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Primeira aparição comprovada de alienígenas nos EUA.

Carlos Mello

06.11.2013

Primeira aparição comprovada de alienígenas nos EUA.

Em julho de 1953, três jovens, dois barbeiros e um açougueiro, fizeram uma aposta: Venceria o que conseguisse aparecer nas primeiras páginas dos jornais locais.

Ed Watters , o barbeiro criou um projeto com inicio macabro, comprou um macaco rhesus em um loja de bichos e o matou dando-lhe uma dose letal de clorofórmio.

Depois depilou todo o seu pelo e cortou a cauda. Por fim, tingiu o infeliz macaco com corante verde. O resultado foi uma criatura que realmente parecia alienígena.

Após isto, então junto com os amigos de aposta, largaram o “alienígena” numa estrada e fizeram um círculo de fogo com um maçarico, próximo ao animal, para simular a queimadura feita por uma decolagem de um foguete.

O próximo passo óbvio foi chamar a polícia.

O policial Sherley Brown e seu parceiro estavam fazendo uma patrulha de rotina e foram atender o chamado, logo avistaram uma caminhonete parada no meio da estrada. O que eles encontraram foi a cena mais inusitada de suas carreiras: Três jovens: Ed Watters (barbeiro, 28 anos) , Tom Wilson (barbeiro, 20 anos), e Arnold “Buddy” Payne (açougueiro, 19 anos) estavam assustados e nervosos aguardando a chegada da polícia.

Deitado na frente do veículo dos rapazes estava uma bizarra criatura de 60 centímetros de altura que parecia um alienígena.

Contaram que vinham normalmente pela estrada quando depararam com um grupo de criaturas estranhas e não conseguiram frear a tempo, atropelando um deles. Mas tiveram tempo de ver os outros entrarem num disco voador e decolarem.

A história contada era completamente inacreditável se não fosse pela “prova” de terem a bizarra criatura espacial ali na frente.

Naquela época havia muitas noticias e suspeitas de haverem discos voadores rondando o céu americano, existiam relatos de visões de todo tipo e até fotos de aeronaves, naturalmente as fotos são aquelas que pode aparecer tudo, até um disco voador, bastava ter fé.

Mas esta era a primeira vez que tinham uma prova real, o corpo de um alienígena, assim conseguiram calar a boca dos debochados céticos quanto a existência de OVNIs.

Um acontecimento assim também foi impulsionado pelos ufólogos, que desde 13 anos antes, mais precisamente em outubro de 1938, se sentiam humilhados com teatro montado por Orson Welles, às vésperas do Halloween, sobre um ataque de marcianos à cidade de Nova York e assim deslocou a crença em OVNIs para o terreno do ridículo.

Então chegara a hora da vingança, agora era diferente, pois tinham finalmente a prova de que suas crenças eram verdadeiras.

Ed Watters (na foto junto ao “alienígena” em 1998) ganhou fácil sua aposta de US$ 10.

Nos próximos dias não somente os jornais locais, mas todas as mídias nacionais e muitas internacionais estamparam a fantástica história nas suas capas.

A polícia recebeu centenas de telefonemas de pessoas que também tinham visto vários tipos de seres espaciais e só não tinham contado antes para não parecerem ridículas, mas agora, com a confirmação de sua existência estavam contando suas experiências.

Jornalistas de todos os cantos vieram até à cidade.

A coisa ficou mais espetacular quando um veterinário local examinou o corpo e proclamou que “não parecia deste mundo”.  Com isto a história ficou fora de controle. O País se convenceu de que estava sendo invadido por alienígenas.

A farsa foi tão convincente que chamou a atenção da Força Aérea dos EUA que acabou por querer averiguar o acontecido enviando alguns oficiais para esta função.

O corpo do alienígena foi confiscado e entregue ao Dr. Herman Jones, chefe do laboratório criminal do estado da Geórgia, e foi levado para a Universidade de Emory (EUA) para ser examinada por dois professores de anatomia, Marlon Hines e W.A. Mickle.

Os professores determinaram rapidamente que o alienígena seria de origem extraterrestre somente se houvesse macacos em outros planetas.

Dr. Mickle acrescentou:  “Se é do espaço sideral, eles não inventaram nada de novo”.

Diante da evidencia, sem saída, os jovens confessaram a farsa.

A história foi retratada em todos os jornais, e Watters, vencedor da aposta, acabou no prejuízo. O macaco custou US$ 50, e a polícia o multou em US$ 140 por obstruir a rodovia. Sobre o ato de matar sem justificativa o azarado macaco não houve qualquer punição.

Os jovens caíram no esquecimento, mas sua farsa tem sobrevivido ao tempo com o pobre macaco raspado sendo até hoje mantido em um frasco no laboratório criminal da Geórgia, acessível a curiosos.


Tags: Carlos Mello, artigo


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




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