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Religiosidade emburrece.

Carlos Mello

17.08.2011

Religiosidade emburrece.

Quando aparece alguma frase tipo: “religiosidade é bom”, é a mesma coisa que dizer “FALTA DE PENSAR É BOM”. Isto porque a fé, que anda de mãos dadas com a religiosidade, anula completamente o exercício do pensar, fazendo os crentes acreditarem em infantilidades absurdas como existir um super amigo sentado em algum misterioso lugar da abóbada celeste assistindo e comandando tudo aqui em baixo, que existe um paraíso, um inferno, em anjinhos. Esta cultura religiosa cria uma anestesia mental que sequer ousam raciocinar que NUNCA foi apresentada QUALQUER EVIDÊNCIA do que acreditam. Aliás, se um crente tentar procurar evidências da existência de Deus, é porque abandonou sua fé, já que o conceito de fé religiosa, de forma esperta, não admite dúvidas, fechando para qualquer raciocínio sobre os dogmas de suas religiões.

Engraçado é que estas mesmas pessoas são racionais para outros assuntos, se, por exemplo, ouvir a afirmação de que existem serpentes voadoras na lua, certamente pediria evidencias desta afirmação, e se a resposta fosse: “Não posso provar, tem que ter fé de sua existência, e fé não se discute”, provavelmente consideraria o autor da afirmação como sendo um maluco. Não se dão conta que fazem exatamente a mesma coisa, aceitando as mentiras frágeis sob o argumento de que “Religião não se discute”.

As religiões e seus Deuses foram inventados numa época em que a inteligência era um embrião, só existiam dúvidas. Quando as respostas começaram a surgir e os deuses foram perdendo sua força a Igreja reagiu de forma covarde criando a era das trevas, do terror, onde sob seu domínio nunca houve momentos de paz ou respeito a qualquer tipo de liberdade de pensamento. Foi um tempo em que a mentira triunfava sobre a verdade. Milhares de infelizes foram sacrificados pela igreja porque ousaram apontar as incoerências e os irracionalismos dos dogmas católicos, que mais tarde foram desmascarados pela ciência.

Um motivo para não se abrir a guarda a esta turma paleolítica é que, os seguidores da religiosidade e suas convicções, estão entre nós, esperando uma oportunidade para impor suas filosofias onde o que for pecado para a igreja também deve ser crime para o Estado, o qual deveria ser regido pelas normas religiosas, como o Vaticano, Irã ou Afeganistão talibã.

Este sonho, de um Estado confessional, transformaria definitivamente as pessoas em verdadeiros cordeiros de Deus, e porque cordeiros? Porque são burros, desorientados e dependentes, a assim aumentaria a participação em missas, cultos, grupos de oração, pagamentos de dízimos, etc. Enfim prevaleceria a mediocridade, pois se pensassem se dariam conta de qual é o verdadeiro motivo do pastor criar cordeiros.

Se a humanidade não se desvinculasse da religiosidade, estaria ainda sendo aterrorizada pela ameaça do inferno, ouvindo que a terra é redonda como uma pizza, seria proibido pílulas anticoncepcionais, pesquisas de células tronco, aborto, divorcio, união de homossexuais, existência de ateus e milhares de outros ditames de acordo com seus exclusivos interesses. Que podem não ser o que queremos, mas temos a liberdade de escolhê-los ou não.

Existem vários grupos de crédulos e supersticiosos, como astrólogos, videntes, homeopatas, curandeiros, etc., mas nenhum destes grupos, ao contrário dos religiosos, está tocando sinos quando querem entrar em contato com seus entes superiores, não se preocupando em atingirem os que não tem nenhuma relação com suas crenças, ou pelas ruas tentando arregimentar mais “cordeiros”. Estes religiosos se desesperam com a possibilidade de seus discípulos descobrirem que nos céus não existem ouvidos ou mãos para ajudar.

A ciência já provou que a religiosidade sempre mentiu sobre os céus, pois há muito tempo, quando os exploradores subiram as montanhas e cruzaram os mares, os deuses foram empurrados para o panteão dos mitos. Até hoje nenhum avião atropelou algum anjo, nenhum astronauta encontrou algum vestígio do paraíso ou de algum povo celestial, nenhum sinal da existência do inferno ou evidência de alguma interferência divina. Os deuses e santos, sempre inacessíveis, nunca apareceram de forma que pudessem deixar algum registro e, atualmente, “aparecem” para pouquíssimas pessoas e sempre sem deixar qualquer prova.

A religiosidade impõe ao crente se colocar numa posição humilhante através do arrependimento, oração, masoquismo, jejum, flagelação e outras formas ridículas de expiação, como as fotos anexadas. Faz acreditar que a felicidade está nas mãos de Deus e que ele tem um plano traçado para a vida dele. Mas, quando é acometido de uma doença faz tudo para alterar a vontade de seu criador, em vez de ir à igreja, corre para um médico.

A religiosidade se alimenta de mentiras perpetuadas através dos pais. Quando uma mãe diz ao filho pequeno que o pai morreu e foi para os céus. Ela sabe que não tem provas disto, portanto é uma afirmação suspeita, esta se enganando a ao filho. Os religiosos acham natural se iludirem, o correto seria ensinar aos filhos a lidar com o sofrimento e vivermos felizes no nosso mundo, apesar da fatalidade da morte.

E por último, a religiosidade baseada nos seus dogmas e livros sagrados, não serve sequer para ser um guia sobre moralidade, pois tanto a bíblia quanto o alcorão aceitam a escravidão, morte de infiéis, inferioridade feminina entre outras crueldades. E mesmo as espertas correções feitas durante séculos nestas escrituras, não trazem nada que as conquistas sociais realizadas nos últimos tempos não possam ser seguidas por quem não tenha uma doutrinação cristã.

Links hilários sobre a religiosidade: Impossível alguém com mais de dois neurônios levar a sério.

Como guardar “as jóias” para seu marido.

http://www.youtube.com/watch?v=R4DTLC6kWDg

Vale tudo para obter recursos:

http://www.dailymotion.com/video/xkhkfg_pastor-fica-com-o-unico-tenis-de-menino-pobre_news#from=embediframe


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




Opinião do internauta

  • carlos (02.05.2012 | 17.38)
    é interessante que a Raquel falou, falou, falou e não disse nada racionalmente, tão pouco refutou aos argumentos apresentados pelo colunista que não nos fez engulir nada, apenas disse claramente sua opinião. Digo até que é muito comum o discurso tosco dos religiosos pois agem exatamente assim, dizem coisas sem base nem experimentação e ainda querem ser respeitados! mais fácil respeitar os loucos pois eles tem uma patologia agora o duro é ver gente sã se convertendo em doidos por imposição de idéias imaginárias... tenho pena da escravidão mental de voces. excelente o texto
  • Carlos Mello (14.09.2011 | 10.42)
    Olá Raquel, discordo do teu ponto de vista, poderia mostra trechos da bíblia que não deixam dúvidas quanto a escravidão e o lugar da mulher nestas escrituras. Mas este não é um site de debates. De qualquer forma tua participação foi bem feita e inteligente, discordar faz parte de uma democracia. Obrigado pela participação.
  • Raquel (17.08.2011 | 09.42)
    Bem opinião é opinião, não é mesmo? Agora, sem entrar na discussão religiosa proposta pelo caríssimo colunista, gostaria de comentar sobre a falta de respeito à liberdade religiosa, obviamente não à liberdade de matar ou restringir outras pessoas de seus direitos individuais por causa da fé, mas a falta de respeito em relação à liberdade religiosa em geral. Se engana, quem concorda que a FÉ leva a burrice, como tenta nos fazer "engulir" este colunista, ao contrário a fé verdadeira leva à paz e ao respeito e amor ao próximo, que é a essência do evangelho. Não posso falar sobre o alcorão ou outros livros, pois não os conheço, e para qualquer estudioso que se preze essa é uma regrinha básica: não falar sobre o que não conhece. Se o colunista conhecesse a Bíblia, saberia que ela não aceita a escravidão, pelo contrário evoca a todo tempo a liberdade como algo positivo, mas conta a história de um povo que foi escravizado. Saberia também que em nenhum momento ela inferioriza a mulher, pelo contrário, conta a história de grandes mulheres como heroínas, apenas coloca a mulher com responsabilidades difirentes das masculinas, e que a palavra submissão, no grego ( lingua em que foi escrita quase todo novo testamento) significa estar alinhado com a liderança, que no caso de uma família nos moldes bíblicos é responsabilidade do marido. Segue os moldes bíblicos que quiser. Os homens, por sua maldade e sede de poder é que interpretaram e fizeram o que bem entenderam com a bíblia. Só peço que eu possa exercer minha liberdade de pensamento, expressão e opinião sem ser chamada de burra novamente, já que minha liberdade religiosa não posso exercer sem ser ofendida. Não estou aqui fechando os olhos para as atrocidades cometidas por muitos que se diziam ou se dizem cristãos, mas "colocar todos no mesmo saco" simplifica por demais as coisas.
  • Resposta do Colunista:

    Esse pessoal todo são vítimas de uma lavagem cerebral, por isto os argumentos não são lógicas, são baseados em fé. Mas aos poucos, os jovens, vão acabar questionando os absurdos que aprenderam e quem sabe fiquem pelo menos agnósticos.
    Obrigado Carlos.

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