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Crenças, crendices e superstições.

Carlos Mello

24.08.2011

Crenças, crendices e superstições.

A definição de cada um destes substantivos segundo dois bons dicionários são:

Dicionário Aurélio:

Crença: s.f. Ação de crer na verdade ou na possibilidade de uma coisa. Convicção íntima. Opinião que se adota com fé e convicção. Fé religiosa.

Crendice: ilusão e superstição

Superstição: s.f. Desvio do sentimento religioso, fundado no temor ou na ignorância, e que empresta caráter sagrado a certas práticas destituídas de qualquer transcendência; crendice. Presságio infundado e vão, tirado de acontecimentos meramente fortuitos.

Dicionário Priberam on line:

Crença: s. f. 1. Fé religiosa. 2. Confiança. 3. Opinião.

Crendice: s. f. Crença absurda ou ridícula.

Superstição: s. f. 1. Sentimento de veneração religiosa fundada no temor ou ignorância e que conduz geralmente ao cumprimento de falsos deveres, a quimeras, ou a uma confiança em coisas ineficazes. 2. Opinião religiosa fundada em preconceitos ou crendices. 3. Presságio que se tira de acidentes e circunstâncias meramente fortuitas.

Os outros dicionários têm as definições bem parecidas com estas.

Todos nós temos algumas crenças, como por exemplo, na ciência, no futuro de nossos filhos, etc. Estas são exemplos de crenças racionais, factíveis e principalmente verificáveis.

Mas quando as crenças são baseadas em coisas sobrenaturais, que dependem de alguma intervenção divina, como rezar para Deus, fazer um despacho, sacrificar um animal para aplacar alguma divindade irada, se auto-flagelar, fazer penitência, etc. Nestes casos a Crença é exatamente igual a Crendice e Superstição, que faz com que pessoas acreditem nestas bobagens através da fé religiosa.

Quando se pergunta a algum crente qual a diferença entre Crença e Crendice, TODOS, SEM EXCEÇÃO, dizem que crença é a sua religião e as outras são crendices. Como se “engolir” um pedaço do cadáver e “beber” o sangue de um Deus morto há dois mil anos fosse diferente de beber cachaça dançando para Oxun.

Quando um ato é realizado sem base na razão, como acreditar em forças divinas, resultado do medo da morte e do desconhecido, uma herança de épocas medievais, leva os céticos a acreditar em absurdos, sem qualquer racionalidade entre algum acontecimento e sua causa. Com isto foram criados rituais, através de grupos de religiosos, de magia negra, feitiçaria, bruxaria e ocultismo. De onde invariavelmente nascem as superstições como carregar um crucifixo, um pé de coelho, uma ferradura, um escapulário, e outras mais populares.

As crendices e superstições são ainda vestígios de um passado em que a humanidade, em sua compreensível ignorância, acreditava que fatores sobrenaturais ditavam a vida. Esta filosofia tem sido transmitida através das gerações, especialmente entre as camadas populares e menos cultas que são marginalizadas do conhecimento científico. Esta generalização não significa ter que ser pobre ou ignorante para ser supersticioso. Pois existem pessoas com razoável nível de instrução que são supersticiosas.

Todas estas idéias têm como fato gerador o medo, que é potencializado pelas ameaças utilizadas pelas religiões como meio de dominar as mentes através de ameaças como o inferno, diabo, purgatório e o pecado, que são a base de todo sincretismo religioso.

Sem ameaças não haveria religiões, pois elas vendem a salvação destas falsas ameaças, que não é nada mais que propagandas enganosas feitas sob medida para os crédulos, pois vendem uma previsão de futuro a ser conferida depois da morte. Nisto os astrólogos são mais objetivos, pois suas promessas são para esta vida, e o crédulo vai conferir se foi enganado ou não logo adiante, coisa que nenhum cristão poderá fazer.


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




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