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Ateísmo é uma nova religião?

Carlos Mello

16.05.2012

Ateísmo é uma nova religião?

Alguns religiosos consideram o ateísmo uma nova seita. Isto porque não imaginam a existência seres humanos que não sejam cordeiros de alguma religião, e desta mentalidade criam mais uma falácia.

Abaixo algumas considerações.

No Ateísmo:

- Não existem dogmas ou rituais ou pessoas usando roupas com chapéus ridículos falando com serem invisíveis.
- Não possui templos, Messias, livros sagrados ou profetas visionários da pós-morte.
- Não existe nenhuma obrigação de converter outras pessoas. Tanto faz se adorarem uma pedra ou algum Deus.
- Não sustenta sacerdotes, teólogos ou pastores parasitas.
- Não existe e NUNCA existiram guerras ou atentados em nome do ateísmo.
- NUNCA uma organização torturou ou matou alguém porque não era ateu.
- Não existe qualquer restrição às mulheres.
- Não existe nenhuma lenda para o surgimento da vida, nenhuma crença em seres imaginários.
- Não usa ameaças de castigo ou prêmio eterno ou ainda alguma falsa esperança para depois da morte.
- Não tenta impor sua moral e modo de pensar sobre toda a sociedade.
- Apoia totalmente os avanços da ciência e dos cientistas. Nunca tenta atrasá-la.
- A prática do bem não é por expectativa de ser premiado com a ida para o Paraíso.
- Quando alguém se arrepende de algum erro não é por medo de ir para o inferno.
- Ninguém prega ateísmo em troca de salvação ou de 72 virgens depois da morte.

Ateísmo é somente a negação de crendices por total falta de evidências. Só isto.

Dizer que ateísmo é igual à religião é não ter a mínima noção do conceito de um dos dois.


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




Opinião do internauta

  • Alberto Muller (17.05.2012 | 17.48)
    Estes dias vi num blog de notícias Gospel um questionamento que ficou sem resposta. Um ateu disse que afirmar que ateísmo é religião era o mesmo que dizer que não colecionar selos é um hobby. Então alguém disse: Mas nunca se viu "não colecionadores de selos" irem contra os colecionadores, criticá-los, debocharem do que eles acham importante. Gostaria de ver uma resposta.
  • Resposta do Colunista:

     Alberto, cheguei a procurar no GNoticias, que é um site de notícias Gospel bem interessante, mas não consegui encontrar este assunto. Mas deixar sem resposta é coisa de um ateu muito burro ou de um falso ateu.
    Alberto, o questionamento é até interessante, realmente os “não colecionadores de selos” estarem indo contra os injustiçados e inocentes “colecionadores”.
    MAS o que o ateu desavisado não explicou é que este movimento é uma REAÇÃO aos crimes cometidos pelos “colecionadores” contra a humanidade há séculos.
    SE os “colecionadores” não tivessem torturado e assassinado milhões de pessoas simplesmente por não quererem colecionar selos; Não quisessem impor seu modo de vida a todos; Não fizessem lavagem cerebral nas crianças; Não quisessem impor suas estórias de contos de fadas como verdades; Não ameaçassem com inferno eterno; Não causassem guerras em nome de seus selos; ... (a lista é enorme) O movimento dos “não colecionadores” não existiria.
    O que ocorre é um movimento de libertação dos “não colecionadores” contra a excessiva influência do clericalismo (os colecionadores) que reinou e ainda insiste em querer subjugar de forma absolutista nos assuntos que não lhe dizem respeito. Lembrando que o movimento dos “colecionadores” quando dominou os governos é conhecida “carinhosamente” como a época das trevas.
    Obrigado pela participação.

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