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A ameaça do inferno religioso

Carlos Mello

28.12.2011

A ameaça do inferno religioso

Quando era criança, era normal ouvir dos adultos a frase “Cuidado que o Papai do Céu vai castigar”.

Ao crescer descobri que essa ameaça era uma referencia ao tal Jesus que também diziam que era a coisa mais bondosa que existe.

Ao entrar para o colégio o que mais se ouvia falar era que se não aceitássemos Jesus em nossos corações iríamos para o inferno.

Estudei todo o primeiro grau em colégios religiosos, mas o que mais me marcou foi um Patronato de padres salesianos em Taquari, aqui no RS. As palavras mais ouvidas eram demônios, pecados, castigos e inferno. O objetivo de catequizar através do medo era tanto que faziam todo tipo de referencias ao fogo eterno através de palavras, gravuras e passagens bíblicas que transformavam as crianças em amedrontados e então aceitavam aqueles dogmas ridículos por imposição.

Qualquer questionamento era pecado e passível de alguma punição, era um universo de ameaças. Quando saí deste internato passei por uma fase de "desintoxicação" e tive liberdade de pensar, então descobri que tudo era uma invenção tola e me senti um idiota só em ter ficado na dúvida com as baboseiras ouvidas.

A ameaça é intrínseca à natureza cristã, seria injusto dizer que todas as religiões usam o inferno e demônios para impor medo nos crentes, sou só um curioso sobre as religiões, mas não vislumbrei este tipo de ameaça na Umbanda, Candomblé, Budismo, Hinduísmo ou mesmo no Judaísmo. Na verdade nem mesmo algum castigo eterno. O que normalmente existe é algum tipo de condenação pelas ações praticadas aqui mesmo.
Mas no Cristianismo e no Islamismo, que são as religiões com as maiores historias de crueldades, existe a idéia do fogo eterno.

Atualmente ainda existem padres, pastores e outros malucos religiosos que confundem temor com respeito e pregam suas palavras sagradas de amor sob advertências para quem não as seguir, e invariavelmente ameaçam com o fogo do inferno. O estranho é haver quem acredite nisto em pleno século 21.

A chantagem é a marca destas religiões. É prática usual de seus deuses, em quase todas as páginas de seus livros sagrados, ameaçarem quem não adorar incondicionalmente suas crendices. Na Bíblia, em qualquer trecho, sempre aparece o olhar odiento de Deus ameaçando com mortes, pestes, tempestades e com milagres em favor dos inimigos dos cristãos.

Espertamente as ameaças nos dias atuais não são tão turbulentas como foram no passado, mas nem por isso deixam de ser preocupantes, pois elas são uma arma do fanatismo religioso que ainda atualmente se mostra raivoso contra quem não se intimida ante suas assustadoras palavras, os homens-bombas e outros terroristas nos tem mostrado os efeitos destas ideologias através de atos como os de 11 de Setembro e o do maluco da Noruega.

Estes fanáticos usam sua fé cega e simplesmente seguem a doutrina religiosa que determina uma obediência onde exercer a violência é uma forma de obrigar os outros a seguirem ou então punir quem discordar.

Uma pessoa racional precisa ter perdido a razão para fazer uma ameaça, mas um crente não, faz parte de sua lavagem cerebral, entao por não pensar a respeito, ameaçam com a uma fogueira por toda a eternidade. Este absurdo, até os estudiosos do nada, os teólogos, ficam sem jeito quando questionados sobre essa possibilidade. Queimar alguns minutos até seria possível de aceitar, mas eternamente é risível, exageradamente irracional.

Essa idéia só poderia vir de um ser ególatra, raivoso e muito injusto. Mas os crentes dizem que vem de um que é bondoso e que nos ama muito e que estranhamente faz questão de ser idolatrado dia e noite.


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




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