de vista das outras, são absurdas. Com isto existe um emburrecimento geral que anula pensarem de que não existe nenhuma garantia de estarem seguindo a religião correta, pois se existem várias, porque Deus não protegeria os outros bilhões de pessoas que estariam na religião errada? E se quando chegarem nas portas do céu São Pedro lhes avisar: Sinto muito, mas tu seguisses a religião errada, a que estava certa era a do grande Ju-Ju da montanha lá da áfrica Central, então vais pra o inferno!

É uma pretensão coletiva acreditar que está na religião correta. Ainda mais porque os que criaram o cristianismo não foram sequer originais, pois copiaram os deuses criados pelos antigos, tais como Ísis, Osíris, Hórus Átis. Apolo, Mitra, etc.

Todos os homens atuais deveriam ser práticos, questionadores e nunca direcionarem sua vida baseada em crendices.
As lendas fazem parte da nossa cultura como folclore, que inclusive influenciou na formação nas tribos dos povos primitivos. Mas daí acreditar nelas com toda informação disponível atualmente é fechar os olhos ou acreditam porque é mais fácil do que pensar.


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




Opinião do internauta

  • Maria Gourgues (10.08.2011 | 18.55)
    Ri muito com as frases " se o tal Cristo tivesse sido enforcado eles estariam se ajoelhando na frente de um laço de corda..." e também da oração " Ave gravidade, tu és tudo para mim ..., creio em ti. Amém!”." . Até quadro da primeira missa foi um motivo de rir. Valeu!
  • Resposta do Colunista:
Deixe sua opinião

colunas anteriores

Comemoramos hoje - 23.03

  • Dia de São Turíbio de Mogrovejo
  • Dia Mundial da Metereologia
  • Páscoa